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Natal de Jesus

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória…” (Jo 1,14).

natal

A encarnação do Verbo de Deus assinala o início dos “últimos tempos”, isto é, a redenção da humanidade por parte de Deus. Cega e afastada de Deus, a humanidade viu nascer a luz que mudou o rumo da sua história. O nascimento de Jesus é um fato real que marca a participação direta do ser humano na vida divina. Esta comemoração é a demonstração maior do amor misericordioso de Deus sobre cada um de nós, pois concedeu-nos a alegria de compartilhar com ele a encarnação de seu Filho Jesus, que se tornou um entre nós. Ele veio mostrar o caminho, a verdade e a vida, e vida eterna. A simbologia da festa do Natal é o nascimento do Menino-Deus.

No início, o nascimento de Jesus era festejado em 6 de janeiro, especialmente no Oriente, com o nome de Epifania, ou seja, manifestação. Os cristãos comemoravam o natalício de Jesus junto com a chegada dos reis magos, mas sabiam que nessa data o Cristo já havia nascido havia alguns dias. Isso porque a data exata é um dado que não existe no Evangelho, que indica com precisão apenas o lugar do acontecimento, a cidade de Belém, na Palestina. Assim, aquele dia da Epifania também era o mais provável em conformidade com os acontecimentos bíblicos e por razões tradicionais do povo cristão dos primeiros tempos.

Entretanto, antes de Cristo, em Roma, a partir do imperador Júlio César, o 25 de dezembro era destinado aos pagãos para as comemorações do solstício de inverno, o “dia do sol invencível”, como atestam antigos documentos. Era uma festa tradicional para celebrar o nascimento do Sol após a noite mais longa do ano no hemisfério Norte. Para eles, o sol era o deus do tempo e o seu nascimento nesse dia significava ter vencido a deusa das trevas, que era a noite.

Era, também, um dia de descanso para os escravos, quando os senhores se sentavam às mesas com eles e lhes davam presentes. Tudo para agradar o deus sol.

No século IV da era cristã, com a conversão do imperador Constantino, a celebração da vitória do sol sobre as trevas não fazia sentido. O único acontecimento importante que merecia ser recordado como a maior festividade era o nascimento do Filho de Deus, cerne da nossa redenção. Mas os cristãos já vinham, ao longo dos anos, aproveitando o dia da festa do “sol invencível” para celebrar o nascimento do único e verdadeiro sol dos cristãos: Jesus Cristo. De tal modo que, em 354, o papa Libério decretou, por lei eclesiástica, a data de 25 de dezembro como o Natal de Jesus Cristo.

A transferência da celebração motivou duas festas distintas para o povo cristão, a do nascimento de Jesus e a da Epifania. Com a mudança, veio, também, a tradição de presentear as crianças no Natal cristão, uma alusão às oferendas dos reis magos ao Menino Jesus na gruta de Belém. Aos poucos, o Oriente passou a comemorar o Natal também em 25 de dezembro.

No Natal de 1223, três anos antes de morrer, São Francisco de Assis quis apresentar ao vivo a cena do presépio. Apresentação que devia logo repetir-se na história da Igreja mediante a sugestiva iniciativa do presépio.

São Boaventura na vida de São Francisco escreve: “Três anos antes de sua morte, na região de Greccio, Francisco quis fazer algo com a maior solenidade possível para reviver a devota memória do nascimento do Menino Jesus”.

A tradição atribui a São Francisco de Assis a introdução do Presépio no amplo ciclo das tradições natalinas. Como narrou São Boaventura, na noite de Natal de 1223 em Greccio, Francisco teria construído uma manjedoura com a palha, com o boi e o asno, e celebrou a Santa Missa, diante de uma multidão proveniente de toda a região.

Na realidade, em Greccio não estavam representados os personagens da Natividade de Belém, nem havia atores encenando a Virgem, São José e o Menino; portanto, mais do que um Presépio, a representação de Greccio deve ser interpretada como uma evolução do cerimonial litúrgico natalino, evocando os mistérios e dramas sacros como eventos comuns, baseados em episódios do Antigo e do Novo Testamento, expressões da religiosidade laica das Confraternidades, muito comuns naquele período, especialmente nas regiões da Umbria e Toscana.

