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O que a Bíblia tem de bom para oferecer?

Leitura da Bíblia

leitura da Bíblia

O que a Bíblia aborda?

Se fosse preciso definir em uma frase, caberia dizer que a Bíblia trata da história da relação entre Deus e o ser humano, do início até o fim dos tempos.

Como conhecemos esta história? Porque Deus a revelou a nós.

Considere isso: se você quisesse conhecer um ser inferior a você – imaginemos um inseto, por exemplo –, você poderia olhar para ele, examiná-lo, dissecá-lo, e assim saber como ele é; se você desejasse conhecer alguém semelhante a você, poderia também descobrir muitas coisas somente olhando, já que, em muitos aspectos, ele se parece a você – mas seria de grande ajuda se ele lhe contasse algo sobre si.

Agora, se você quisesse conhecer um ser muito superior a você, isso seria completamente impossível, se ele não o permitisse.

Você não poderia averiguar nada por contra própria: Ele teria de revelar as coisas a você. E foi exatamente isso que aconteceu com Deus.

Ele tomou a iniciativa de nos revelar coisas que jamais teríamos podido conhecer de outra maneira, e essa revelação é a que está contida na Bíblia.

O que a Bíblia nos revela?

Ela nos revela, com verdade e sem erro, que Deus é o Criador de tudo que existe; que Ele criou o ser humano por amor e para o amor, e quando este escolheu se afastar desta vocação à qual havia sido chamado, Deus não o abandonou, mas lhe enviou seu Filho para salvá-lo do pecado e da morte.

A Bíblia conta a história da salvação da humanidade, uma história que abrange todos nós e, por isso, vale a pena conhecê-la.

De que maneira a Bíblia está estruturada?

A palavra “Bíblia” significa biblioteca.

Quando abrimos uma Bíblia pela primeira vez, percebemos que o que parece ser um só volume, na verdade é um conjunto de 73 livros! E eles estão agrupados em duas grandes partes: 46 livros no Antigo Testamento, e 27 no Novo Testamento.

Cabe esclarecer que o termo “testamento” não se refere ao legado que alguém deixa a outra pessoa; neste contexto, a palavra significa “aliança”.

O Antigo Testamento mostra como Deus, Criador do mundo e do homem, estabeleceu com este uma aliança de amor; e quando o homem rompeu esta aliança, Deus não só a renovou, mas também prometeu enviar alguém para consolidar com o homem uma aliança eterna.

O Novo Testamento narra como Deus cumpre esta promessa em Jesus, seu Filho amado, Deus feito Homem.

Os livros desta “biblioteca” foram escritos em um período aproximado de mil anos, razão pela qual abrangem não só autores muito diferentes, mas também diversos gêneros literários.

Assim, temos crônicas, relatos épicos, censos, ensinamentos e conselhos, poemas, relatos míticos, profecias, cartas e alguns textos com um gênero próprio, que não se encontra em nenhum outro lugar: os Evangelhos.

Como você pode ver, há um pouco de tudo e para todos os gostos.

Assim, se até agora você achava que a Bíblia só continha histórias chatas que pertencem a um passado que não tem nada a ver com você, deixe esta ideia de lado, porque ela é falsa!

Adentrar na Bíblia é iniciar uma viagem maravilhosa, em um mundo fascinante, que sempre terá algo novo e interessante para lhe oferecer.

Em suas páginas, você sempre encontrará o que precisa ouvir.

O fato de ser formada por tantos livros, de diversos gêneros literários, diferentes autores, enfoques, intenções e formas de comunicá-las, garante que sua leitura jamais seja entediante.

Nunca deixe de encontrar algo que fale direto ao seu coração!

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O cordão e os três nós – Frei Fábio Machado, OSF

Nos franciscanos

O cordão significa o elo que une a forma de vida franciscana.

É o fio condutor do Evangelho.

A síntese da Boa-Nova são os três conselhos evangélicos: obediência, pobreza, pureza de coração.

Obediência significa acolhida para escutar o valor maior.

Quem abre os sentidos para perceber o maior e o melhor não tem medo de obedecer e mostra lealdade a um grande projeto.

Pobreza não é categoria econômica de quem não tem, mas é valor de quem sabe colocar tudo em comum.

Ser pobre, no sentido bíblico-franciscano, é a coragem da partilha.

Ser puro de coração é ser transparente, casto, verdadeiro.

É revelar o melhor de si.

Os três nós significam que o obediente é fiel a seus princípios; o pobre vive na gratuidade da convivência; o casto cuida da beleza do seu coração e de seus afetos.

