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Santoral Franciscano: 15 de julho – São Boaventura (1221-1274)

São-Boaventura

Bispo, cardeal e Doutor Seráfico da Primeira Ordem (1221-1274). Canonizado por Sixto IV no dia 14 de abril de 1482.

João de Fidanza, filho de João de Fidanza e Maria Ristelli, nasceu em Bagnoregio, do distrito de Viterbo, dos Estados Pontifícios, em 1221. Curou-se na infância de grave doença, depois de uma invocação a São Francisco de Assis feita por sua mãe, a que faz referência o próprio São Boaventura (Sermo de B. Francisco, serm.3).

Pelo ano 1234 seguiu para a Faculdade das Artes, de Paris, onde se graduava pelo ano 1240. Ingressou aos 17 anos na Ordem dos Franciscanos, onde assumiu o nome de Boaventura. Talvez estivesse motivado pela devoção a São Francisco que lhe vinha da infância, e ainda pela admiração a Alexandre de Hales, por quem se deixara orientar doutrinariamente, enfim pelo apreço em que levava o espírito da Ordem, como se infere de suas mesmas palavras.

A teologia a estudou provavelmente sob Alexandre de Hales (+ 1245), porque o chama de pai e mestre. Boaventura principia o magistério em 1248 como bacharel bíblico, com o Comentário ao Evangelho de S. Lucas; conforme os estatutos da Universidade, dois anos depois, como bacharel sentenciário, explicaria a Sentenças, o que teria feito, então, em 1250 e 1251; na mesma sequência deveria chegar ao doutorado em teologia em 1253. Frente às dificuldades criadas então aos religiosos, parece que Boaventura só conseguiu o reconhecimento do título em 1257.

Mas, abandonou exatamente, então, o magistério, passando então ao posto de Geral da Ordem franciscana; tinha 36 anos. Dedicou-se à causa da Ordem, à sua espiritualidade e à pregação em geral. Em 1273 foi feito cardeal e bispo de Albano.

Exerceu especiais incumbências no Concílio de Lyon, quando foi conseguida a união com a Igreja Grega (6-7-1274), a qual todavia foi precária. Oito dias após o Concílio faleceu o cardeal (14-7-1274). Foi canonizado em 1482 e declarado doutor da Igreja em 1587.

Boaventura chegara mais cedo a Paris que São Tomás; enquanto o primeiro se graduava em artes em Paris em 1240, Tomás chegará a Paris em 1245, para seguir em 1248 para Colônia. Boaventura completa o tirocínio para a conquista do grau de mestre em 1253, Tomás, que retornara a Paris, lecionou ali de 1252 a 1259, depois seguindo para a Itália (1259-1268).

Cessou, porém o magistério de Boaventura em 1257. Entretanto Boaventura não paralisou as suas preocupações intelectuais. Foi a um tempo, um homem de estudo, de ação e além de místico. Não participou das controvérsias tomistas de 1270, mas apoiou tacitamente a oposição, que era agostiniana.

A obra literária de S. Boaventura é relativamente grande, principalmente tendo em consideração que lecionou apenas 10 anos (1248-1257), de quando datam os livros do tipo escolar. São de interesse filosófico:

  • Comentários sobres as Sentenças (c. 1248-1255);
  • Quaestiones disputates, sendo 7 De scientia christi, 8 de Mysterio Trinitatis, 4 de perfectione evangelica;
    Itinerarium mentis ad Deum (1259);
  • Breviloquium (antes de 1257);
  • De reductione artium ad theologiam; 
  • e os tratados sobre os Tópicos, Meteoros, e De generatione de Aristóteles.

Deixou também numerosos sermões e escritos de natureza mística.

São Boaventura morreu no dia 15 de Julho do ano de 1274.

ORAÇÃO – Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de São Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

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Santoral Franciscano: 14 de julho – São Francisco Solano (1549-1610).

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Santoral Franciscano: 14 de julho
São Francisco Solano (1549-1610)

Sacerdote da Primeira Ordem (1549-1610). Canonizado por Bento XIII no dia 27 de dezembro de 1726.

Apóstolo do Novo Mundo, Francisco nasceu em Montilla (Córdoba, Espanha) a 10 de março de 1549, terceiro filho de Mateus Sánchez Solano e de Ana Jiménez, família abastada e de nobre ascendência. Fez seus estudos em Córdoba, junto dos jesuítas onde mostrou ser pessoa dotada de viva inteligência, dada à contemplação e à caridade. Antes de concluir os estudos de medicina, que havia iniciado com brilhantismo, pediu para ingressar na Ordem dos Frades Menores da Província de Granada. Em 1569, vestiu o hábito dos frades e, no ano seguinte, emitiu a profissão religiosa.