Nas encenações sacras, a partir do século XIV cada vez mais luxuosas, eram constantes os personagens móveis, considerados por alguns como antenados das estátuas atuais.

A progressiva degeneração do drama litúrgico em formas pagãs, quase vulgares, levou a Igreja a condená-lo no Concilio de Treviri, e ao contrário, a favorecer a representação estática da Natividade e do Presépio, contribuindo assim para a sua sucessiva difusão.

Passados mais de dois milênios, a Noite de Natal é mais que uma festa cristã, é um símbolo universal celebrado por todas as famílias do mundo, até as não-cristãs. A humanidade fica tomada pelo supremo sentimento de amor ao próximo e a Terra fica impregnada do espírito sereno da paz de Cristo, que só existe entre os seres humanos de boa vontade. Portanto, hoje é dia de alegria, nasceu o Menino-Deus, nasceu o Salvador.


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Natal – O Nascimento de Cristo em cada um de nós!

Amadas irmãs, amados irmãos, saudações de Paz e Bem!

Estamos vivendo o período que antecede o dia do Natal.

Feliz Natal

Para muitos, é um alegre período de intensa procura por presentes para serem dados às pessoas queridas. Para outros, é um tempo em que se acalenta um sentimento de saudade e tristeza por algum ente querido que já partiu. Outros, ainda, afugentam-se do coletivo, buscando, na solidão, o consolo para a experiência do vazio sentido em um período que não consegue nada lhe dizer. Alguns, ao serem lembrados do nascimento de Jesus histórico, lançam orações rogando paz, saúde e harmonia para si, os seus e todo o mundo.

Gostaria, porém, de convidar vocês a uma reflexão sobre o Natal, não como um dia, um período, mas como uma importante tarefa para todos, cristãos ou não, para cada dia de nossa vida.

Para o mundo cristão, o dia do Natal representa o nascimento de Cristo Jesus, Deus fazendo-se homem, por amor a humanidade, cuja festividade, no mundo ocidental, é comemorada dia 25 de dezembro. Já nos países eslavos e ortodoxos,baseando-se no calendário juliano, tal festividade é comemorada no dia 7 de janeiro. Alguns estudiosos modernos alegam que a origem do natal ocorreu em celebração do nascimento anual do Deus Sol, no solstício de inverno (natalisinvictiSolis), tendo sua resinificação, pela Igreja Cristã, passando para a comemoração do nascimento de Jesus de Nazaré.

Entretanto, eu creio que a importância do Natal não é a concretização de seu dia, mas sim,sua significação para cada um de nós e, principalmente, como podemos nos apropriar de tal significado e aplica-lo em nosso cotidiano.

Nós cristãos, somos levados a comemorar, na alegria das festas natalinas, o nascimento de Cristo Jesus, sugestão que nos reporta à história ocorrida no passado, no momento da chegada do Deus-homem e sua habitação entre nós. Somos estimulados a acalentar o sentimento de agradecimento pelo presente de Deus à humanidade, com vistas à nossa salvação. Alegramo-nos pela vinda amorosa de nosso Senhor, trazendo-nos a Verdade, com palavras e exemplos, que ecoam por toda eternidade. Porém, não creio que deva parar por aí!

O Natal(nātālisdo latim), progressivamente substituída no castelhano por Natividad(fundo religioso do nascimento de Jesus), bem como Christmas, do inglês (Christ’smass = missa de Cristo), traz-nos não somente um dia, uma memória, uma comemoração pontual histórica, mas, acima de tudo, uma oportunidade de mudança para o nosso dia-a-dia, um estado de ser, uma reflexão que deve perpassar nossa existência, não o nascer pontual do Jesus histórico, mas seu nascimento, verdadeiro e real, em cada um de nós, com sua Verdade e seu exemplo, a cada dia.

Muitos, imbuídos pelo verdadeiro espírito natalino, de compaixão, fraternidade e amor, rogam ao Altíssimo que propicie o nascimento de Jesus em sua vida, fortalecendo-os, para que permitam ser por Ele conduzidos e que seu Espírito seja, de fato, o verdadeiro indutor de sua vida.