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Frei Fabio Machado, OSF (Ministro-Geral OSF)
Formando em Filosofia, trabalha como Gerente Comercial.
Desenvolve trabalho com os irmãos de rua, defensor da ecologia e dos animais. Reside atualmente em Florianópolis (SC).

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Santoral Franciscano: 2 de julho – Bem-Aventurado Carmelo Volta (1803-1860).

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Santoral Franciscano: 2 de julho
Bem-Aventurado Carmelo Volta (1803-1860).

Sacerdote e mártir da Primeira Ordem (1803-1860). Beatificado por Pio XI no dia 10 de outubro de 1926.

Carmelo Volta é modelo e protetor dos párocos e de todos os que fazem a cura d’almas. Foi pároco zeloso primeiro em Ein-karem (São João da Montanha) e depois em Damasco, onde ele e seus irmãos sofreram martírio por Cristo. Ele nasceu em Real de Candia, perto de Valência, Espanha, em 1803. Seu pai, José e sua mãe, Josefina Bamez, depois de educá-lo santamente em família, o confiaram aos Irmãos das Escolas Pias, onde foi educado e instruído.

Ele tinha 22 anos quando finalmente pôde realizar seu desejo de dedicar sua vida a Deus na Ordem dos Frades Menores. Depois da formação e estudos, foi ordenado sacerdote. Em 1831 veio para a Terra Santa, onde se encontrou com o beato Manuel Ruiz. Seus espíritos estarão sempre unidos no mesmo ideal para compartilhar no mesmo campo as lutas do apostolado e o triunfo do martírio.

Animado pelo espírito de Deus, trabalhou com grande zelo para o bem das almas a ele confiadas. Aos 57 anos de idade, o incansável ministério pastoral havia limitado suas forças, razão pela qual pediu um coadjutor, e o teve na pessoa do jovem Engelberto Kolland.

A popularidade de Carmelo era singular: em Ein Karem e, especialmente, em Damasco, ele foi amado e respeitado até mesmo pelos muçulmanos.

Na noite de 10 de julho de 1860 os drusos invadiram o convento e Carmelo buscou refúgio em um canto na escola paroquial, mas foi descoberto por um turco, que o atingiu com um bastão. Um jovem viu isso, correu para ajudar o seu pastor, mas ele aconselhou-o a fugir. Logo depois veio outros muçulmanos que prometeram salvá-lo com a condição de que ele renunciasse à sua fé em Cristo e aderisse a Maomé. A esta proposta, justamente indignado, gritou: “Sou sacerdote e cristão. Quero morrer no seguimento de Cristo”. Os muçulmanos não permitiram que ele continuasse falando e o cercaram, especando-o até a morte, enquanto ele invocava a Deus. Carmelo tinha 57 anos.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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Programação do IV Encontro Provincial da IATB

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Já se encontra no site da Igreja Anglicana Tradicional do Brasil – IATB, toda a programação do encontro nacional.

IV Encontro Provincial da IATB

Salvador-BA – 10 a 12 de julho de 2015

Programação do IV Encontro da IATB

Sexta feira – 10/07/2015

15:00 hs – Recepção dos participantes pelos bispos
17:00 hs – Mesa Redonda com os participantes presentes e os bispos
20:00 hs – Abertura Solene com Celebração Eucarística celebrada pelo Arcebispo e concelebrada pelos bispos e demais clérigos
22:00 hs – Recolhimento

Sábado – 11/07/2015

06:00 hs – Despertar
06:30 hs – Desjejum
07:10 hs – Orações matutinas
08:00 hs – Apresentação do tema: “Conexão entre Liturgia e Missão” – Rev. Wagner Araújo – São Paulo
09:00 hs – Apresentação do tema: “Fenômenos religiosos do pós-modernismo. Todos os caminhos levam a Deus?” – Dom José Ziliotto – Curitiba
09:40 hs – Lanche da manhã
10:00 hs – Apresentação do tema: “Igrejas Anglicanas Continuantes – Esta expressão corresponde à realidade?” – Dom Ricardo dos Anjos – Belém/PA
11:30 hs – Participação das pessoas convidadas ao Encontro com informes
12:00 hs – Almoço
13:15 hs – Apresentação do tema: “A Igreja e a Inclusão” – Padre Alfredo Dorea – Salvador
14:15 hs – Apresentação do tema: “Serviço Social na Igreja” – Padre Moisés – Salvador
14:45 hs – Apresentação do tema “Juntos em prol do Reino” – Candidato ao Diaconato Wanderson Pereira – Natal/RN
15:15 hs – Lanche da tarde
15:45 hs – Apresentação do tema: “Fundamentação Bíblico-teológica do Pensamento Social da Igreja no Brasil” Dom Orvandil Moreira Barbosa – Goiânia
17:45 hs – Debates sobre os temas apresentados
18:30 hs – Encerramento das apresentações
19:00 hs – Jantar
21:00 hs – Reunião da Câmara dos Bispos
23:00 hs – Recolhimento