Sempre muito austero, paciente, humilde e perfeito na observância da Regra, continuou os estudos de filosofia e teologia no Convento de Santa Maria de Loreto, em Sevilha, morando em minúsculo canto do coro. Celebrou sua primeira missa a 4 de outubro de 1576. Em 1581 foi nomeado mestre de noviços do convento de Arruzafa (Córdoba), ofício que continuou a desempenhar no Convento de São Francisco do Monte da Serra Morena para onde foi transferido em 1583 e onde exerceu depois as funções de guardião e de pregador. Em todas as partes, acompanhava-o a fama de santidade e de taumaturgo devido aos milagres que realizava. Quando ocorreu o alastramento da peste bubônica na vizinha cidade de Montoro, voluntariamente se ofereceu para cuidados dos empestados. Transferido em 1587 para o convento de São Luís da Zubia, perto de Granada, foi eloquente e estimadíssimo pregador popular e apóstolo entre os doentes e presidiários em todo o território circunvizinho.

Uma vez abandonada a ideia de se dirigir aos países muçulmanos para morrer mártir querendo assim fugir da veneração do povo, pediu para fazer parte da expedição missionária destinada à América. No dia 28 de fevereiro de 1589, partiu no navio Sanlucar de Barrameda com outros onze confrades conduzidos pelo padre Baltazar Navarro, custódio de Tucuman, e chegou a Cartagena, na Colômbia, em maio do mesmo ano. Daí continuou até Nome de Deus, no Panamá, que atravessou a pé até atingir as margens do Pacífico.

Quando se dirigia ao Peru, o galeão em que viajava com o grupo, afundou perto da ilha de Górgona em frente à Colômbia. Francisco se considerou pastor desta comunidade de desesperados, entre as quais, muitos escravos. Depois de dois meses de sofrimento foram recolhidos em outra embarcação e levados até um porto ao norte do Peru. O santo frade continuou a viagem a pé até a cidade de Lima. Foi, então, designado imediatamente missionário na longínqua Tucuman, ao norte da Argentina. Para lá chegar deveria fazer a cansativa viagem de três mil quilômetros através dos Andes a pé ou sobre o lombo de um pobre animal.

Tendo chegado a Tucuman em novembro de 1590 foi lhe dada a incumbência da Custódia Franciscana de São Jorge, fundada em 1565, com a finalidade de ocupar-se das missões. Vencendo não poucas dificuldades de língua, fundou a missão ou redução de Socotonio e Madalena, das quais foi pároco missionário, exercendo ministério junto a indígenas Diaguitas, dos quais se tornou evangelizador, civilizador, pacificador e defensor, tendo sido muitas vezes agraciado com dom das línguas. Entre todas as suas grandezas conta-se a da pacificação desta população rebelde na quinta-feira santa de 1591. São atribuídos a Francisco duzentas mil conversões e batizados de infiéis. Em 1592 estendeu seu apostolado aos brancos e “crioulos”.

Em 1595 foi chamado pela obediência a dirigir-se ao Peru onde foi nomeado guardião do convento de recoleção de Santa Maia dos Anjos em Lima, cargo que renunciou considerando-se sem capacidade e sem méritos para o exercício. Em 1602 foi transferido para Trujillo, onde exerceu a função de guardião. Pregador enérgico e inspirado ficou célebre com o fato de ter profetizado em 12 de novembro de 1603 a destruição da cidade, que aconteceu em 14 de fevereiro de 1619. Tendo voltado a Lima e nomeado ainda uma vez guardião, no dia 20 de dezembro de 1604 percorreu ruas e praças da cidade com um crucifixo nas mãos provocando um tal estado de comoção que obrigou o vice-rei a intervir. Mesmo sendo muito austero, mostrava-se alegre e costumava tocar violino para alegrar-se a si mesmo e aos confrades e também como instrumento de pastoral para aproximar-se dos índios.

Devido às suas penitências, nos últimos tempos de sua vida, viveu no convento-enfermaria conhecido como Máximo de Jesus ( hoje São Francisco), em Lima. Durante o terremoto de 1609, padre Francisco levantando-se com dificuldade queria confortar a população com sua palavra de fé. Não conseguiu mais recuperar a saúde. Morreu santamente em Lima a 14 de julho de 1610, enquanto, a seu pedido, os frades cantavam o Credo. Suas últimas palavras foram: “Glorificetur Deus”. Foi sepultado na igreja do convento. Seu corpo foi carregado pelo arcebispo de Lima, pelo vice-rei e por outros personagens ilustres.

