Arquivo da categoria: SANTORAL FRANCISCANO

Santoral Franciscano: 08 de outubro – Bem-aventurado Martim Gomes (+1627)

Mártir no Japão, da Terceira Ordem (+1627). Beatificado por Pio IX no dia 7 de julho de 1867.

Martim Gomes, filho de pai português e mãe japonesa, era natural do Japão. Inscrevera-se na Ordem Terceira de São Francisco, e dava hospedagem a missionários cristãos. Sendo isso considerado crime absolutamente proibido por disposições governamentais, foi preso. Convidado a renegar a fé, recusou-se energicamente, afirmando que nem a morte o poderia apartar daquela fé que tinha tão profundamente arraigada no coração.

A 17 de agosto de 1627, Martim Gomes foi levado do cárcere para a Colina Santa dos Mártires, onde mais uma vez lhe foi proposto renegar a fé, e mais uma vez ele se recusou terminantemente. Foi decapitado, e a sua alma, coroada pela auréola do martírio, voou para a glória do céu. Foi beatificado por Pio IX, em conjunto com os 205 mártires do Japão, no dia 07 de julho de 1867.

Depois da perseguição de 1597 que deu ao Japão o seleto grupo de 23 mártires guiados por São Pedro Batista, a Igreja pode desfrutar de um período de grande fervor durante o governo do imperador Cubosama e pôde difundir-se amplamente.

A obra dos franciscanos e dos jesuítas se ampliou com a abertura desta missão também a outras ordens religiosas entre elas os agostinianos e dominicanos. A fúria dos “monges” (no oriente, espécie de conselheiro, psicólogo, curandeiro de males físicos e espirituais) conseguiu, contudo, influenciar com ameaças e motivos políticos e econômicos enganosos o imperador, que em 1614 publicou um edito no qual prescrevia a religião católica, expulsava a todos os missionários e ordenava derrubar as igrejas e condenava à morte todos que persistissem na fé cristã.

Fogo e sangue se abateram sobre a florescente Igreja, que contava então com mais de dois milhões de fiéis. Durante 18 anos foram usados todos os tipos de sacrifícios, sem respeitar idade ou classe social.

Entre os inumeráveis heróis da fé estão os 205 mártires que foram beatificados por Pio IX em 1867, pertencentes às Ordens de Santo Domingo, Santo Agostinho e Santo Inácio de Loyola. A À Ordem de São Francisco pertenciam 45, dos quais 18 pertenciam à Primeira Ordem, 15 da Terceira e os demais familiares e amigos deles. Martim Gomes foi um deles.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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Santoral Franciscano: 06 de outubro – Santa Maria Francisca das Chagas (1715-1791)

Virgem da Terceira Ordem (1715-1791). Canonizada no dia 29 de junho de 1867 por Pio IX.

Ana Maria nasceu no dia da Anunciação, 25 de março de 1715, em Nápoles, filha de Francisco Gallo e de Bárbara Basini, ambos de condição modesta. Aos quatro anos pediu à mãe que a levasse à igreja para participar do Santo Sacrifício da Missa. Obteve também, nessa idade, o privilégio de poder confessar-se, embora tivesse que esperar até os sete anos para fazer a Primeira Comunhão. Depois disso, sua surpreendente maturidade levou o confessor a permitir-lhe comungar diariamente, privilégio muito raro na época.

Quando chegou à adolescência, o pai colocou-a em sua pequena fábrica, onde já trabalhavam sua mãe e suas irmãs. Ana Maria soube conciliar o trabalho com a vida de piedade.

Quando completou 16 anos, seu pai quis casá-la com um rico cavalheiro, que lhe pedira a mão. Mas ela recusou-se, dizendo-lhe: “Meu pai, não posso fazer a sua vontade, porque estou resolvida a deixar o mundo e a tomar o hábito religioso na Ordem Terceira de São Francisco, para o que desde já lhe peço autorização”.

Essa determinação foi um rude golpe para o avarento pai, que julgava tal união ocasião de melhora da situação econômica da família. Por isso empregou todos os meios para convencer a filha a ceder, inclusive agressão física. Trancou-a depois, por vários dias, em um quarto da casa, não lhe fornecendo senão pão e água para alimentar-se. Finalmente, a intervenção de um religioso muito respeitável levou Francisco a conceder a autorização pedida.

Ana Maria foi admitida na Ordem Terceira de São Francisco, na reforma de São Pedro de Alcântara, em 1731, escolhendo os nomes de “Maria”, por devoção a Nossa Senhora, “Francisca”, por devoção a São Francisco, e “das Cinco Chagas”, por devoção à sagrada Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tendo sua mãe falecido, o pai, desejoso de casar-se novamente, quis pôr sobre seus ombros o sustento e o cuidado da família, que constava então de quatro pessoas para alimentar e vestir. Com dificuldade, a santa livrou-se desse encargo, alegando sua má saúde. No entanto, o avarento pai passou a cobrar-lhe o aluguel do pequeno cômodo que ocupava na casa, sendo ela obrigada a recorrer a seus benfeitores para pagá-lo e assim atender a sua família.