Domingo – 13/07/2015

06:00 hs – Despertar
06:30 hs – Desjejum
07:10 hs – Orações matutinas
09:00 hs – Ordenações Diaconais celebrada pelo Arcebispo e concelebrada pelos bispos
12:30 hs – Almoço
14:00 hs – Elaboração da Carta de Salvador
15:00 hs – Encerramento do IV Encontro

Veja abaixo como chegar ao local do IV Encontro a partir do Aeroporto Luis Eduardo Magalhães.

MapaLocalEncontro

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Santoral Franciscano: 29 de junho – Bem-Aventurado Benvindo de Gúbio (+1232).

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Religioso da Primeira Ordem (+1232). Gregorio IX e Inocêncio XII em 1697 concederam em sua honra ofício e Missa.

Benvindo era natural de Gúbio, na Úmbria, e soldado de profissão e analfabeto. Sofreu a influência franciscana e tomou o hábito dos Menores em 1222. Desde o momento em que ingressou na Ordem, modelou sua vida inteiramente pela de São Francisco.

Encarregado de cuidar dos leprosos, a seu próprio pedido, tratava-os como se fossem o Senhor, em pessoa, pensando-lhes as chagas, dando-lhes banho, e jamais evitando os casos mais repulsivos e os ofícios mais humildes. Ele os servia em tudo, sempre alegre, sempre afável. Sua compaixão por eles era tanto maior talvez, sobretudo, pelo fato de que ele próprio padecia de várias enfermidades, que suportava com inesgotável paciência. Passava grande parte da noite em oração, e, muitas vezes, durante a missa, teve a visão de uma criancinha linda, para a qual estendia os braços como se procurasse abraçá-la. Sua conduta era tão exemplar, que, ao que se sabe, nunca mereceu uma única censura. Ele teria podido viver ignorado do mundo exterior, no isolamento da vida religiosa, não fossem os dons sobrenaturais de natureza superior que Deus lhe concedera. Esses dons propagaram sua fama por toda a parte.

Benvindo morreu em Corneto, na Apúlia, em 1232. Cinco anos depois de sua morte, os bispos de Veneza e de Amalfi se dirigiram à S. Sé, pedindo-lhe que aprovasse o seu culto, e citaram muitos milagres em apoio à sua petição. O papa Gregório IX concedeu-a para as duas dioceses.

Parece que não se tem notícia de uma biografia independente, mas vejam-se Acta Sanctorum, junho, vol. VII; Wadding, Annales O.M.; e Léon, Auréole Séraphique (traduzida para o inglês), vol. lI, p, 427-429.

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Francisco de Assis: um homem Santo! – Frei Marcelo Veronez, OFMConv

 

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Frei Marcelo Veronez, OFMConv

Não é fácil falar de São Francisco como um personagem, “nem tanto santo, nem tanto pecador”. Poderíamos dizer que, por vezes, Francisco parece-nos tão distante, tão longe da realidade do cotidiano em que vivemos. Mencionar São Francisco poeticamente é lirismo, até porque, nós ocidentais somos dotados de um romantismo em relação a ele, por causa dos cachorrinhos, dos passarinhos e de seu amor por todas as criaturas. Essa visão romântica retratada nos quadros pela nossa cultura ibérica não nos revela um autêntico São Francisco de Assis. Vale a pena falar um pouco sobre esta visão, porque São Francisco é um homem muito complexo. Não foi um palhaço, nem um boneco, nem alguém que não tivesse carne e osso, que não tivesse sentimentos, que não viveu os dramas da vida que nós “normais” vivemos, que não viveu também a felicidade e a tristeza, a dor e a plenitude da vida. Este Francisco pintado pelos artistas, talhado nas esculturas, descrito nos livros de romance, é uma leitura que nos encanta. Não nos deixa pasmados a sua vivência? Porém, a visão romântica e poética de São Francisco não nos ensina a sua realidade mais concreta, mas nos vicia catequeticamente. Ela não nos traz a espiritualidade autêntica do homem santo e real que foi Francisco de Assis. A verdadeira espiritualidade de São Francisco é encarnada, é muito viva e é muito completa.