Foi canonizado por Bento XIII a 27 de dezembro de 1726.

(Tradução livre da obra Frati Minori Santi e Beati, publicação da Postulação Geral da Ordem dos Frades Menores, 2009, p. 275-277).

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Santoral Franciscano: 13 de julho – Bem-Aventurada Angelina Marsciano (1377-1435)

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Angelina de Marsciano ou de Corbara fundou na Itália a Congregação das Irmãs Terceiras Franciscanas Regulares. Nasceu em Montegiove, na Úmbria, perto de Orvieto, em 1377. O pai, Tiago, era senhor de Marsciano. A mãe, Ana, da família dos condes de Corbara, morreu em 1447. A adolescente foi levada pelo pai a casar-se com o conde de Civitella, senhor dos Abruzos. Angelina preferia manter-se unicamente unida a Cristo, mas teve de ceder à vontade paterna. Todavia, depressa ficou viúva, aos 17 anos.

Desde então, voltou aos seus queridos projetos de vida inteiramente para Deus. Entrou na Ordem Terceira Franciscana e levou, como quem a rodeava, vida austera e caridosa, ao mesmo tempo retirada do mundo e com o empenho de aliviar os pobres. A ela se juntaram jovens da nobreza. Foi acusada de sedução, de encantamento: a feiticeira tinha tal magia para arrastar a juventude! Foi pedido ao rei de Nápoles, Ladislau, para castigar a herege: degradava o matrimônio! Ladislau expulsou-a do reino.

Foi para Assis. Aí, em santa Maria dos Anjos, à luz de Deus, Angelina compreendeu a sua missão: fundar um mosteiro de terceiras claustradas. Em 1397, foi ele erguido em Foligno, dedicado a Santa Ana. O exemplo foi imitado em outras cidades. Angelina foi superiora geral de tais mosteiros.

Morreu com 58 anos, em 1435. Em 1492, seu corpo foi encontrado incorrupto. Colocada em uma preciosa urna foi colocada em frente ao túmulo da famosa mística franciscana Beata Ângela de Foligno.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 12 de julho – São João Jones (1559-1598)

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Santoral Franciscano: 12 de julho
São João Jones (1559-1598)

Sacerdote e mártir da Primeira Ordem (1559-1598). Canonizado por Paulo VI no dia 25 de outubro de 1970.

Após a separação da Igreja da Inglaterra da Igreja de Roma, o rei Henrique VIII perseguiu os católicos, que não o reconheciam no direito de proclamar-se chefe de uma religião do Estado. Sob ele caiu, entre outros, o bispo John Fisher, o chanceler Sir Thomas Moro, o Beato João Forest, João Jones e João Wall. Aos católicos era proibida qualquer atividade religiosa.

Sob essas leis veio a cair em 1596 João, da família galesa Jones que, tendo crescido num ambiente católico e educado religiosamente, ingressou na Ordem dos Frades Menores. Ao se destacar entre os seus confrades pela sua simplicidade e espiritualidade, foi enviado a Roma, no convento franciscano de Araceli, no Campidoglio, Itália. Poderia ter permanecido na Itália vivendo tranquila e santamente. Mas ele pediu para voltar à Inglaterra, e não quis o País de Gales, onde havia maior tolerância religiosa, mas Londres, o centro irradiador da Reforma Anglicana.

Em Londres conseguiu fazer sua atividade missionária por um bom tempo sob o nome falso de John Buckley, até ser pego pelos chamados “caçadores de padres.” Ele foi cruelmente torturado e mantido na prisão de dois anos aguardando julgamento.

Finalmente, em julho 1598 houve o processo do frade franciscano acusado de ser ordenado no exterior e voltar ilegalmente para a Inglaterra para sublevar o povo. O frade se defendeu: “Eu sou um frade franciscano e sacerdote de Cristo, vim à Inglaterra para conquistar o maior número possível de almas para Jesus. Se este é um crime, eu sou o primeiro a acusar-me e estou pronto para dar a vida pela fé católica e pelo primado do Romano Pontífice”.

Foi a confissão de que eles esperavam. A sentença foi dada imediatamente. Ele tinha 39 anos.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 11 de julho – São João Wall (1620-1679)

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Santoral Franciscano: 11 de julho – São João Wall (1620-1679)

Frei Joaquim de Sant’Ana foi sacerdote e mártir da Primeira Ordem (1620-1679). Canonizado por Paulo VI no dia 25 de outubro de 1970.