Êxtases e profecias eram-lhe familiares. Vivia já das coisas sobrenaturais, incompreendida, perseguida, tratada como visionária foi submetida a exames por parte das autoridades eclesiásticas. Em 7 anos de duro martírio suportou tudo com inalterada mansidão.

Em 1763, Santa Maria Francisca conheceu, por revelação divina, que o reino de Nápoles seria desolado por uma grande fome seguida por terrível epidemia. Ela mesma foi atingida pela enfermidade chegando às portas da morte, tendo recebido os últimos Sacramentos.

Assistida por muitos religiosos fiéis, fortalecida pela Eucaristia, morreu serenamente no seu quarto no dia 6 de outubro de 1791, aos 76 anos. Seu corpo foi sepultado na igreja de Santa Lucia do Monte, onde é venerada ao lado do túmulo de São João José da Cruz.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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Santoral Franciscano: 05 de outubro – São Benedito

Em outros países celebram o dia de são Benedito em 4 de abril mas no Brasil, em 5 de outubro.

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No Brasil, entre os escravos e as pessoas de cor, foi muito difundida sua devoção, geralmente associada à de Nossa Senhora Aparecida, Santo Elesbão, Imperador negro da Etiópia e Santa Efigênia, princesa também negra e igualmente etíope. Filho de pretos, que conheceram a escravidão, ingressou no convento franciscano de Palermo, capital da Sicília, sendo um religioso exemplar em seu espírito de oração, humildade, obediência.

Seu trabalho principal, era o de cozinheiro. Embora analfabeto, a sabedoria que possuía fez com que fosse nomeado mestre de noviços e mais tarde, eleito superior do convento.

Atendia a consultas de muitas pessoas que o procuravam para pedir conselhos e orientação. Foi favorecido por Deus com o dom dos milagres.

Tendo concluído seu período como superior, retornou com humildade e naturalidade para a cozinha do convento, reassumindo com alegria as funções modestas que antes desempenhara. E assim, na mais sublime indiferença pela sua própria pessoa, faleceu com fama de eminente santidade. Foi canonizado em 1807 e é um dos padroeiros de Palermo.

Oração de São Benedito: São Benedito, filho de escravos, que encontrastes a verdadeira liberdade servindo a Deus e aos irmãos, independente de raça e de cor, livrai-me de toda escravidão, venha ela dos homens ou dos vícios, e ajudai-me a desalojar de meu coração toda a segregação racial e reconhecer todos os homens por meus irmãos. São Benedito, amigo de Deus e dos homens, concedei-me a graça (faça o pedido) que vos peço de coração. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Devoção: À humildade, ao aconselhamento e às almas

Padroeiro: De Palermo, dos negros e dos humildes serviçais

Outros santos do dia: Gala, Eutíquio, Vitoriano, Donato, Filmado, Fausto, Trésea (bispo); Palmácio, Flaviana, Caritina (virgens e mártires); Atilano, Marcelino, Apolinário, Froilão (bispo); Flora (virgem); Aurea (márts); Mauro e Plácido (monge).


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Santoral Franciscano: 04 de outubro – São Francisco de Assis (1182-1226)

Diácono, fundador das Três Ordens, Patrono da Itália (1182-1226). Canonizado por Gregório IX no dia 16 de julho de 1228.

“Nasceu para o mundo um sol”: com estas palavras, na “Divina Comédia” (Paraíso, Canto XI), o máximo poeta italiano Dante Alighieri alude ao nascimento de Francisco, no final de 1181 ou início de 1182, em Assis. Pertencente a uma família rica – seu pai era comerciante de tecidos –, Francisco transcorreu uma adolescência e uma juventude despreocupadas, cultivando os ideais de cavalaria da época. Aos 20 anos, fez parte de uma campanha militar e foi preso. Ficou doente e foi libertado. Após sua volta a Assis, começou nele um lento processo de conversão espiritual, que o levou a abandonar gradualmente o estilo de vida mundano que havia levado até então. A este período correspondem os célebres episódios do encontro com o leproso, a quem Francisco, descendo do cavalo, deu o beijo da paz, e da mensagem do Crucificado na pequena igreja de São Damião. Em três ocasiões, o Cristo na cruz adquiriu vida e lhe disse: “Vai, Francisco, e repara minha Igreja, que está em ruínas”. Este simples acontecimento da palavra do Senhor ouvida na igreja de São Damião esconde um simbolismo profundo. Imediatamente, São Francisco foi chamado a reparar esta pequena igreja, mas o estado ruinoso deste edifício era o símbolo da situação dramática e inquietante da própria Igreja nessa época, com uma fé superficial que não forma e não transforma a vida, com um clero pouco zeloso, com o esfriamento do amor; uma destruição interior da Igreja que comportou também uma decomposição da unidade, com o nascimento de movimentos hereges. Contudo, nessa Igreja em ruínas, o Crucifixo está no centro e fala: convida à renovação, chama Francisco a um trabalho manual para reparar concretamente a pequena igreja de São Damião, símbolo do chamado mais profundo a renovar a própria Igreja de Cristo, com sua radicalidade de fé e com seu entusiasmo de amor por Cristo.