Porém, permita-me sugerir irmos mais além. Roquemos, também, para que a luz celestial que um dia iluminou o caminho dos magos até a manjedoura onde se encontrava o menino Jesus, igualmente, ilumine nossa estrada em direção ao mesmo Deus, só que nascido em nossos irmãos, nos conhecidos e desconhecidos, nos afetos e desafetos. Que consigamos reconhecer no outro, independente de quem seja,a manjedoura que acolheu Jesus e a sua infinita presença, com toda sua humanidade e divindade, e que esse reconhecimento induza todas as nossas ações em direção a esse que agora porta o mesmo Deus nascido há 2.000 anos.

Se queremos ser, mais do que chamados de cristãos, mas, principalmente, de discípulos de Cristo e seguidores de suas Palavras e buscadores de sua Verdade, vivendo a realidade por Ele apontada, devemos trazer para nossa vida a vida por Ele vivida, trazer para o nosso cotidiano a experiência por Ele deixada, com toda sua humildade, plena de compaixão e amor pelo outro, perpassada de compreensão e fraternidade.

Que a manjedoura, símbolo para nós do nascimento de Jesus, não represente, apenas, a pobreza humana onde o Salvador se instalou, mas, acima de tudo, a simplicidade e a humildade como berços de seu nascedouro em nosso coração.

Permitamos, a cada dia, que Cristo Jesus, com sua Verdade, nasça e permaneça em nós e, com isso, consigamos perceber seu igual nascedouro em nosso irmão, reconhecendo toda a divindade existente no outro, para que a ele possamos nos direcionar com o amor fraterno que tal descoberta deve nos impulsionar.

Natal não pode ser apenas a alegria do presentear, materialmente falando, mas que consigamos, conduzidos pelo Espírito de Deus, darmo-nos ao outro, entregarmos-nos aos irmãos, doarmo-nos àqueles que precisam e que essa doação seja fruto do verdadeiro sentimento fraternal natalino, e não pela obrigação humana da troca material como representação da boa relação entre os seres. Que a não intencionalidade do doar (doar-se) esteja sempre presente, fruto, apenas do amor pelo outro, pela visão real do divino que no outro igualmente habita. Que nossos atos fraternos sejam impulsionados pelo espírito de amor e não pelo desejo racional de qualquer tipo de ganho ou conquista, terrena ou não.

Cristãos ou não, podemos e devemos construir relações mais amorosas e compassivas, carregando sempre a simplicidade do próprio surgir da vida, dispondo-nos a compartilhar nossos bens, nosso tempo e, mais do que isso, nossos sentimentos, conseguindo, com isso, fazer do Natal apenas mais um dia da contínua fraternidade entre os seres, sendo apenas um dia de celebração do estado compassivo que em todos os outros é vivenciado.

Caríssimas irmãs e caríssimos irmãos, compartilhemos nossa esperança, nossa força e nossa fé, para que consigamos, juntamente com nossas mudanças internas, construir relações pacíficas e amorosas,em cada dia de nossa vida, na busca permanente de uma mundo mais compassivo e fraterno.

Um carinhoso e fraterno beijo no coração de vocês.

Frei João Milton, OSF


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O meu reino não é deste mundo!

Amadas irmãs e amados irmãos, saudações de Paz e Bem!

Celebramos hoje, pelo Calendário Litúrgico, a festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Vejamos a leitura evangélica indicada:

Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz. (Jo 18:33-37)

Deparamo-nos na leitura evangélica acima apresentada com um diálogo entre Jesus e Pilatos, cuja pergunta inicialmente feita pelo prefeito da província romana da Judéia, fora se Jesus seria o rei dos judeus.

Tal questionamento poderia ter duas conotações. A primeira relacionar-se-ia à condução política terrena do povo de Israel, os judeus, e, a segunda, poderia estar ligada ao aspecto religioso, não mundano. No caso da primeira das possibilidades, flagrantemente, Jesus poderia representar uma ameaça ao império romano, o que seria, certamente, inaceitável. Já na segunda condição, dificilmente Jesus poderia representar qualquer afronta ao império, tendo em vista que este pouco se imiscuía com as questões religiosas dos judeus. Frente a tais possibilidades, Nosso Senhor não apenas respondeu a pergunta com um sim ou um não, Ele devolveu o questionamento com uma afirmativa associada a uma explicação: “O meu Reino não é deste mundo”.