Poderíamos também falar de São Francisco como “reconhecidamente” o homem deste último milênio. Vocês sabem que a revista Times elegeu São Francisco como a maior personalidade do último milênio? Foi ele um dos homens que influenciaram “efetivamente” a política do seu tempo, a cultura, a sociedade, a religião, gerando um Estado em transformação. Quando no pós feudalismo nascia a abertura das cidades e a sua formação, o desenvolvimento do mercado, a troca e a venda, o nascimento das universidades, São Francisco estava lá na praça, pregando o Evangelho, questionando os modelos da nascente burguesia, julgando-os à luz da dignidade cristã, trazendo às consciências a penitência que coloca o ser humano no seu original. Falando de assistência social, de política, do sagrado, de paz, São Francisco grita e denuncia, pelo seu exemplo, a entediante riqueza, a falta de distribuição de renda, tão presente na realidade em que vivemos hoje. São Francisco foi um homem encarnado em seu tempo, não isolado, mas um homem que foi capaz de encontrar-se com o outro, de olhar o próximo, de perceber o caminho que lhe conduzia a Deus. São Francisco que parece sempre debruçado sobre a rocha, contemplando a cruz, profundamente místico, não está muito distante de nós. Mas é importante desmistificar isso, para “encarnar” a realidade e aprender de forma catequética o modelo que foi e é Francisco. Diria que deveríamos gerar e transformar a ilusão de um “santinho” em realidade de um verdadeiro “Santo”. Falo isso, porque esperamos, quando celebramos uma memória, uma festa, ouvir coisas bonitas acerca de um determinado santo ou beato, mas os santos, beatos e ainda outros que fazemos memória não estão aí para serem adorados, a exemplo do que faziam os gregos e romanos diante de seus deuses, mas a Igreja os colocou e os canonizou, não como grandes personalidades humanas que foram divinizadas, não só para serem pintados e aparecerem nas esculturas e ícones das igrejas, mas, porque são uma história concreta, que transformou vidas, que transformou a sociedade, o mundo, com o desapego e com suas virtudes.

Francisco é um modelo de ser humano que despertou o mundo para encontrar e experimentar o Cristo “humano, apesar do divino”, não o Cristo “Divino, apesar de humano”. Seria como encontrar em Cristo “o Jesus”, muito próximo de nós e igual a nós, irmão, pobre, sofredor, amigo e amado. É muito interessante e inovadora essa visão simplória de Francisco. Para ele, isso era fundamental e de profunda sabedoria. Uma sabedoria que lhe foi dada na experiência do vazio “bom”, da pobreza e da simplicidade.

São Francisco não buscou a sabedoria nos livros, nem nas pós graduações, nem nos mestrados, nem nos doutorados, dizem seus biógrafos “era um ignorante” e “sem letras”. São Francisco foi direto à raiz essencial da existência humana, na raiz do que nos faz entender-se “criatura” como Deus nos fez e não como donos da criação. Encontrou ele, a verdadeira sabedoria em Deus, pois Deus é a fonte e a força motivadora da existência humana, é o criador. D’Ele provém o conhecimento verdadeiro, no mais estreito da palavra. Para esta sabedoria não se faz necessário o conhecimento palpável, mas àquela que vai além dos nossos sentidos, além do que pode ser contemplado ou verificável, a isso nós chamamos fé.

Francisco, após sua conversão, não quis acessórios para sua experiência de fé, não quis encher-se de supérfluos, pois uma só coisa lhe bastava, a cruz de sua existência. Neste estado entendeu o que é amar profundamente, o que é ser gratuito, o que é doar. No estado extremo de um limite ímpar ele viu em Jesus um aliado, no sofrimento, na dor, nas imperfeições, na fragilidade da Cruz e na morte corporal. A morte, para Francisco de Assis é a verdadeira desapropriação que imita o estado perfeito da criatura.

O mistério da cruz, do ponto de vista espiritual, não é dado a entender para quem quer fazer ciência, não é para quem quer fazer psicologia, não é para quem quer fazer teologia, indagando a si mesmo: como estava o corpo de Jesus naquele momento? Que tipo de sangue é o de Jesus? O mistério da cruz é um mistério profundamente espiritual, uma construção teológica da nossa própria existência, que é a minha vida, pois não consigo descrevê-la por palavras verbalmente. Viver é dar sentido a minha existência, isto é, a minha cruz com tudo o que ele me propõe.

Francisco tomou esta cruz e deu sentido a ela. Perguntaríamos ainda: qual é a razão de fazer memória deste homem? – Ele não quis nada, disse não à propriedade, não ao dinheiro, não às riquezas, não ao poder, não à autoridade. A razão de cultuá-lo é antes de tudo sugar dele um modelo espetacular de singularidade existencial. Uma doutrina que nos revela o Evangelho no mais original, sem véus e bem transparente, porque Francisco, viu em Jesus um “igual”, daí que na doutrina franciscana somos todos iguais. Ninguém é maior do que ninguém. O Filho de Deus, para Francisco de Assis, é pobre, humilde, sem nada de próprio e casto. São Francisco de Assis recria uma fraternidade baseada na palavra de Deus, na descrição mais originária dos Evangelhos sobre o Messias.