João Wall nasceu de uma família boa, estável e bastante cristã. Em 1641 ingressou no colégio de Donai (Portugal), onde recebeu a ordenação sacerdotal em 1645. Após cumprir um curto período de missão pelas regiões da Inglaterra, retornou a Donai a fim de receber o hábito dos Irmãos Menores no convento de São Boaventura, onde obteve o nome religioso de Frei Joaquim de Santa Ana. Dedicou-se com muito amor à missão de difundir o catolicismo pela Inglaterra, estabelecendo-se em Harvington Hall, no condado de Worcester; ali exerceu por mais de 22 anos suas funções sacerdotais.

Em dezembro de 1678, foi capturado como conspirador papista sob a liderança de Titus Oates. João Wall se recusou decididamente a prestar juramento de supremacia, sendo por isso recolhido na prisão de Worcester. Ficou preso por 5 meses, sob grandes sofrimentos e humilhações. Foi condenado à morte em 25 de abril de 1678 pelo juiz Atkins sob acusação de alta traição ao Reino. Por fim, foi martirizado em no dia 22 de agosto de 1679. Antes de subir ao patíbulo, escreveu um longo discurso, no qual tratou de seu processo e de sua condenação e o entregou a um amigo para que o fizesse imprimir; efetivamente foi publicado em Londres em 1679, gerando grande repercussão.

Foi a única vítima que sofreu o martírio pela fé em Worcester. Seu corpo foi sepultado em um cemitério anexo à igreja de São Osvaldo de Worcester. Sua cabeça, em sinal de veneração, foi transladada para o convento dos franciscanos de Donai.

Foi canonizado por Paulo VI a 25 de outubro de 1970

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 10 de julho – Santa Verônica Giuliani (1660-1727)

Giuliani

Santoral Franciscano: 10 de julho
Santa Verônica Giuliani (1660-1727)

Mística e religiosa da Segunda Ordem (1660-1727). Canonizada por Gregório XVI no dia 26 de maio de 1839.

Verônica nasce, pois, em 27 de dezembro de 1660, em Mercatello, no vale de Metauro, filha de Francisco Giuliani e Benedita Mancini; é a última de sete irmãs, das quais outras três abraçaram a vida monástica; deram-na o nome de Úrsula. Aos sete anos de idade, perde a sua mãe, e o pai muda-se para Piacenza como superintendente da alfândega do Ducado de Parma. Nesta cidade, Úrsula sente crescer em si o desejo de dedicar a vida a Cristo. O chamado se faz sempre mais presente, tanto que, aos 17 anos, entra na restrita clausura do mosteiro das Clarissas Capuchinhas da cidade de Castello, onde permanecerá por toda a sua vida. Lá recebe o nome de Verônica, que significa “verdadeira imagem”, e, de fato, ela se torna uma verdadeira imagem de Cristo Crucificado. Um ano depois, emite a solene profissão religiosa: inicia um caminho de configuração a Cristo, por meio de muitas penitências, grandes sofrimentos e algumas experiências místicas ligadas à Paixão de Jesus: a coroação de espinhos, o casamento místico, a ferida no coração e os estigmas. Em 1716, aos 56 anos, torna-se abadessa do mosteiro e será confirmada no cargo até a sua morte, em 1727, depois de uma dolorosíssima agonia de 33 dias que culminou numa profunda alegria, tanto que suas últimas palavras foram: “Encontrei o Amor, o Amor deixou-Se contemplar!” (Summarium Beatificationis, 115-120). No dia 9 de julho, deixa a morada terrena para encontrar-se com Deus. Tem 67 anos, 50 deles vividos no mosteiro da cidade de Castello. É proclamada Santa em 26 de maio de 1839 pelo Papa Gregório XVI.

Verônica Giuliani escreveu muito: cartas, relações autobiográficas, poesias. A fonte principal para reconstruir o seu pensamento é, no entanto, o seu Diário, iniciado em 1693: são 22 mil páginas manuscritas, que abrangem 34 anos de vida em clausura. A escritura flui espontânea e contínua, não existem riscos ou correções, nenhum sinal de interrupção ou distribuição do material em capítulos ou partes de acordo com um padrão predeterminado. Verônica não desejava compor uma obra literária; na verdade, foi obrigada a colocar por escrito suas experiências pelo Padre Jerônimo Bastos, religioso das Filipinas, de acordo com o Bispo diocesano Antonio Eustachi.

Santa Verônica possui uma espiritualidade marcadamente cristológico-esponsal: é a experiência de ser amada por Cristo, Esposo fiel e sincero, e de desejar corresponder com um amor sempre mais envolvido e apaixonado. Nela, tudo é interpretado através da chave do amor, e essa lhe dá uma profunda serenidade. Cada coisa é vivida em união com Cristo, por amor seu, e com a alegria de poder demonstrar a Ele todo o amor do qual é capaz uma criatura.