A resposta de Jesus foi tão nebulosa para Pilatos, como ainda é para aqueles que não compreendem a verdadeira existência de seu reino e de sua realeza.

O Reino de Deus já fora anunciado pelos profetas, a exemplo de Isaias, Jeremias e Daniel, mas a grande questão é o reconhecimento do verdadeiro rei, da delimitação de seu reino e da participação dos homens e das mulheres nele. Eis a grande dificuldade para a humanidade daquela época e que perdura até os nossos dias.

Ao longo de sua passagem conosco como Homem-Deus, Cristo Jesus, em diversas oportunidades, demonstrou que não viera, somente, para um povo escolhido, para uma raça específica, para um gênero determinado, se quer, exclusivamente para pessoas boas ou não pecadoras. Afirmou, várias vezes, que viera para todos e aguardaria o aceite de todos (de todas as regiões e de todas as épocas) ao seu convite para a vida eterna, para o seu Reino. Ninguém está excluído e nunca esteve. Deus não seria amor em essência se, a priori, eliminasse quem quer que seja de seu Reino. Não existe povo escolhido, o indivíduo eleito, existe sim, pessoas que O escolhem como seu Rei, como soberano de um reino que deseja participar e, com isso, incluem-se em tal universo.

Permitam-me ir mais além, caros irmãos e caras irmãs. Jesus, ao responder a Pilatos seu questionamento disse-lhe que “todo o que é da verdade” ouve a sua voz. Se associarmos tal fala aos seus diversos posicionamentos anteriores, fica-nos evidente de que não há, a princípio, exclusão por Ele de qualquer ser humano, pois todos são convidados, desde que sigam a sua verdade, os seus ensinamentos, que vivenciem o amor por Ele propalado, reconhecendo-o como sendo o verdadeiro mandamento. Assim, não apenas estamos reconhecendo seu reino como o reino do amor, da paz e não mundano, como também, O estamos reconhecendo como nosso verdadeiro Rei, explicitando o universo que optamos por participar.

Muitos não têm a oportunidade de nascer em um lar ou uma comunidade que reconhecem Jesus Cristo como o Senhor. Muitos, se quer, já ouviram falar seu nome em toda sua vida. Estariam estes, necessariamente, excluídos do Reino de Deus? Claro que não! Desde que tais pessoas “sejam da verdade”, desde que vivam a fraternidade, o amor e a paz anunciados por Cristo Jesus, eles poderão fazer parte de seu reino. Seriam eles piores do que aqueles que batem no peito e dizem: “Jesus, Jesus”, mas vivem alheios ao amor por Ele apregoado? Caso as pessoas disseminem o verdadeiro amor e a caridade entre os irmãos, estarão propalando a verdade cristã exposta por Jesus, com palavras e atos, e, certamente, pelo Deus todo poderoso será aceito em seu reino.

Atualmente, as pessoas buscam as riquezas do reino material, a prosperidade relacionada as coisas deste mundo, a aparente e temporária felicidade que elas propiciam, e pior, ainda dizem que tudo isso faz parte do universo do Reino de Deus!!

O Reino mencionado por Jesus não é o reino material, não está relacionado ao universo das coisas mundanas, é o reino espiritual, que não está fora de nós, mas sim, dentro de cada um. Como poderemos ir em sua busca no nosso exterior? Eis a razão de muitos passarem toda a vida procurando o Reino de Deus e terem enorme dificuldade de encontra-lo. Eles o procuram onde não está!!

Sabemos que tudo o que é material tem fim. Pode durar mais ou menos, pode resistir ao tempo no limite máximo possível, mas teve um início e há de se findar. Entretanto, o Reino de Deus é eterno, ou seja, não teve início, tampouco terá fim, não envolve, assim, coisas materiais ou temporais, relacionando-se, então, ao mundo espiritual, ao interior de cada um, à essência de todos os seres humanos.