Caros, não é à toa que desde o início do cristianismo, há dois mil anos, em lugares onde ocorriam os martírios foram construídas as primeiras igrejas. Um cristão ao morrer em nome de Cristo era sepultado em catacumbas subterrâneas. Nelas nasceu a igreja física e a partir delas a comunidade cristã dedicou essas igrejas aos mártires, aos santos. Percebe-se, pois, que não é em vão que uma igreja seja dedicada a São Francisco, que uma igreja seja dedicada a um santo qualquer, não é um fetiche religioso. Não é uma continuidade dos templos romanos dedicados a deuses de pedra, mas é uma dedicação que transborda em “espiritualidade” de vida concreta. Na prática, ter um padroeiro como São Francisco de Assis é ter uma espiritualidade que me una a Deus e me dê o limiar existencial e escatológico sobre a vida. É aprender com ele, é recolher da sua experiência de vida os elementos que me dão a razão de existir. Digo isto, porque tem gente que dá razão a sua existência em coisas temporais e efêmeras, dizendo: “eu sou feliz, porque eu tenho um bom emprego e um bom salário”. Ledo engando, pois a nossa existência não tem sentido no estar e adquirir coisas, senão na essência da vida criada e gerada em Deus.

Fazer memória de São Francisco é um convite a entender a visão otimista da vida, do cosmos, do mundo. Entender que este santo viu nas misérias humanas, nas coisas terríveis da nossa coletividade e até no pecado, a grande possibilidade de entrar em harmonia com o universo, com a criação. São Francisco não se coloca como aquele que quis destruir e dominar as criaturas, como aquele que corta as árvores, que mata os animais, que polui as cidades. Não se achava ele um ser diferente em dignidade criacional melhor que as plantas e os animais, maior que a terra ou os astros. Para Francisco, os seres humanos foram presenteados por uma criação especial, porém não por uma matéria melhor ou diferente daquela de todo o Criado. A espiritualidade que emerge dessa fabulosa e fantástica capacidade integradora de São Francisco é a espiritualidade da inclusão, da harmonia, da gratuidade, da fraternidade, do encontro com o próximo. Daí em diante, ele abraçou todo mundo, lançou-se universalmente de uma forma integradora que culminou nos estigmas: sinal de seu mais profundo desejo de ser como Cristo o verdadeiro homem, já que Jesus foi o verdadeiro Filho de Homem.

Esse “Universalismo Franciscano” não é de se perder de vista, uma vez que nos lança sempre mais a um otimismo significativo, cheio de desejo, transformação, construção de um mundo novo e buscá-lo é nosso dever. Na prática da vida precisamos conquistar espaços para nos tornar significativos. Lembram daquela história que eu sempre conto nas homilias? Abrindo a janela do convento em que morei na Itália, na cidade de Roma, em um museu à frente, tem escrito – “Itália: terra de santos, heróis e navegadores” – está frase fica na fachada do museu e nos faz recordar a essência histórica de uma nação que transformou a realidade, que questionou a os sistemas, que deu exemplo de cultura, de dignidade à sociedade e nela inclusa os homens e as mulheres de muitos tempos. Francisco de Assis nasceu em uma terra de cultura “secular”, para não falar em “milenar”. Uma terra que deu testemunho da ação e construção do cristianismo ocidental, um povo que não ficou só na palavra. A exemplo dessa São Francisco se fez pobre com os pobres, para que os seus percebessem os excluídos, os pobres fora dos muros das cidades. Francisco não fez e nem realizou somente uma “assistência social”, acolhendo, alimentando, cuidando ds leprosos, nem dando seu manto para um pobre, como se assistisse à miséria humana, mas São Francisco quis ser pobre com os pobres, em par de igualdade. Nós éramos quando entendemos a espiritualidade franciscana a partir do assistencialismo descomprometido com o ser humano, como fazem os sistemas de governo ao construir creches, dar cestas básicas, bolsa família, etc. Isto é assistência social ou simplesmente um assistencialismo. São Francisco não deu assistência material, contudo trouxe o sentido para vida dos pobres, percebem a diferença? – é para isso, “caros amigos”, que nós somos convocados e questionados. Enfim, percebemos que a espiritualidade de São Francisco está muito longe de nós.