Este acontecimento, ocorrido provavelmente em 1205, faz pensar em outro acontecimento similar, ocorrido em 1207: o sonho do Papa Inocêncio III. Este viu em sonhos que a Basílica de São João de Latrão, a igreja mãe de todas as igrejas, estava desmoronando e que um religioso pequeno e insignificante a escorava com os ombros, para que não caísse. É interessante notar, por um lado, que não é o Papa quem ajuda para que a Igreja não caia, mas um religioso pequeno e insignificante, que o Papa reconhece em Francisco quando este o visita. Inocêncio III era um papa poderoso, de grande cultura teológica, como também de grande poder político e, no entanto, não é ele quem renova a Igreja, e sim um pequeno e insignificante religioso: é São Francisco, chamado por Deus. Por outro lado, no entanto, é importante observar que São Francisco não renova a Igreja sem ou contra o Papa, mas em comunhão com ele. As duas realidades estão juntas: o Sucessor de Pedro, os bispos, a Igreja fundada sobre a sucessão dos apóstolos e o carisma novo que o Espírito Santo cria nesse momento para renovar a Igreja. Na comunhão se dá a verdadeira renovação.

Voltemos à vida de São Francisco. Dado que seu pai, Bernardone, reprovava sua grande generosidade com os pobres, Francisco, na frente do bispo de Assis, com um gesto simbólico, despojou-se de todas as suas roupas, pretendendo, assim, renunciar à herança paterna: como no momento da criação, Francisco não tinha nada, a não ser a vida dada por Deus, em cujas mãos se entregou. Depois, viveu como um eremita, até que, em 1208, houve outro acontecimento fundamental no itinerário da sua conversão. Escutando uma passagem do Evangelho de Mateus – o discurso de Jesus aos apóstolos enviados à missão –, Francisco se sentiu chamado a viver na pobreza e a dedicar-se à pregação. Outros companheiros se uniram a ele e, em 1209, ele se dirigiu a Roma, para submeter ao Papa Inocêncio III o projeto de uma nova forma de vida cristã. Recebeu um acolhimento paternal por parte daquele grande pontífice que, iluminado pelo Senhor, intuiu a origem divina do movimento suscitado por Francisco. O Pobrezinho de Assis havia compreendido que todo carisma dado pelo Espírito Santo deve ser colocado ao serviço do Corpo de Cristo, que é a Igreja; portanto, agiu sempre em comunhão plena com a autoridade eclesiástica. Na vida dos santos não há contraposição entre carisma profético e carisma de governo e, se houver alguma tensão, estes sabem esperar com paciência os tempos do Espírito Santo.

Na realidade, alguns historiadores do século XIX e também do século passado tentaram criar atrás do Francisco da tradição um “Francisco histórico”, assim como se tenta criar atrás do Jesus dos evangelhos um “Jesus histórico”. Este Francisco histórico não teria sido um homem de Igreja, mas um homem unido imediatamente só a Cristo, um homem que pretendia criar uma renovação do povo de Deus, sem formas canônicas e sem hierarquia. A verdade é que São Francisco teve realmente uma relação imediatíssima com Jesus e com a Palavra de Deus, à qual queria seguir sine glossa, assim como ela é, em toda a sua radicalidade e verdade. É verdade também que, inicialmente, ele não tinha a intenção de criar uma ordem com as formas canônicas necessárias, mas simplesmente, com a Palavra de Deus e com a presença do Senhor, queria renovar o povo de Deus, convocá-lo novamente à escuta da Palavra e à obediência a Cristo. Além disso, sabia que Cristo nunca é “meu”, e sim sempre “nosso”, que não posso ter Cristo sozinho e construir “eu”, contra a Igreja, contra sua vontade e seu ensinamento, mas somente na comunhão da Igreja constituída sobre a sucessão dos apóstolos se renova também a obediência à Palavra de Deus.

Também é verdade que ele não tinha a intenção de criar uma nova ordem, mas somente renovar o povo de Deus para o Senhor que vem. Porém, compreendeu, com sofrimento e com dor, que tudo deve ter sua ordem, que também o direito da Igreja é necessário para dar forma à renovação e, assim, realmente se inseriu de forma total, com o coração, na comunhão da Igreja, com o Papa e com os bispos. Ele sempre soube que o centro da Igreja é a Eucaristia, na qual o Corpo de Cristo e seu Sangue estão presentes. Através do sacerdócio, a Eucaristia é a Igreja. Onde o sacerdócio, Cristo e a comunhão da Igreja caminham juntos, somente aí habita também a Palavra de Deus. O verdadeiro Francisco histórico é o Francisco da Igreja e, precisamente dessa maneira, ele fala também a nós, os crentes, e aos crentes de outras confissões e religiões.