Busquemos o Reino de Deus e O aceitemos como soberano de nossa vida. Porém, tal busca jamais poderá ocorrer dentre as coisas terrenas, nas alegrias superficiais e passageiras que este mundo pode oferecer, na paz provisória que poderemos obter no aqui e agora. O Reino de Deus está dentro de nós e nele seu verdadeiro soberano, basta que o encontremos e o reconheçamos como o único rei de nossa vida, ao invés dos deuses materiais e dos prazeres que neste mundo, provisório e temporário, poderemos encontrar.

Entreguemo-nos nas mãos de Deus, sem questionamentos ou dúvidas, para que possamos fazer parte de seu Reino, o reino do amor e da verdade, reconhecendo-O como o nosso verdadeiro e único soberano.

Um fraterno abraço e fiquem com Deus!

Frei João Milton, OSF


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Santoral Franciscano: 09 de agosto – Bem-aventurado Vicente de Aquila (1435-1504)

Bem-Aventurado Vicente de AquilaReligioso da Primeira Ordem (1435-1504). Aprovou seu culto Pio VI no dia 19 de setembro de 1787.

Vicente nasceu em Aquila, em Abruzzo, por volta de 1435. Aos 14 anos ingressou na Ordem dos Frades Menores no convento de São Julião, fundado pelo beato Antonio de Stroncone, perto dos portões da cidade. Admitido ao noviciado e feita a profissão dos votos perpétuos passou os primeiros anos de sua vida conventual retirado em uma cabana no bosque do convento, que só o deixava para cumprir os serviços que lhe eram atribuídos, em especial, o de sapateiro, talvez, sua primeira profissão.

Era tanta a sua aplicação na oração, que Frei Marcos de Lisboa escreveu sobre ele: “Vincente permanecia abstraído e elevado no ar, parecendo que seu corpo estava sem sentidos, como uma pessoa morta”. Os superiores ao vê-lo tão exemplar, para afastá-lo da mortificação excessiva, pediram a ele para mendigar. Entre as pessoas que se inspiraram em sua santidade, devemos lembrar da jovem Matía di Luculi, que depois se tornou religiosa agostiniana em Aquila, com o nome de Irmã Cristina, e hoje é venerada no altar com o título de bem-aventurada.

Vincente foi enviado para o convento em Penne, em seguida para ficar 10 anos em Sulmona, de onde retornou para São Julião de Aquila. O príncipe de Cápua, a Rainha Joana, segunda esposa de Fernando I e irmã de Fernando o Católico, Rei da Espanha buscavam seus conselhos. Ele previu a coroa real para o Duque de Calabria, filho mais velho de Fernando I de Aragão.

Um mal que afligia há algum tempo Vincente foi se agravando até não conseguir deixar mais sua cela. Ele suportou tudo com grande resignação e serenidade dos santos. Na noite de 7 de agosto de 1504 veio a falecer na paz no Senhor, amorosamente assistido por seus confrades. A Bem-aventurada Matia Ciccarelli, de sua janela viu a luz do convento de São Julião, com grande esplendor e a alma de seu diretor espiritual voar para o céu, acompanhada por uma multidão de anjos. Ele tinha 69 anos. Ele foi sepultado na igreja de São Julião de Aquila. Seu corpo incorrupto é preservado em uma urna artística. Seu culto foi aprovado por Pio VI no dia 19 de setembro de 1787.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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Santoral Franciscano: 30 de julho – Bem-Aventurado Antônio Lucci (1682 – 1752)

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Bispo de Bovino, da Primeira Ordem (1682-1752). Beatificado por João Paulo II no dia 18 de junho de 1989.

Angelo Nicolau Lucci nasceu em Agnone, Molise, Itália, a 2 de Agosto de 1682. Entrou na Ordem dos Frades Menores Conventuais em 1698, distinguindo-se pelo estudo e pelo ensino da Teologia que inspirou sempre a generosa busca da sua perfeição, o exercício cheio de zelo do seu ministério apostólico e a colaboração humildemente oferecida à Sé Apostólica.