Vemos, então, claramente que São Francisco na sua dimensão encarnada e real, nos leva ao foco da existência humana. Desta forma, nos encontramos como que diante de nós mesmos, vazios e sem respostas. São Francisco nos arrasta junto com ele, porque não esteve no mundo como passivo, mas na ação a serviço do ser humano. A exemplo dele nós podemos transformar a sociedade, transformar a vida da minha família, da escola, do trabalho. Os valores que posso colher da vida dele, não são somente imagens, não é um romance, é real.

É imprescindível que com o otimismo universal de São Francisco, jamais percamos de vista sua história e exemplo. Que possamos levá-lo para a nossa vida real, mesmo que nos sintamos incomodados porque não sabemos como realizar o que ele nos ensinou. Porém, animados pela força que o impulsionou possamos dizer que é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna. T

Fonte: Reflexões Franciscanas

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Santoral Franciscano: 28 de junho – Mártires na China (1900)

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SANTORAL FRANCISCANO – 28 de junho
Santa Maria Hermelina de Jesus, Maria da Paz, Maria Clara, Maria de Santa Natalia, Maria de São Justo, Maria Adolfina e Maria Amandina, Franciscanas Missionárias de Maria, Mártires de Tai-yuen-fu (+ 9 de julho de 1900).

Canonização por João Paulo II, em 1º de outubro de 2000.

Em 1900, sete Franciscanas Missionárias de Maria são martirizadas na China durante a revolução dos Boxers, dando à fundadora a alegria de ter agora sete verdadeiras Franciscanas Missionárias de Maria!. Elas foram para a China para trabalhar com doentes, órfãos e toda espécie de excluídos e fortificar a nova comunidade cristã do Chan-Si. Para substituí-las, a fundadora enviará um novo grupo e, entre elas, uma jovem, Irmã Maria Assunta, cuja generosidade silenciosa conquistou logo em seguida o afeto dos chineses, antes de morrer de tifo em 1905, aos 26 anos. Em 1954, Ir. Maria Assunta foi beatificada por Sua Santidade o Papa Pio XII.

Palavras de Irmã Maria Hermínia, superiora da comunidade, que falou em nome de todas, quando o Bispo lhes propôs que partissem para outro lugar: “Por amor de Deus, não nos impeçais de morrer convosco. Se a nossa coragem é demasiada fraca para resistir à crueldade dos carrascos, acreditai que Deus, que nos envia a provação, nos dará também a força de sair vitoriosas. Não tememos nem a morte, nem os tormentos… Vivemos para praticar a caridade e derramar, se for necessário, o nosso sangue por amor de Jesus Cristo.”

Sete mulheres decidiram ser FIÉIS à mensagem de Jesus e ao povo a quem foram enviadas. Pagaram sua fidelidade com a própria vida… mas a Boa Nova continua a espalhar alegria… Outras Missionárias passaram – e passam ainda hoje – a chama da Fé.

No dia 10 de março de 2000, o Santo Padre João Paulo II, fixou para 1º de outubro de 2000 a canonização dos Mártires da China, entre eles, sete Religiosas Franciscanas Missionárias de Maria serão reconhecidas pela Igreja pelo testemunho de suas vidas heróicas.

Os mártires da China
A Igreja universal ratifica a santidade destes 120 mártires, que em diversas épocas e lugares deram a vida por fidelidade a Cristo: 32 deles foram martirizados entre 1814 e 1862; 86 morreram durante a revolta dos Boxers em 1900 e dois foram mortos em 1930. Entre eles sobressaem seis bispos europeus, 23 sacerdotes, um irmão religioso, sete religiosas, sete seminaristas e 72 leigos, dos quais dois catecúmenos. Os mártires tinham entre sete e 79 anos. Todos eles foram beatificados, uns em 1900 e outros em 1946. Muitos deles eram chineses das províncias de Guizhou, Hebei, Shanxi e Sichuão e 33 eram missionários europeus.

A perseguição religiosa na China ocorreu em diversos períodos da sua história. A primeira perseguição deu-se na dinastia Yuan (1281-1367). Prosseguiu mais tarde na dinastia Ming (1606-1907), recrudescendo de forma especial em 1900 com a revolta dos Boxers. E continuou durante as cinco décadas de governo sem interrupção. Grande parte destes canonizados deram a vida durante a revolta dos Boxers em 1900, que foi como que uma premonição do que iria acontecer nas cinco décadas de governo comunista na China.