Francisco e seus frades, cada vez mais numerosos, estabeleceram-se na Porciúncula – ou igreja de Santa Maria dos Anjos –, lugar sagrado por excelência da espiritualidade franciscana. Também Clara, uma jovem mulher de Assis, de família nobre, entrou na escola de Francisco. Teve origem, assim, a Segunda Ordem Franciscana, a das Clarissas, outra experiência destinada a produzir frutos insignes de santidade na Igreja.

Também o sucessor de Inocêncio III, o Papa Honório III, com sua bula Cum dilecti, de 1218, apoiou o singular desenvolvimento dos primeiros Frades Menores, que iam abrindo suas missões em diversos países da Europa, inclusive em Marrocos. Em 1219, Francisco obteve autorização para dirigir-se ao Egito e falar com o sultão muçulmano Melek-el-Kâmel, para pregar também lá o Evangelho de Jesus. Eu gostaria de sublinhar este episódio da vida de São Francisco, que tem uma grande atualidade. Em uma época em que estava em curso um enfrentamento entre o cristianismo e o islã, Francisco, armado voluntariamente só com sua fé e sua mansidão pessoais, percorreu com eficácia o caminho do diálogo. As crônicas nos falam de um acolhimento benevolente e de uma cordial recepção do sultão. Este é um modelo que deve inspirar, ainda hoje, as relações entre cristãos e muçulmanos, para promover um diálogo na verdade, no respeito e na compreensão mútuos (cf. Nostra Aetate, 3). Parece então que Francisco esteve na Terra Santa em 1220, lançando assim uma semente, que deu muitos frutos: seus filhos espirituais, de fato, fizeram dos Lugares Santos onde Jesus viveu um âmbito privilegiado de sua missão. Penso, com gratidão, nos grandes méritos da Custódia Franciscana da Terra Santa.

Ao voltar à Itália, Francisco entregou o governo da Ordem ao seu vigário, Frei Pedro Cattani, enquanto o Papa confiou à proteção do cardeal Ugolino, o futuro Sumo Pontífice Gregório IX, a Ordem, que reunia cada vez mais adesões. Por sua vez, o fundador, dedicado completamente à pregação – que levava a cabo com grande êxito –, redigiu uma Regra, depois aprovada pelo Papa.

Em 1224, no eremitério de Verna, Francisco viu o Crucifixo em forma de um serafim e, do encontro com o serafim crucificado, recebeu os estigmas; converteu-se, assim, em um com Cristo: um dom, portanto, que exprime sua identificação com o Senhor.

A morte de Francisco – seu transitus – ocorreu na noite de 3 de outubro de 1226, na Porciúncula. Após ter abençoado seus filhos espirituais, morreu, deitado sobre a terra nua. Dois anos mais tarde, o Papa Gregório IX o inscreveu no elenco dos santos. Pouco tempo depois, erigiu-se em Assis uma grande basílica em sua honra, meta, ainda hoje, de muitíssimos peregrinos, que podem venerar o túmulo do santo e desfrutar da visão dos afrescos de Giotto, pintor que ilustrou de forma magnífica a vida de Francisco.

Já foi dito que Francisco representa um alter Christus; era verdadeiramente um ícone vivo de Cristo. Ele também foi chamado de “irmão de Jesus”. De fato, este era o seu ideal: ser como Jesus, contemplar o Cristo do Evangelho, amá-lo intensamente, imitar suas virtudes. Em particular, ele quis dar um valor fundamental à pobreza interior e exterior, ensinando-a também aos seus filhos espirituais. A primeira bem-aventurança do Sermão da Montanha – “Felizes os pobres, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5, 3) – encontrou uma luminosa realização na vida e nas palavras de São Francisco. Verdadeiramente, queridos amigos, os santos são os melhores intérpretes da Bíblia; estes, encarnando em sua vida a Palavra de Deus, tornam-na mais atraente que nunca, de forma que ela fala realmente conosco. O testemunho de Francisco, que amou a pobreza para seguir Cristo com dedicação e liberdade totais, continua sendo, também para nós, um convite a cultivar a pobreza interior para crescer na confiança em Deus, unindo também um estilo de vida sóbrio e um desapego dos bens materiais.

Em Francisco, o amor a Cristo se expressou de maneira especial na adoração ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Nas Fontes Franciscanas, lemos expressões comoventes, como esta: “Pasme o homem todo, estremeça a terra inteira, rejubile o céu em altas vozes quando, sobre o altar, estiver nas mãos do sacerdote o Cristo, Filho de Deus vivo! Ó grandeza maravilhosa, ó admirável condescendência! Ó humildade sublime, ó humilde sublimidade! O Senhor do universo, Deus e Filho de Deus, se humilha a ponto de se esconder, para nosso bem, na modesta aparência do pão” (Francisco de Assis, Escritos).