O Cristo ao qual Verônica está profundamente unida é aquele sofredor, da paixão, morte e ressurreição; é Jesus no ato da oferta ao Pai para salvar-nos. Dessa experiência, deriva também o amor intenso e sofredor pela Igreja, na dupla forma da oração e da oferta. A Santa vive nesta óptica: ora, sofre, busca a “pobreza santa”, como expropriação, perda de si (cfr. ibid., III, 523), propriamente para ser como Cristo, que doou tudo de si mesmo.

Em cada página dos seus escritos, Verônica recomenda algumas pessoas ao Senhor, oferecendo suas orações de intercessão com a oferta de si mesma em cada sofrimento. O seu coração se dilata a todas “as necessidades da Santa Igreja”, vivendo com ansiedade o desejo da salvação de “todo o universo” (ibid., III-IV, passim). Verônica grita: “Ó pecadores, ó pecadoras… todos e todas, vinde ao coração de Jesus; vinde lavar-vos no seu preciosíssimo sangue… Ele vos espera com os braços abertos para abraçar-vos” (ibid., II, 16-17). Animada por uma ardente caridade, dá às irmãs do mosteiro atenção, compreensão, perdão; oferece as suas orações e seus sacrifícios pelo Papa, o seu bispo, os sacerdotes e por todas as pessoas necessitadas, incluindo as almas do purgatório. Resume sua missão contemplativa nestas palavras: “Nós não podemos andar pregando pelo mundo para converter almas, mas somos obrigados a orar continuamente por todas as almas que estão a ofender a Deus… particularmente com os nossos sofrimentos, ou seja, com um princípio de vida crucificada” (ibid., IV, 877). A nossa Santa cumpre essa missão como um “estar em meio” aos homens e Deus, entre os pecadores e Cristo Crucificado.

Verônica vive de modo profundo a participação no amor sofredor de Jesus, certa de que o “sofrer com alegria” seja a “chave do amor” (cfr ibid., I, 299.417; III, 330.303.871; IV, 192). Ela evidencia que Jesus padece pelos pecados dos homens, mas também pelos sofrimentos que os seus servos fiéis haveriam de suportar ao longo dos séculos, no tempo da Igreja, propriamente através de fé solida e coerente. Escreve: “O Eterno Pai Lhe fez ver e sentir naquele ponto todos os sofrimentos que haveriam de padecer os seus eleitos, as almas Suas mais queridas, isto é, aquelas que saberiam aproveitar do Seu Sangue e de todos os Seus sofrimentos” (ibid., II, 170). Como disse o Apóstolo Paulo de si mesmo: “Agora me regozijo no meio dos meus sofrimentos por vós, e cumpro na minha carne o que faltou às aflições de Cristo, por amor do seu corpo, que é a Igreja” (Col 1,24). Verônica chega a pedir a Jesus para ser crucificada com Ele. “Em um instante – escreve –,vi sair de Suas santíssimas chagas cinco raios resplandecentes; e todos vieram em minha direção. E eu via esses raios transformarem-se em pequenas chamas. Em quatro haviam pregos; e em um havia uma lança, como de ouro, toda inflamada: e me passou o coração, de lado a lado… e os pregos passaram as mãos e os pés. Eu senti grande dor; mas, na mesma dor, me via, me sentia toda transformada em Deus” (Diário, I, 897).
A Santa está convencida de participar já no Reino de Deus, mas, ao mesmo tempo, evoca todos os Santos da pátria celeste para que venham ajudá-la no caminho terreno da sua doação, em expectativa da bem-aventurança eterna; é essa a constante aspiração de sua vida (cfr ibid., II, 909; V, 246). Em comparação às pregações da época, centrada não raramente na “salvação das almas” em termos individuais, Verônica mostra forte sentido “solidário”, de comunhão com todos os irmãos e irmãs em caminho rumo ao Céu, e vive, reza, sofre por todos. As coisas penúltimas, terrenas, no entanto, ainda que apreciadas no sentido franciscano como dom do Criador, resultam sempre relativas, em tudo subordinadas ao “gosto” de Deus e sob o sinal de uma pobreza radical. Na communio sanctorum, ela esclarece sua doação eclesial, bem como o relacionamento entre a Igreja peregrina e a Igreja celeste. “Os Santos todos – estão lá em cima através dos méritos e da paixão de Jesus; mas a tudo aquilo que fez Nosso Senhor, esses cooperaram, de modo que suas vidas foram ordenadas, reguladas pelas mesmas obras (suas)” (ibid., III, 203).