Os missionários foram objeto de um édito imperial de 10 de Julho de 1900, que fomentou e provocou o massacre de milhares de cristãos. Outros morreram durante as perseguições religiosas das dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911). De fora ficarão as centenas de mártires que durante o regime comunista foram perseguidos e deram a vida por fidelidade ao Evangelho e a Cristo. Para a Igreja da China é um acontecimento importante pela magnitude e pelo contexto em que ocorre. É-o igualmente para a Igreja universal, bastante desconhecedora do que acontece com a Igreja da China. Eis algumas considerações sobre o significado do evento.

O martírio tem assinalado a Igreja da China ao longo dos séculos, desde a chegada da mensagem cristã no século VII com a vinda do monge sírio Alopen e dos nestorianos até Xian, capital da dinastia Tang, no ano de 635. Os estudiosos da Igreja na China, que falam de cinco tentativas de evangelização do país, concordam em afirmar que cada tentativa em estabelecer a presença do Evangelho no Império do Centro acarretou perseguições e martírio. Umas vezes pelas discrepâncias de credos, porque o imperador era considerado o Filho do Céu; outras pelos contrastes de culturas ou por motivos políticos; outras vezes por divisões entre as congregações religiosas presentes no território. O fato é que estamos diante de uma Igreja martirial. Mesmo hoje em dia isso é uma realidade permanente tanto para as comunidades subterrâneas como para as que conseguem atuar mais às claras.

O controlo e a perseguição variam conforme os lugares e as situações, mas os cristãos continuam a ser abertamente perseguidos e, por vezes, encarcerados e torturados. Como João Paulo II dizia na sua mensagem aos católicos da China por ocasião da celebração do ano jubilar: «O Jubileu será uma oportunidade para lembrar os trabalhos apostólicos, os sofrimentos, as dores e o derramamento de sangue que têm feito parte da peregrinação desta Igreja ao longo dos tempos. Também no meio de vós o sangue dos mártires se converteu em semente de uma multidão de autênticos discípulos de Jesus… E parece que este tempo de prova ainda prossegue nalgumas localidades.»

Com esta canonização, a Igreja da China envia uma mensagem profética ao mundo de hoje. Tanto pela singeleza com que afirmaram a sua fé como pela valentia em recusar a apostasia que os libertaria dos tormentos, da tortura e das infindáveis humilhações, o testemunho destes 120 mártires é a palavra viva de Deus, clara e ao mesmo tempo misteriosa. É sem dúvida alguma um encorajamento para as gerações vindouras de cristãos. Para além deste grupo de cristãos, muitos mais haveria a canonizar, mas, por falta de provas e informação, não puderam ser reconhecidos, embora a Igreja autentique como valores de ontem e de hoje a fidelidade a Cristo acima de qualquer ideologia, sistema ou tirania.

Os santos chineses espelham uma capacidade de doação e uma confiança ilimitada em Deus num contexto hostil à mensagem cristã. Se o autêntico tesouro do discípulo de Cristo é a cruz e se não há outra forma de seguimento de Cristo senão através da cruz, podemos dizer que a Igreja universal reconhece de forma pública o testemunho destes mártires como riqueza para toda a Igreja.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 27 de junho – Mártires Poloneses no Holocausto

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Beato Fidel Chojnacki (1906-1942)
Frade Capuchinho desde 1933. Era estudante de teologia quando foi preso em 1940. Morreu em Dachau em 1942, esgotado pelos maus tratos e vitimado pela tuberculose. Ao ser transferido para a seção dos inválidos, despediu-se com estas palavras: “Seja louvado Jesus Cristo! Até à vista no céu!”.

Beato Sinforiano Ducki (1988-1942)
Frade Capuchinho desde 1918. Vivia no convento de Varsóvia quando foi detido em 1941. Passou por várias prisões até ser transferido para o campo de extermínio de Auschwitz, onde foi assassinado pelos guardas do campo em 1942.

Beato Aniceto Koplinski (1875-1941)
Frade Capuchinho desde os 18 anos, e ordenado sacerdote em 1900. Em Varsóvia, onde viveu desde 1918, tornou-se famoso como esmoleiro e protetor dos pobres, chamado por isso o “São Francisco de Varsóvia”. Foi detido em julho de 1941, juntamente com 22 outros religiosos. Não se quis valer da sua ascendência alemã para escapar da morte. A 4 de setembro desse mesmo ano foi com os demais religiosos transferido para o campo de concentração de Auschwitz, onde morreu em câmara de gás a 16 de outubro desse mesmo ano. Nos interrogatórios, declarara: “Sou sacerdote, e trabalho em qualquer lugar onde haja homens, sejam judeus ou polacos, e mais ainda se forem pobres”. As suas derradeiras palavras foram: “Devemos beber até ao fundo este cálice”.