Neste Ano Sacerdotal, quero também recordar a recomendação dirigida por Francisco aos sacerdotes: “Ao celebrar a Missa, ofereçam o verdadeiro sacrifico do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, pessoalmente puros, com disposição sincera, com reverência e com santa e pura intenção” (Francisco de Assis, Escritos). Francisco mostrava sempre um grande respeito pelos sacerdotes e recomendava respeitá-los sempre, inclusive no caso de que pessoalmente fossem pouco dignos. A motivação do seu profundo respeito era o fato de que eles receberam o dom de consagrar a Eucaristia. Queridos irmãos no sacerdócio, não nos esqueçamos jamais deste ensinamento: a santidade da Eucaristia nos pede que sejamos puros, que vivamos de maneira coerente com o Mistério que celebramos.

Do amor a Cristo nasce o amor às pessoas e também a todas as criaturas de Deus. Este é outro traço característico da espiritualidade de Francisco: o senso de fraternidade universal e de amor pela criação, que lhe inspirou o célebre “Cântico das criaturas”. É uma mensagem muito atual. Como recordei em minha recente encíclica, Caritas in veritate, só é sustentável um desenvolvimento que respeite a criação e que não danifique o meio ambiente (cf. N. 48-52), e na Mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, sublinhei que também a constituição de uma paz sólida está unida ao respeito pela criação. Francisco nos recorda que na criação se manifesta a sabedoria e a benevolência do Criador. A natureza é entendida por ele precisamente como uma linguagem com a qual Deus fala conosco, através da qual a realidade divina se torna transparente e podemos falar de Deus e com Deus.

Queridos amigos: Francisco foi um grande santo e um homem alegre. Sua simplicidade, sua humildade, sua fé, seu amor a Cristo, sua bondade com cada homem e cada mulher o tornaram alegre em toda situação. De fato, entre a santidade e a alegria subsiste uma relação íntima e indissolúvel. Um escritor francês disse que no mundo só existe uma tristeza: a de não ser santos, isto é, a de não estar perto de Deus. Vendo o testemunho de Francisco, compreendemos que este é o segredo da verdadeira felicidade: ser santos, estar perto de Deus!

Que Nossa Senhora, ternamente amada por Francisco, obtenha esse dom para nós. Confiamo-nos a Ela com as palavras do próprio Pobrezinho de Assis: “Ó Maria, Virgem Santíssima, não há outra semelhante, nascida neste mundo, entre as mulheres; filha e serva do Rei altíssimo, o Pai celeste. Mãe de Jesus Cristo, nosso Senhor; esposa do Espírito Santo, rogai por nós (…) junto ao vosso santíssimo e dileto Filho, nosso Senhor e Mestre” (Francisco de Assis, Escritos).


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Santoral Franciscano: 03 de outubro – Trânsito de São Francisco de Assis (1226)

Ao cair da tarde de 3 de outubro de 1226, a febre aumentou e as forças reduziram-se como uma chamazinha que sai e não sai do pavio quase seco de óleo. Então Francisco quis ser colocado sobre a terra e pediu que cantassem. E ele também cantou, com os seus, o salmo 141, que fala do desejo de ir para Deus:

trânsito de São Francisco

“Em voz alta ao Senhor eu imploro,

em voz alta suplico ao Senhor!

Eu derramo na sua presença

o lamento da minha aflição,

diante dele coloco minha dor!

Quando em mim desfalece a minh’alma,

conheceis, ó Senhor, meus caminhos!

Na estrada por onde eu andava

contra mim ocultaram ciladas.

Se me volto à direita e procuro,

não encontro quem cuide de mim

e nem tenho aonde fugir;

não importa a ninguém a minha vida!

A vós grito, Senhor, a vós clamo

e vos digo: ‘Sois vós meu abrigo,

minha herança na terra dos vivos’,

Escutai meu clamor, minha prece,

porque fui por demais humilhado!”

Quando, levados pela melodia, os frades começaram a cantar:

“Arrancai-me, Senhor, da prisão,

e em louvor bendirei vosso nome!

Muitos justos virão rodear-me

pelo bem que fizestes por mim”.

Francisco havia deixado seu corpo sobre a terra.

O Canto enfraqueceu e se apagou na boca dos frades, que recitaram o Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como conclusão do salmo entre lágrimas e emocionados.

Fez-se silêncio na cabana. Parecia que a natureza ao redor tivesse emudecido.

Carta Encíclica de Frei Elias sobre o Trânsito de São Francisco, pág. 1453, das Fontes Franciscanas:

“Era luz verdadeira a presença de nosso irmão e Pai Francisco, não só para nós que compartilhávamos da mesma profissão de vida, mas também para os que estavam longe. Era, pois, luz, enviada pela luz que iluminava os que estavam nas trevas e na sombra da morte, para dirigir seus passos no caminho da paz. Isto ele fez, como verdadeira luz do meio-dia, que nascendo do alto, iluminava o seu coração e acendia a sua vontade com o fogo de seu amor… Seu nome é celebrado até os confins mais longínquos e todo o universo admira as maravilhas de sua obra.