Eleito bispo de Bovino, nas Apúlias, demonstrou ser, no decurso de 24 anos, autêntico pai e pastor dos fiéis da diocese, não medindo esforços para confirmar seu povo na fé e na vida cristã e para socorrer os numerosos pobres do seu povo que amava com evangélica opção preferencial. Morreu em Bovino, a 25 de Julho de 1752. Tinha 70 anos. Foi inscrito no Álbum dos Bem-aventurados pelo Papa João Paulo II, a 18 de Junho de 1989.

ORAÇÃO – Ó Deus que cumulastes o bispo Bem-aventurado Antônio Mucci com o espírito de sabedoria e caridade, a fim de confirmar o vosso povo na fé e socorre-lo com imenso amor nas necessidades, concedei-nos, por sua intercessão, perseveramos na fé e na caridade, para que sejamos dignos de participar da glória celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola

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Santoral Franciscano: 27 de julho – Bem-Aventurada Mattia de Nazarei (1236 – 1320)

Bem-Aventurada Mattia de Nazarei

Virgem religiosa da Segunda Ordem (1236-1320). Aprovou seu culto Clemente XII no dia 27 de julho de 1765.

 

Mattia, nascida no ano de 1235 em Matelica,  nas Marcas – Itália, pertencia à família nobre De Nazarei.  Cresceu rodeada dos amorosos cuidados familiares, que fizeram tudo para prepará-la para um brilhante porvir.  Seu pai sonhava para ela um matrimônio digno de sua categoria.  Porém,  um fato inesperado transtornou todos os seus planos. O exemplo das  duas santas irmãs Clara e Inês de Assis também se repetiu em Matelica. Um dia Mattia sem avisar a ninguém, fugiu de casa e foi bater às portas do mosteiro de Santa Maria Madalena das  Irmãs Clarissas, pedindo à abadessa que a recebesse entre suas co-irmãs.  Esta a  fez notar que isto era impossível sem o consentimento de seus pais. Pouco depois, o pai e alguns parentes, irritadíssimos, irromperam no mosteiro decididos a levá-la de novo para casa à força. Porém,  tudo foi inútil. O pai foi vencido pela insistência da sua filha, que assim pôde realizar seu sonho de  seguir a Cristo pelo caminho da perfeição. Tinha dezoito anos quando começou o noviciado e  antes da profissão, distribuiu parte de seus bens aos pobres e  parte reservou para urgentes trabalhos de restauração do mosteiro.

Atrás de seu exemplo, outras moças a  seguiram pelo caminho da vida evangélica que haviam traçado São Francisco e Santa Clara. Depois de oito anos de  vida religiosa foi eleita abadessa unanimemente.  Durante quarenta anos Mattia foi a zelosa superiora das Clarissas,  iluminada guia espiritual e  ao mesmo tempo sagaz administradora. Possuía as qualidades aparentemente contraditórias de  uma grande mística e de uma sábia organizadora.  Confiando na divina Providência, com ofertas da população e de sua família, reconstruiu desde os fundamentos da igreja até o mosteiro.

A vida interior da Beata Mattia se modelou sobre a Paixão do Senhor. Por muitos anos todas as  sextas-feiras sofreu dores e  numerosos arroubamentos. Foi uma mulher de governo que as virtudes contemplativas unia às virtudes práticas. Manteve-se também em contato com o mundo, sabendo dizer uma palavra de consolo, ajuda e exortação aos muitos que ajudava na medida das possibilidades e ainda a indigentes e pobres.  Um menino estava a  ponto de morrer como consequência de uma queda. A mãe, desesperada, o levou à Beata Mattia que, depois de rezar o tocou com a mão e o restituiu são e salvo à sua mãe. E se contam dela muitos outros prodígios.

Em 28 de dezembro de 1320, depois de ter exortado e abençoado pela última vez a suas queridas coirmãs, morreu serenamente aos 85 anos, deixando atrás de si uma doce recordação, que logo se transformaria em culto, o qual confirmaria Clemente XIII,  ao beatificá-la em 27 de julho de 1765.