Beato Henrique Krzysztofik (1908-1942)
Padre Capuchinho, professo desde 1927. Guardião e Prefeito de estudos do convento de Lublin, religioso de extraordinário zelo, fé e entrega à cauda de Deus. Preso em 1940 e transferido para Dachau, foi aí o amparo espiritual dos doentes e moribundos. Escrevia ele, na sua última carta aos seminaristas: “Estou pavorosamente magro… peso 35 quilos. Doem-me todos os ossos. Estou estendido na cama como Cristo na Cruz. Mas sinto-me contente por sofrer com Ele. Rezo e ofereço a Deus estes sofrimentos por vós”. Morreu em agosto de 1942.

Beato Floriano Stepinak (1912-1941)
Padre Capuchinho desde 1931. Vivia no convento de Lublin, onde foi detido e deportado para Dachau. Nos momentos de incerteza e terro, procurava confortar o ânimo dos companheiros de prisão, que lhe chamavam o “pai espiritual” do bloco dos condenados, e “sol do negro campo de extermínio”. Em agosto de 1942 foi passado do campo para a seção dos inválidos, e assassinado na câmara de gás.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

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São Francisco e a Palavra de Deus

Pregue sempre o evangelho

Frei Dorvalino Fassini, OFM

São Francisco de Assis palmilhou a estrada de sua existência no e a partir do Evangelho de Cristo. Foi na Sagrada Escritura que Francisco encontrou aconchego, conselho e exortações para sua vida. Na Palavra de Deus o Homem de Assis soube certamente buscar o que ansiava sua alma, e estabeleceu nesta Palavra o fundamento de sua vida.

São Francisco radicalmente viveu o Evangelho, não porque era um homem santo desde seu nascimento, pelo contrário, soube abrir espaço em seu coração para escutar, amar, refletir e viver a Palavra de Deus. São Francisco foi como o mestre da lei da Parábola de Jesus, do Evangelho de Hoje (1), “que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”. (2)

Embora Francisco mesmo em seu testamento considerava-se “iletrado”, ele soube profundamente compreender a Palavra de Deus. Para tanto, Francisco ouvia, refletia e vivia. Ouvir no modo de São Francisco não significa apenas ouvir a algo que me é dito, mas sim auscultar, que por sua vez diz do modo simples de ouvir atentamente. Quem ouve atentamente a algo ouve com o coração. Uma vez ouvido com o coração Francisco memoriza a Palavra de Deus e reflete profundamente com amor em seu coração. Para refletir profundamente a Palavra de Deus é preciso abrir-se a luz da divina sabedoria. Quando nos ‘pré-dispomos’ a refletir algo sob a luz divina percebemos que tal reflexão brota em nosso coração, pois é próprio Deus agindo em nosso ser.

São Jerônimo que rememoramos hoje, assim como a Bíblia, pôs seus talentos a serviço de Deus por intermédio do papa Dâmaso, que o encarregou de preparar a Bíblia em latim. “Jerônimo nasceu em Estridão (Dalmácia) cerca do ano 340. Estudou em Roma e aí foi batizado. Tendo abraçado a vida ascética, partiu para o Oriente e foi ordenado sacerdote. Regressou a Roma e foi secretário do Papa Dâmaso. Nesta época começou a revisão das traduções latinas da Sagrada Escritura e promoveu a vida monástica. Mais tarde estabeleceu-se em Belém, onde continuou a tomar parte muito ativa nos problemas e necessidades da Igreja. Escreveu muitas obras, principalmente comentários à Sagrada Escritura”. (3)

São Jerônimo assim como São Francisco nos ensina a amar e colocar a Palavra de Deus em nosso coração.

Sendo assim, ouvir, refletir, amar e viver a Palavra de Deus foi o cotidiano da vida de Francisco. Por isso, entendemos que “para o santo de Assis a Sagrada Escritura se define como uma pedagogia divina. Nela e com ele Francisco cresceu até a maioridade do amor. Através da Sagrada Escritura atingiu a união com Deus e a contemplação, que Boaventura chamava de o prêmio da felicidade eterna” (4)

Com esta reflexão encerramos o mês da Bíblia, comprometendo-nos com a Palavra de Deus e deixando que a Inspiração divina nos guie nos caminhos da existência, assim como fez com São Francisco.

(1) Cf. Mt 13,47-53
(2) Mt 13, 52
(3) OFICIO DIVINO. (Breviário) Petrópolis: Vozes, 2000, p.1384.
(4) DRAGO, Augusto. Palavra de Deus, Sagrada Escritura. Dicionário Franciscano. Petrópolis: Vozes, 1983, p. 532.

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