(…) Alegremo-nos porque antes de ser arrebatado de nós, qual outro Jacó, abençoou todos os seus filhos e perdoou a todos por qualquer erro que tivesse cometido  ou pensado contra ele…

(…) Enquanto era vivo, tinha um aspecto descuidado, não havia beleza em seu rosto; nenhum membro havia restado nele que não estivesse dolorido. Devido à contração dos nervos, seus membros estavam rígidos como os de um cadáver. Mas depois de sua morte, seu semblante ficou belíssimo, brilhando com admirável candura, alegrando a visão. Portanto, irmãos, bendizei o Deus do céu e dai-lhe glória diante de todo o ser vivente, porque Ele usou de misericórdia para conosco. Guardai a lembrança de nosso Pai e Irmão Francisco para louvor e glória daquele que o engrandeceu entre os homens e o glorificou perante os anjos. Rezai por ele, conforme ele mesmo  pediu antes de morrer e invocai-o para que Deus nos faça participantes com ele de sua santa Graça. Amém.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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Santoral Franciscano: 02 de outubro – Bem-aventurados Miguel e Lourenço Yamada (1867)

Mártires japoneses da Terceira Ordem. Beatificados por Pio IX no dia 7 de julho de 1867.

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No início do século XVII uma grande perseguição a todos os missionários se deu no Japão. Foram mais de duas décadas de crueldade e mortes. Cerca de quinhentos mártires deram suas vidas nesse período, dos quais 205 foram beatificados e canonizados por Pio IX,  sendo que quarenta e cinco eram franciscanos.

A este número pertencem esses dois franciscanos catequistas que eram pai e filho e que possuíam um barco, no qual conduziam os missionários para as regiões de difícil acesso no Japão. Por causa da proximidade com os missionários foram presos e torturados, permanecendo firmes na fé.

O primeiro a morrer foi o filho Lourenço. Decapitado na frente do pai que, por sua vez, foi condenado a morrer em fogo lento e, por fim, decapitado também.

Essas foram as palavras do pai no momento do martírio de Lourenço: “Lourenço, meu filho, tem coragem! Sê forte! A tua mãe e os teus irmãos já estão no céu, e com Jesus, Maria e todos os santos, esperam por ti no Paraíso. Olha para o céu, que em breve será a nossa pátria. Depois da dor teremos uma alegria sem fim. Tu vais à minha frente, mas eu não tardarei a seguir-te; e assim toda a nossa família será transferida para a pátria onde seremos felizes para sempre!”

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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Santoral Franciscano: 01 de outubro – Venerável Luís Amigó e Ferrer (1854-1934)

Bispo da Primeira Ordem, Fundador das Terciárias Capuchinhas da Sagrada Família e dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores (1854-1934)

Luiz Amigó

Frei Luis de Massamagrell é o nome de religião do capuchinho José Maria Amigó e Ferrer, fundador das Irmãs Terciárias Capuchinhas de Nossa Mãe das Dores, que nasceu em Massamagrell – Valencia (Espanha) dia 17 de outubro de 1854.

Sua infância e juventude passam em Valência onde começa seus estudos até o sacerdócio no Seminário Conciliar da cidade. Era membro de distintas associações católicas que promoviam um serviço de voluntariado para os mais marginalizados. Em 1874, sentindo o chamado do Senhor à vida consagrada na família religiosa dos Capuchinhos e como na Espanha foram expulsas todas as ordens religiosas, José Maria procurou o convento capuchinho de Bayona (França) e ali vestiu o hábito franciscano dia 12 de abril daquele mesmo ano.

Três anos mais tarde, Frei Luís de Massamagrell (este era o nome que ficou conhecido na Ordem), pode regressar à Espanha. No dia 29 de março de 1879 recebeu a ordenação sacerdotal e iniciou o seu ministério, sobretudo na penitenciária de Dueso, onde recebeu um forte impacto pelo grande número de jovens presos numa cela e às péssimas condições que estavam.

Talvez foi esta impressão, a que orientou parte do seu apostolado levando-o a ser, com o tempo e também pelo trabalho das duas congregações que fundou, um verdadeiro apóstolo da juventude em situação de risco e extraviados. Na Ordem Capuchinha, Padre Luís foi chamado a prestar serviços de grande responsabilidade como o de guardião e Ministro Provincial.

Frei Luís deu um grande impulso à Terceira Ordem Franciscana (hoje chamada Ordem Franciscana Secular) e dentro dela, do contato com os jovens, nasceu nele a inspiração da fundação das Irmãs Terciárias Capuchinhas da Sagrada Família, que fundou em 1885.

Em 1889, fundou também a fundação de um instituto masculino, os Irmãos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, cuja finalidade apostólica era educar cristãmente os jovens extraviados do caminho reto.