Nos escritos de Verônica, encontramos muitas citações bíblicas, algumas vezes de modo indireto, mas sempre pontual: ela revela familiaridade com o Texto sacro, do qual se nutre a sua experiência espiritual. Nota-se, também, que os momentos fortes da experiência mística de Verônica não são nunca separados dos eventos salvíficos celebrados na Liturgia, onde há um lugar particular para a proclamação e a escuta da Palavra de Deus. A Sagrada Escritura, assim, ilumina, purifica, confirma a experiência de Verônica, tornando-a eclesial. Por outro lado, no entanto, exatamente a sua experiência, ancorada na Sagrada Escritura com intensidade incomum, guia a uma leitura mais profunda e “espiritual” do mesmo Texto, entra na profundidade escondida do texto. De fato, ela não somente se exprime com as palavras da Sagrada Escritura, mas realmente também vive por essas palavras, tornam vida n’Ela.

Santa Verônica Giuliani convida-nos a fazer crescer, na nossa vida cristã, a união com o Senhor no ser pelos outros, abandonando-nos à Sua vontade com confiança completa e total, e a união com a Igreja, Esposa de Cristo; convida-nos a participar do amor sofredor de Jesus Crucificado pela salvação de todos os pecadores; convida-nos a ter o olhar fixo no Paraíso, meta do nosso caminho terreno, onde viveremos junto a tantos irmãos e irmãs a alegria da comunhão plena com Deus; convida-nos a nutrir-nos cotidianamente da Palavra de Deus para aquecer o nosso coração e orientar nossa vida. As últimas palavras da Santa podem ser consideradas a síntese da sua apaixonada experiência mística: “Encontrei o Amor, o Amor deixou-Se contemplar!”.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 9 de julho – São Nicolau Pick (1543-1572)

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Santoral Franciscano: 9 de julho
São Nicolau Pick (1543-1572)

Sacerdote e mártir en Gorcum, da Primeira Ordem (1543-1572). Canonizado por Pio IX no dia 29 de junho de 1867.

As guerras religiosas do século XVI provocaram muitos mártires. Entre os 19 santos mártires que foram enforcados, a 9 de Julho de 1572, em Brielle, junto ao rio Mosa, na ilha de Voorne (Holanda do Sul), estava Nicolau Pick. Na maior parte, vinham da cidade vizinha de Gorcum.

Nicolau Pick nasceu em Gorcum no dia 29 de agosto de 1543 de família nobre, filho de João e Érica Calvia. Seu pai era apegadíssimo à fé católica e em várias circunstâncias se distinguiu por seu zelo contra os erros do calvinismo que invadia a Holanda. O futuro mártir foi enviado a estudar em um colégio em Bois-le-Duc. Apenas havia terminado os estudos pediu e foi aceito na Ordem dos Frades Menores, recebeu o hábito, fez o noviciado, professou e logo foi enviado à célebre universidade de Lovaina, para completar os estudos de Filosofia e Teologia, merecendo os mais altos elogios de seus professores, em especial do reitor, Padre Adan Sasbouth.

Em 1558, foi ordenado presbítero. De imediato se dedicou à pregação da mensagem evangélica, recorrendo às principais cidades da Holanda e Bélgica, combatendo em todas as partes as heresias, fortalecendo os fiéis na fé católica, reconduzindo a Deus uma verdadeira multidão de pecadores e à Igreja Católica muitos calvinistas. Por todos, era estimado e venerado como autêntico apóstolo de Cristo. Foi eleito guardião do Convento de Gorcum.

Em Junho de 1572, os calvinistas, adversários dos espanhóis, tomaram Gorcum, invadindo o convento dos franciscanos.

A 5 de julho, veio uma ordem do almirante supremo, Barão de Marck, de transferir os presos para Brielle. Lá desembarcaram às 7 horas, seminus, e foram objeto chacotas da população. Depois, jogaram e prenderam eles num calabouço subterrâneo, pouco iluminado, pouco ventilado e cheio de imundícies. Ouviam-se ministros protestantes falar de libertação possível, para quem renunciasse ao dogma da presença real na Sagrada Eucaristia.

Os religiosos persistiram com coragem na verdadeira fé, foram sujeitos a cruéis sofrimentos. Finalmente morreram enforcados, tendo seus corpos totalmente esquartejados. Foram 19 as vítimas: onze franciscanos, em particular o guardião do convento de Gorcum, Nicolau Pick, que não tinha ainda 38 anos. Foram beatificados em 1675 e canonizados em 1867.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 7 de julho – Bem-Aventurado Manuel Ruiz (1804-1860)

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SANTORAL FRANCISCANO: 7 de julho
Bem-Aventurado Manuel Ruiz (1804-1860)

Sacerdote e mártir da Primeira Ordem (1804-1860). Beatificado por Pio XI no dia 29 de junho de 1926.