Milagre recente – cura de câncer

Em 1987 constatou-se a cura milagrosa de um farmacêutico e doutor napolitano, Alfonso de D’Anna. O diagnóstico do Instituto Pascal de Nápoles, confirmado pelo Instituto Nacional de Tumores de Milão, era carcinoma, um tumor maligno.  Em 6 de março de 1987 tinha que iniciar o tratamento de quimioterapia, porém a Beata Mattia apareceu em sonhos à senhora Rita Santoro, da ordem Franciscana Secular e Ministra da Fraternidade de Santa Maria Francisca de Nápoles. A senhora Rita então não conhecia o Dr. D’Anna, porém, a Beata Mattia lhe proporcionou informações detalhadas, para que pudesse identificá-lo. A senhora Rita tinha que dar-lhe uma de suas relíquias e o azeite bento de sua lâmpada, que arde sempre em seu convento, e que as clarissas oferecem aos fiéis em pequenos frascos.

Em 7 de março de 1987, o Dr. Alfonso D’Anna dirigiu-se à sua farmácia, para retomar o trabalho. As revisões periódicas estiveram precedidas, muitas vezes, por um forte odor de jasmim, como havia predito o sonho, e confirmaram a incrível e completa cura do Dr. D’Anna.

A última revisão, um TAC realizado no hospital Cardarelli de Nápoles, confirmou a perfeita ventilação de seus pulmões e a ausência de lesões tumorais.

Toda a documentação foi posta à disposição das autoridades eclesiásticas, a fim de proceder a canonização da Beata Mattia.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 20 de julho – Bem-aventurado Nicolau Maria Alberca e Torres (1830 – 1860)

Bem aventurado Nicolau

Sacerdote e mártir da Primeira Ordem. Beatificado por Pio XI no dia 10 de outubro de 1926.

Nicolau Alberca é o mais novo dos Mártires de Damasco. Nasceu em 1830. Ele entrou para a Ordem aos 25 anos, após o noviciado e os respectivos estudos foi ordenado sacerdote. Em 27 de janeiro de 1859 partiu como missionário à Terra Santa, e no dia 10 de julho de 1860 partiu para o céu com a coroa do martírio.

Foi religioso  apenas 5 anos, mas franciscano a vida toda, como seu lema foi o de São Francisco: “Meu Deus e meu tudo”. Quando expressou sua vontade de ir como missionário, preparou-se para isso no colégio de Priego, juntamente com outros mártires religiosos como ele em Damasco: Pedro Soler e Nicanor Ascânio. A santa educação recebida na família (dos 10 irmãos, 6 se consagraram a Deus) o levava a afirmar: “Prefiro sofrer a morte mil vezes, mas não trair o meu Senhor”, preparando-se quase conscientemente para o martírio.

Em 1859, Nicolau partiu para a missão em Damasco. Na Síria e na Palestina a vida dos cristãos estava constantemente em perigo: na verdade, os turcos estavam preparando uma perseguição contra os cristãos para vingar o Tratado de Paris de 1856 (o acordo pôs fim à guerra da Crimeia, onde a Turquia, representada por Aali-pachà, também conhecido como Meliemet Emin, era admitida na comunidade das potências europeias, tendo o sultão assumido o compromisso de tratar seus súditos cristãos de acordo com as leis europeias).

A intenção de realizar um massacre era tão clara que o grande patriota argelino ‘Abd-el-Kadir, retirando-se para Damasco, após uma resistência desesperada à invasão francesa de sua terra natal, desgostoso, decidiu usar os seus seguidores para proteger os cristãos. No entanto, em 9 de julho de 1860 começou a caça aos cristãos. Abd-el-Kadir não conseguiu resgatar os missionários que estavam presos no convento, confiando em suas paredes fortes. Na noite de 9 de julho um judeu introduziu os turcos no convento por uma porta lateral, que ninguém se lembrava mais. Nicolau foi brutalmente morto por um tiro de espingarda, juntamente com sete outros companheiros, na manhã de 10 de julho de 1860.

Poucos meses antes do martírio, Nicolau havia escrito uma carta para sua mãe, na qual ele expressou o desejo de vê-la ainda aqui na terra, desde que este estivesse de acordo com a vontade de Deus. Pelo que sabemos, o jovem missionário precedeu a sua mãe no céu.