Em 1907, Frei Luís foi chamado a guiar pastoralmente a diocese de Solsona (Catalunha) e alguns anos mais tarde a de Segorbe (Valência). Ele aceitou prestar este serviço que a Igreja lhe pedia, permanecendo fiel ao seu espírito humilde e obediente e ao lema episcopal que escolheu: “Dou minha vida pelas minhas ovelhas”. O fez com amor e seguindo o exemplo do Bom Pastor que sempre animou todo seu apostolado.

Durante seu serviço pastoral, ou seja, como capuchinho ou como bispo, se distinguiu pelo seu profundo amor a Deus e por sua confiança na Divina Providência: isto o levou a colocar em suas mãos todo projeto, na certeza que a obra respondia a vontade de Deus e seria realizada. E disso teve muitas provas, sobretudo no âmbito de suas duas congregações que, a pesar de tantas dificuldades que tiveram que enfrentar, cresceram e se afirmaram.

Outra dimensão da vida do Padre Luís que merece ser destacada é seu amor pelos pobres, a defesa de sua dignidade humana como filhos de Deus e sua preocupação em dar-lhes a conhecer a Deus e seu amor para com eles.

O Padre Luís morreu no dia 1º de outubro de 1934 em Godella, (Valência), na casa mãe dos Irmãos Terciários Capuchinhos e seu corpo foi sepultado em Massamagrell, na capela da casa mãe das Irmãs Terciárias Capuchinhas. Sua tumba é lugar de peregrinação e veneração por parte de muitos devotos. O dia 13 de junho de 1992 marcou una etapa importante no processo canônico de beatificação: o santo Padre João Paulo II lhe declarou venerável e a Igreja se pronunciou definindo-o como “Gigante da santidade, modelo e protótipo de religioso, sacerdote, fundador e bispo”.


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Santoral Franciscano: 26 de setembro – São Elzeário de Sabran (1285-1323)

Penitente da Terceira Ordem (1285-1323). Canonizado por Urbano V no dia 5 de abril de 1369.

São Elzeário

Elzeário nasceu no castelo de Ansouis, uma pequena aldeia de Provence (França) em 1285. Seu pai era Ermangao de Sabran, conde de Ariano, no reino de Nápoles. Sua mãe Lauduna d’Albe de Roquemartine era uma mulher de grande piedade e caridade para com os pobres. Elzeario era o primogênito, e a mãe, após o batismo ofereceu ao Senhor, disse que estava disposta a entregá-lo antes que sua alma fosse manchada em sua vida pelo pecado mortal. O voto heróico da mãe foi ouvido. Ele teve ótima educação ao lado de seu tio Guilherme de Sabran, abade de renome do mosteiro beneditino de São Vítor.

Todavia, ainda muito jovem, por vontade de Carlos de Anjou, casou-se em 1299 com Delfina de Signe. Elzeario, muito inclinado à piedade, e Delfina, que não queria o casamento, de comum acordo resolveram conservar sua castidade, mesmo após as núpcias, e cumpriram o seu acordo.

Elzeário, com a morte de seu pai, tendo herdado, com outros títulos de nobreza, também o de conde de Ariano, foi para a Itália para tomar posse do condado, sob a imediata autoridade do rei. Naquela ocasião brilharam as virtudes de Elzeario. Por sua ardente caridade e o senso de moderação dos contratempos, conquistou o amor do povo. Seu talento o fizeram querido pelo Rei de Nápoles. Em 1312, quando Roma foi sitiada pelo exército do Imperador Henrique VII de Luxemburgo, Roberto de Anjou encomendou ao Conde de Ariano o mando de seus soldados que pediam ajuda do Papa. Elzeário aceitou a pesada tarefa com tanta persistência que forçou os imperiais a abandonar Roma.

Depois de quatro anos na Itália, retornou a Provence. Este retorno foi motivo de grande alegria para Delfina, e para todos os povos da região. Neste momento, o casal recebeu o hábito da Ordem Terceira de São Francisco das mãos do Padre João Julião da Riez. Se antes fizeram o juramento de perseverarem na virgindade, agora fizeram o voto de perpétua castidade. Todos os dias eles rezavam o ofício dos terciários e multiplicavam as obras de caridade e de penitência. O hábito franciscano consistia em uma túnica de pano cinza até os joelhos, apertada com o cordão. Ele se preocupou que, em seus territórios, florescessem a vida cristã, se mantivessem bons costumes, se administrasse a justiça e se defendessem os pobres da opressão dos ricos.

A 27 de setembro de 1323 foi o último dia de sua vida. Ele quis ter ao seu lado o famoso padre e teólogo Francisco Mairone com quem fez a confissão geral e de quem recebeu o Viático. Foi canonizado por Urbano V em 15 de abril 1369. Em sua canonização estava presente sua esposa Delfina. Em Ariano Irpino (Avellino) é venerado como um co-padroeiro da cidade.


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Santoral Franciscano: 25 de setembro – Bem-aventurada Lucia Calatagirone (1360-1400)

Virgem religiosa da Terceira Ordem Regular (1360-1400). Leão X concedeu ofício e missa em sua honra no dia 4 de junho de 1514.