Manuel nasceu em San Martins das Ollas, província de Santander, no dia 6 de maio de 1804. Desde pequeno dedicava às orações e ao lado de seus pais ajudava os pobres e necessitados. Ingressou no seminário da Ordem dos Frades Menores de São Francisco, onde foi ordenado padre.

Resolveu partir para a Terra Santa, fato que se consumou no ano de 1831. Lá dedicou-se para aprender a língua árabe e quando já havia dominado a língua partiu para a pregação, a conversão e a conduzir as crianças pelos caminhos da Palavra de Deus Pai (Antigo Testamento) e Deus Filho (Novo Testamento).

Partiu, então, para Damasco, local onde pôde aplicar todos os seus dotes de evangelizador. Mas no dia 10 de julho de 1860 foi assaltado pelos drusos, momento em que decide consumir todas as hóstias consagradas para que não caíssem em mãos pagãs e fossem objeto de brincadeira e descaso. Foi brutalmente agredido. Não satisfeitos, os mulçumanos decidiram por sua morte. Faleceu naquele mesmo dia decapitado.

Faleceu aos 56 anos de idade, em Damasco. Foi Beatificado pelo Papa Pio XI, no dia 29 de junho de 1926.

Manuel foi um dos oito franciscanos trucidados pelos drusos por resistirem até o fim a renegar a Jesus Cristo. Manuel, Carmelo, Gilberto, Nicanor Maria e Pedro, sacerdotes. João e Tiago eram irmãos leigos. Eram sete espanhóis e um austríaco, embora os chamassem de “irmãos franceses”. Manuel Ruiz era o superior e antes de falecer havia feito a seguinte profissão de fé: “Nós não temos senão uma alma. Perdida esta, tudo está perdido. Somos cristãos e queremos morrer cristãos”.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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Nossa “Casa Comum”: Natureza, dádiva do Criador. – Frei Fábio Machado, OSF

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Vivemos na natureza. Aliás, seria mais correto dizer que somos vivificados por ela, porque para viver necessitamos de tudo que ela nos fornece, desde vegetais, grãos, hortaliças, carnes variadas e obviamente a água bem tão precioso nos tempos atuais. Sem tudo isso não sobreviveríamos por muito tempo, se dúvida, experimente ficar uma semana sem comer e beber água.

Ar, água, vegetais, animais, tudo faz parte da natureza. Vivemos nessa terra devido as dádivas preciosas da natureza e ao Amor de Deus, e isso é uma grande benção de nosso Criador.

O Sol ilumina a Terra, é fonte de energia, e por ordem da natureza alterna-se entre dia e noite, nos proporcionando bem estar entre o dia e a noite.

Entretanto a natureza esta se alterando gradualmente. Áreas verdes diminuem cada vez mais, devido ao desmatamento, queimadas e a ganância do homem por lucros diários.

Em consequência disso a população de animais invade fazendas buscando alimentos e uma nova morada, sendo muita das vezes abatida, assim diminuindo a população desses animais e alguns chegando a extinção de fato.

As plantas recebem luz solar, produzem oxigênio e reduzem o gás carbônico. Com a diminuição das florestas, reduz o oxigênio da atmosfera, aumenta a proporção de gás carbônico e ocorre o aquecimento do planeta, que se transforma em uma verdadeira estufa, e quem sofre com tudo isso?

Tudo isso esta ocorrendo pela ganância do homem, sua falta de educação ambiental, e não é apenas uma parte da humanidade, mas sim a maioria da população só pensa na conveniência e na comodidade e se esquecem de zelar e agradecer a Deus pela Criação da Irmã Natureza, que é tão preciosa para a humanidade.

Se o homem continuar à agredir a natureza dessa forma, as consequências serão cada dia piores, e logo perderemos a benção de viver em um planeta vivificante e verdejante.

Cada um deve fazer sua parte para cuidar dessa “Casa” enorme, porém deve ser feito in loco, e devemos começar educando nossas crianças sobre ter uma consciência ecológica. Que os adultos se espelhem nessas crianças e pensem que o Planeta está pedido socorro, e se não cuidamos dele de uma forma correta, logo não teremos mais “Casa”.

Que Nosso Pai Criador, nos impulsione a sermos cuidadores de nosso Planeta. Amém. T

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Frei Fabio Machado, OSF (Ministro-Geral OSF)
Formando em Filosofia, trabalha como Gerente Comercial.
Desenvolve trabalho com os irmãos de rua, defensor da ecologia e dos animais. Reside atualmente em Florianópolis (SC).

