Arquivo da categoria: Santos Mártires Chineses

Santoral Franciscano: 5 de julho – Mártires da China

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Santos Antonino Fantosati, bispo (1842-1900), José Maria Gambaro (+ julho 7), e Cesidio Giacomantonio de Fossa (+ julho 4), sacerdotes da Primeira Ordem, Mártires em Hunán meridional, China (+1900). Beatificados por Pio XII no dia 24 de novembro de 1946. Canonização: João Paulo II, outubro, 1º de 2000.

Antonio Fantosati nasceu em Santa Maria, em Perusa, Itália, no dia 16 de outubro de 1842. Ingressou na Ordem dos Frades Menores de São Francisco. Foi ordenado sacerdote em 1865, aos 23 anos de idade. Pouco tempo depois partiu para a Hupe, na China, chegando no dia 15 de dezembro de 1867. Sua primeira preocupação foi aprender a língua local.

Partiu então para Lao-ho-kow, local onde pregou e converteu durante 18 anos. Em 1878 fundou um orfanato para meninos abandonados ou órfãos.

Em 1888 faz uma breve visita à Itália e quando retorna à China é nomeado bispo de Adana. Nesta época passou por muitas perseguições, quando mais de 20.000 Cristãos foram mortos.

Faleceu, martirizado por um longo período, depois transpassado por uma barra de ferro pontiaguda e por fim, jogado ao lado de um irmão de Fé num rio. Foram então recolhidos do rio, queimados e suas cinza lançadas ao vento, era o ano de 1900. Esta ação tinha por objetivo impedir que fossem feitas orações em seu túmulo e proporcionar o seu esquecimento. Foi Canonizado em 01 de outubro de 2000, pelo Papa João Paulo II.

Cesídio Giacomantonio de Fossa (1873-1900)- Angel nasceu em Fossa, Abruzzo, província de Aquila, em 30 de Agosto de 1873. Já desde adolescente ia ao solitário convento de Ocre, onde repousam os restos do Beato Bernardino de Fossa e do Beato Timóteo de Monticchio.

Rezando diante daquelas urnas sentiu germinar em seu coração a vocação religiosa e a ideia da vida franciscana. Em 21 de Novembro de 1891 foi recebido na Ordem dos Frades Menores, vestindo o hábito franciscano com o nome de Cesídio, em memória de um jovem mártir. Depois da profissão religiosa, em vários conventos completou seus estudos e foi ordenado sacerdote. Por algum tempo exerceu o ministério da pregação. Logo foi enviado a Roma como candidato às missões. Depois de que completou sua formação missionária, junto com dois confrades partiu para a China.

Ao chegar foi acolhido com imensa alegria pelo Vigário Apostólico, o bispo Antonino Fantosati. Apesar do ambiente de perseguição, nele persistia sempre o grande desejo de pregar, de converter e de batizar em nome do Senhor o maior número possível. Para isto aprendeu bem a língua chinesa e seu apostolado se viu carregado de satisfações.

Numa carta a seus pais pouco antes do martírio, descreve sua alegria de se encontrar na China e pede orações pela conversão de muitos infiéis. Logo acrescenta: “Procuremos fazer-nos santos, se alcançamos esta graça poderemos cantar no céu o eterno aleluia”. Em 4 de Julho de 1900, a missão onde ele se encontrava foi invadida pelos boxers.

O Padre Cesídio correu à capela a consumir o Santíssimo Sacramento e logo enfrentou a raiva de seus perseguidores. Foi assassinado a golpes de lança e a bastonadas. Tinha somente 27 anos e foi assim o primeiro mártir na perseguição dos boxers de 1900. Foi canonizado por João Paulo II em 1º de Outubro de 2000 junto aos 120 mártires na China.

São José Maria Gambaro (1869-1900). Bernardo Gambaro nasceu em Galliate, província de Novara, a 7 de agosto de 1869. Aos 13 anos entrou em um colégio franciscano e no dia 20 de setembro de 1886 recebeu o hábito religioso dos Frades Menores com o nome de José Maria. Ativo e circunspecto, entusiasta e prudente, foi estimado e querido pelos superiores, que o escolheram desde teólogo como assistente dos jovens de Ornavasso. Foi ordenado sacerdote no dia 13 de março de 1892 e se tornou reitor do Colégio de Ornavasso. Um ano depois realizou seu desejo de ser missionário. Abandonou a Itália em 1896 e ao chegar a China foi destinado a Hunan meridional. Em 7 de julho de 1900 sofreu o martírio. Tinha 31 anos de idade, catorze como religioso, oito como sacerdote e quatro de vida missionária.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 25 de junho – Santos Mártires Chineses

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SANTORAL FRANCISCANOS
25 de junho – Santos Mártires Chineses

Santos João Tchang, Patrício Tong, Felipe Tchiang, João Tchiang e João Wang, seminaristas mártires de Tayuenfu (+ 9 de junho de 1900). Canonização: 1º de outubro de 2000, por João Paulo II.