Bem-aventurada Lucua de Calatarigone

Lúcia nasceu em Caltagirone, na Sicília, por volta de 1360. Seus pais a educaram na piedade e ela sabia maravilhosamente corresponder às suas expectativas. Eles eram devotos de São Nicolau de Bari e experimentaram várias vezes sua proteção. Um dia, Lucia subiu a uma figueira para colher frutas e foi pega de surpresa por uma forte tempestade com granizos e relâmpagos. Um raio atingiu a árvore onde Lúcia estava, derrubando-a ao chão quase morta. Em sua mente, ela viu a figura de um santo ancião, São Nicolau de Bari, que a tomou pela mão e a entregou de volta para a família.

Aos 13 anos, ela deixou sua cidade natal, na Sicília, para seguir a uma piedosa terceira franciscana em Salerno. Logo depois que esta guia espiritual morreu, Lúcia entrou para um convento das irmãs de Salerno, que seguiam a Regra franciscana.

Ali se distinguiu pela fiel prática de suas funções e em especial pelo amor à penitência, que havia se comprometido para expiar os pecados da humanidade e, sobretudo, por uma participação mais íntima nos sofrimentos de Cristo. Por algum tempo, ela exerceu o cargo de mestra de noviças. A fama de suas virtudes se espalhou. Muitos recorreram a ela para pedir orações e conselhos. Ela passou muito tempo em oração, meditação e contemplação nas coisas celestiais.

Muitas vezes, a terra nua serviu como uma cama, um pouco de pão e água era o seu sustento. Os nobres vinham a ela, e ela consolava os aflitos, chamava à penitência os pecadores, edificava os piedosos. Deus confirmou com prodígios sua santidade.

Tinha alcançado 40 anos e estava pronta para o céu. Sua vida austera, sofrimentos prolongados e dolorosos minaram sua saúde. A convite do noivo celestial, a sua alma alegre voou para o céu em 1400. Após sua morte, operou muitos prodígios. O culto e a veneração a ela sempre cresceram não só em meio ao povo salernitano, mas nas regiões vizinhas até que o Papa Leão X, em 4 de junho de 1514, em sua homenagem, concedeu ofício e missa.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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Santoral Franciscano: 24 de setembro – São Pacífico de São Severino (1653-1721)

Sacerdote da Primeira Ordem (1653-1721). Canonizado por Gregório XVI no dia 26 de maio de 1839.

São Pacífico

Pacífico (Apelidado Carlos Antônio), nasceu em São Severino, Marcas, em 1º de março de 1653, filho de Antonio Maria Divini e Maria Angela Bruni, último de 13 filhos. Após a morte de seus pais, foi recebido pelo tio materno Luzizo Bruni, prior da catedral de São Severino das Marcas, culto e bom padre, mas muito austero. Aos 17 anos, ele abraçou a vida religiosa entre os Frades Menores e em 28 de dezembro de 1671 foi admitido à profissão religiosa, em seguida, estudou filosofia e teologia e em 4 de junho de 1678 foi ordenado sacerdote em Fossombrone.

No convento do Crucifixo de Treia trabalhou duro para se preparar para o ministério e ensino. Em 25 de setembro de 1681, foi nomeado pregador e leitor. Durante três anos, ele ensinou filosofia e exerceu a pregação.

Por 10 anos, ele viajou muitas vezes às estradas das verdes Marcas, passando repetidamente por cidades e povoados; pregou em igrejas, praças, santuários, como um incansável difusor da verdade. Suas palavras sacudiram aos fiéis; seu zelo comoveu os tíbios; sua humildade mortificou os soberbos.  Durante muito tempo ele foi lembrado nas Marcas por sua pregação elevada e persuasiva, inclusive quando as fadigas de sua vida de pregador volante o forçaram a retirar-se ao convento de  Forano, com os joelhos enfermos. Eu tinha 45 anos e viveu até os 68, sempre doente e sempre mais severo com ele mesmo, afligido por engano, e ferido pela calúnia. Em face de acusações injustas, Pacífico não defendeu. Ele manteve a paz silenciosa da mente que laboriosamente conquistado com uma vida de labuta e sofrimento.

Sua saúde piorou cada vez mais. À ferida em sua perna direita, foram adicionadas surdez e cegueira progressiva, enquanto que nos últimos anos de sua vida tornou-se impossível para celebrar a Missa, ouvir confissões dos fiéis e participar na vida da comunidade. Calvi Alexandre, bispo de San Severino em 11 de junho, 1721 veio visitar e desta vez, com espanto o que apostrofava, ouviu: “Excelência, o Paraíso, o Paraíso, você vai primeiro e vou seguir logo depois.” Naquela noite, o bispo ficou doente e morreu em 25 de julho. Pacífico seguiria mais tarde, aos 68 anos, no dia 24 de setembro de 1721.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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