O martírio de Nicolau foi o mais breve registrado na história de nossos mártires. Quando perseguido pelos muçulmanos em um corredor, enquanto a igreja e convento foram envolvidos em chamas, o intimaram a renunciar a Cristo para se juntar a Maomé, respondeu: “Posso sofrer mil vezes a morte, mas não vou trair meu Senhor”. Um tiro de rifle matou o religioso. Ele tinha apenas 30 anos.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola

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Santoral Franciscano: 30 de junho de 2015 – Bem-Aventurado Raimundo Lulio (1235-1316)

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SANTORAL FRANCISCANO: 30 de junho de 2015
Bem-Aventurado Raimundo Lulio (1235-1316).

Mártir da Terceira Ordem (1235-1316). Aprovou seu culto Clemente XIII no dia 19 de fevereiro de 1763.

Raimundo Lúlio nasceu em Palla de Maiorca, entre os anos de 1232 e 1233 e morreu em 29 de junho de 1315. Também conhecido como Raimundo Lulio em espanhol, foi o mais importante escritor, filósofo e poeta, missionário e teólogo da língua catalã. Foi um prolífico autor também em árabe e latim, bem como em Langue d’Oc (ocitano).

Foi um leigo próximo aos franciscanos, talvez tenha pertencido à Ordem Terceira dos Frades Menores. É conhecido como “Doctor Illuminatus”, embora não seja um dos 33 doutores da igreja.

Ramon era filho de uma família de boa situação financeira, eram seus pais Ramon Amat Llull e Isabel d’Erill.

Dedicou-se ao apostolado entre os muçulmanos. Casou-se com 22 anos com Blanca Picany da qual teve dois filhos: Domingos e Madalena. Mais tarde, após converter-se em 1262 tornou-se terciário franciscano. Em 1275, depois de uma experiência mística, da qual saiu com o duplo propósito de preparar-se para o Magistério e dedicar-se à conversão dos infiéis, e em vista das insistentes queixas de sua esposa abandonou definitivamente a família.

De acordo com Umberto Eco, o lugar do nascimento foi determinante para Llull, pois Maiorca era uma encruzilhada, ná época, das três culturas: cristã, islâmica e judia, até o ponto de que a maior parte de suas 280 obras conhecidas terem sido escritas inicialmente em árabe e catalão.

Além de ser o primeiro autor que utilizou uma língua neolatina para expressar conhecimentos filosóficos, científicos e técnicos e de se destacar por uma aguda percepção que o permitiu antecipar muitos conceitos e descobrimentos, foi o criador do catalão literário, com um elevado domínio da língua e seu primeiro novelista.

De família cristã, Lúlio conviveu com muçulmanos e judeus em sua ilha de origem. Lúlio converteu-se definitivamente ao cristianismo em 1263, no ano da famosa Disputa de Barcelona, entre um teólogo judeu, o mestre Mosé ben Nahman de Girona, e um judeu convertido, Pau Crestià. Nessa Disputa, foi utilizado o procedimento de partir das argumentações do livro revelado do opositor. A partir dessa época, os apologetas cristãos passaram a estudar em profundidade os textos islâmicos e judeus.

Mas Lúlio seguiu uma outra vertente. Em seu diálogo interreligioso, motivado pela tentativa missionária de conversão do “infiel”, preferia partir do que chamava de “razões necessárias”. É o que desenvolve, por exemplo, em O Livro do Gentio e dos Três Sábios (1274-1276).
Futuramente, criará uma forma de argumentação baseada na automatização do pensamento, na chamada Grande Arte, utilizando um procedimento baseado na Zairja.

Conhecido em seu tempo pelos apelidos de Arabicus Christianus (árabe cristiano), Doctor Inspiratus (Doutor Inspirado) ou Doctor Illuminatus (Doutor Iluminado), Llull é uma das figuras mais fascinantes e avançadas dos campos espiritual, teológico, literário da Idade Média. Em alguns de seus trabalhos propôs métodos de escolha, que foram redescobertos séculos mais tarde por Condorcet (século XVIII).

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

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