A Igreja universal ratifica a santidade destes 120 mártires, que em diversas épocas e lugares deram a vida por fidelidade a Cristo: 32 deles foram martirizados entre 1814 e 1862; 86 morreram durante a revolta dos Boxers em 1900 e dois foram mortos em 1930. Entre eles sobressaem seis bispos europeus, 23 sacerdotes, um irmão religioso, sete religiosas, sete seminaristas e 72 leigos, dos quais dois catecúmenos. Os mártires tinham entre sete e 79 anos. Todos eles foram beatificados, uns em 1900 e outros em 1946. Muitos deles eram chineses das províncias de Guizhou, Hebei, Shanxi e Sichuão e 33 eram missionários europeus.

A perseguição religiosa na China ocorreu em diversos períodos da sua história. A primeira perseguição deu-se na dinastia Yuan (1281-1367). Prosseguiu mais tarde na dinastia Ming (1606-1907), recrudescendo de forma especial em 1900 com a revolta dos Boxers. E continuou durante as cinco décadas de governo sem interrupção. Grande parte destes canonizados deram a vida durante a revolta dos Boxers em 1900, que foi como que uma premonição do que iria acontecer nas cinco décadas de governo comunista na China.

Os missionários foram objeto de um édito imperial de 10 de Julho de 1900, que fomentou e provocou o massacre de milhares de cristãos. Outros morreram durante as perseguições religiosas das dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911). De fora ficarão as centenas de mártires que durante o regime comunista foram perseguidos e deram a vida por fidelidade ao Evangelho e a Cristo. Para a Igreja da China é um acontecimento importante pela magnitude e pelo contexto em que ocorre. É-o igualmente para a Igreja universal, bastante desconhecedora do que acontece com a Igreja da China. Eis algumas considerações sobre o significado do evento.

O martírio tem assinalado a Igreja da China ao longo dos séculos, desde a chegada da mensagem cristã no século VII com a vinda do monge sírio Alopen e dos nestorianos até Xian, capital da dinastia Tang, no ano de 635. Os estudiosos da Igreja na China, que falam de cinco tentativas de evangelização do país, concordam em afirmar que cada tentativa em estabelecer a presença do Evangelho no Império do Centro acarretou perseguições e martírio. Umas vezes pelas discrepâncias de credos, porque o imperador era considerado o Filho do Céu; outras pelos contrastes de culturas ou por motivos políticos; outras vezes por divisões entre as congregações religiosas presentes no território. O facto é que estamos diante de uma Igreja martirial. Mesmo hoje em dia isso é uma realidade permanente tanto para as comunidades subterrâneas como para as que conseguem actuar mais às claras.

O controlo e a perseguição variam conforme os lugares e as situações, mas os cristãos continuam a ser abertamente perseguidos e, por vezes, encarcerados e torturados. Como João Paulo II dizia na sua mensagem aos católicos da China por ocasião da celebração do ano jubilar: «O Jubileu será uma oportunidade para lembrar os trabalhos apostólicos, os sofrimentos, as dores e o derramamento de sangue que têm feito parte da peregrinação desta Igreja ao longo dos tempos. Também no meio de vós o sangue dos mártires se converteu em semente de uma multidão de autênticos discípulos de Jesus… E parece que este tempo de prova ainda prossegue nalgumas localidades.»

Com esta canonização, a Igreja da China envia uma mensagem profética ao mundo de hoje. Tanto pela singeleza com que afirmaram a sua fé como pela valentia em recusar a apostasia que os libertaria dos tormentos, da tortura e das infindáveis humilhações, o testemunho destes 120 mártires é a palavra viva de Deus, clara e ao mesmo tempo misteriosa. É sem dúvida alguma um encorajamento para as gerações vindouras de cristãos. Para além deste grupo de cristãos, muitos mais haveria a canonizar, mas, por falta de provas e informação, não puderam ser reconhecidos, embora a Igreja autentique como valores de ontem e de hoje a fidelidade a Cristo acima de qualquer ideologia, sistema ou tirania.

Os santos chineses espelham uma capacidade de doação e uma confiança ilimitada em Deus num contexto hostil à mensagem cristã. Se o autêntico tesouro do discípulo de Cristo é a cruz e se não há outra forma de seguimento de Cristo senão através da cruz, podemos dizer que a Igreja universal reconhece de forma pública o testemunho destes mártires como riqueza para toda a Igreja.

Dos mártires pertencendo à família franciscana, estes onze foram seculares e todos chineses, são eles:

  • São João Zhang Huan, seminarista,
  • São Patricio Dong Bodi, seminarista,
  • São João Wang Rui, seminarista,
  • São Filipe Zhang Zhihe, seminarista,
  • São João Zhang Jingguang, seminarista,
  • São Tomás Shen Jihe, leigo,
  • São Simão Qin Cunfu, leigo catequista,
  • São Pedro Wu Anbang, leigo,
  • São Francisco Zhang Rong, leigo,
  • São Mateus Feng De, leigo e neófito,
  • São Pedro Zhang Banniu, leigo.

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