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Santoral Franciscano: 5 de julho – Mártires da China

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Santos Antonino Fantosati, bispo (1842-1900), José Maria Gambaro (+ julho 7), e Cesidio Giacomantonio de Fossa (+ julho 4), sacerdotes da Primeira Ordem, Mártires em Hunán meridional, China (+1900). Beatificados por Pio XII no dia 24 de novembro de 1946. Canonização: João Paulo II, outubro, 1º de 2000.

Antonio Fantosati nasceu em Santa Maria, em Perusa, Itália, no dia 16 de outubro de 1842. Ingressou na Ordem dos Frades Menores de São Francisco. Foi ordenado sacerdote em 1865, aos 23 anos de idade. Pouco tempo depois partiu para a Hupe, na China, chegando no dia 15 de dezembro de 1867. Sua primeira preocupação foi aprender a língua local.

Partiu então para Lao-ho-kow, local onde pregou e converteu durante 18 anos. Em 1878 fundou um orfanato para meninos abandonados ou órfãos.

Em 1888 faz uma breve visita à Itália e quando retorna à China é nomeado bispo de Adana. Nesta época passou por muitas perseguições, quando mais de 20.000 Cristãos foram mortos.

Faleceu, martirizado por um longo período, depois transpassado por uma barra de ferro pontiaguda e por fim, jogado ao lado de um irmão de Fé num rio. Foram então recolhidos do rio, queimados e suas cinza lançadas ao vento, era o ano de 1900. Esta ação tinha por objetivo impedir que fossem feitas orações em seu túmulo e proporcionar o seu esquecimento. Foi Canonizado em 01 de outubro de 2000, pelo Papa João Paulo II.

Cesídio Giacomantonio de Fossa (1873-1900)- Angel nasceu em Fossa, Abruzzo, província de Aquila, em 30 de Agosto de 1873. Já desde adolescente ia ao solitário convento de Ocre, onde repousam os restos do Beato Bernardino de Fossa e do Beato Timóteo de Monticchio.

Rezando diante daquelas urnas sentiu germinar em seu coração a vocação religiosa e a ideia da vida franciscana. Em 21 de Novembro de 1891 foi recebido na Ordem dos Frades Menores, vestindo o hábito franciscano com o nome de Cesídio, em memória de um jovem mártir. Depois da profissão religiosa, em vários conventos completou seus estudos e foi ordenado sacerdote. Por algum tempo exerceu o ministério da pregação. Logo foi enviado a Roma como candidato às missões. Depois de que completou sua formação missionária, junto com dois confrades partiu para a China.

Ao chegar foi acolhido com imensa alegria pelo Vigário Apostólico, o bispo Antonino Fantosati. Apesar do ambiente de perseguição, nele persistia sempre o grande desejo de pregar, de converter e de batizar em nome do Senhor o maior número possível. Para isto aprendeu bem a língua chinesa e seu apostolado se viu carregado de satisfações.

Numa carta a seus pais pouco antes do martírio, descreve sua alegria de se encontrar na China e pede orações pela conversão de muitos infiéis. Logo acrescenta: “Procuremos fazer-nos santos, se alcançamos esta graça poderemos cantar no céu o eterno aleluia”. Em 4 de Julho de 1900, a missão onde ele se encontrava foi invadida pelos boxers.

O Padre Cesídio correu à capela a consumir o Santíssimo Sacramento e logo enfrentou a raiva de seus perseguidores. Foi assassinado a golpes de lança e a bastonadas. Tinha somente 27 anos e foi assim o primeiro mártir na perseguição dos boxers de 1900. Foi canonizado por João Paulo II em 1º de Outubro de 2000 junto aos 120 mártires na China.

São José Maria Gambaro (1869-1900). Bernardo Gambaro nasceu em Galliate, província de Novara, a 7 de agosto de 1869. Aos 13 anos entrou em um colégio franciscano e no dia 20 de setembro de 1886 recebeu o hábito religioso dos Frades Menores com o nome de José Maria. Ativo e circunspecto, entusiasta e prudente, foi estimado e querido pelos superiores, que o escolheram desde teólogo como assistente dos jovens de Ornavasso. Foi ordenado sacerdote no dia 13 de março de 1892 e se tornou reitor do Colégio de Ornavasso. Um ano depois realizou seu desejo de ser missionário. Abandonou a Itália em 1896 e ao chegar a China foi destinado a Hunan meridional. Em 7 de julho de 1900 sofreu o martírio. Tinha 31 anos de idade, catorze como religioso, oito como sacerdote e quatro de vida missionária.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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