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Santoral Franciscano: 06 de outubro – Santa Maria Francisca das Chagas (1715-1791)

Virgem da Terceira Ordem (1715-1791). Canonizada no dia 29 de junho de 1867 por Pio IX.

Ana Maria nasceu no dia da Anunciação, 25 de março de 1715, em Nápoles, filha de Francisco Gallo e de Bárbara Basini, ambos de condição modesta. Aos quatro anos pediu à mãe que a levasse à igreja para participar do Santo Sacrifício da Missa. Obteve também, nessa idade, o privilégio de poder confessar-se, embora tivesse que esperar até os sete anos para fazer a Primeira Comunhão. Depois disso, sua surpreendente maturidade levou o confessor a permitir-lhe comungar diariamente, privilégio muito raro na época.

Quando chegou à adolescência, o pai colocou-a em sua pequena fábrica, onde já trabalhavam sua mãe e suas irmãs. Ana Maria soube conciliar o trabalho com a vida de piedade.

Quando completou 16 anos, seu pai quis casá-la com um rico cavalheiro, que lhe pedira a mão. Mas ela recusou-se, dizendo-lhe: “Meu pai, não posso fazer a sua vontade, porque estou resolvida a deixar o mundo e a tomar o hábito religioso na Ordem Terceira de São Francisco, para o que desde já lhe peço autorização”.

Essa determinação foi um rude golpe para o avarento pai, que julgava tal união ocasião de melhora da situação econômica da família. Por isso empregou todos os meios para convencer a filha a ceder, inclusive agressão física. Trancou-a depois, por vários dias, em um quarto da casa, não lhe fornecendo senão pão e água para alimentar-se. Finalmente, a intervenção de um religioso muito respeitável levou Francisco a conceder a autorização pedida.

Ana Maria foi admitida na Ordem Terceira de São Francisco, na reforma de São Pedro de Alcântara, em 1731, escolhendo os nomes de “Maria”, por devoção a Nossa Senhora, “Francisca”, por devoção a São Francisco, e “das Cinco Chagas”, por devoção à sagrada Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tendo sua mãe falecido, o pai, desejoso de casar-se novamente, quis pôr sobre seus ombros o sustento e o cuidado da família, que constava então de quatro pessoas para alimentar e vestir. Com dificuldade, a santa livrou-se desse encargo, alegando sua má saúde. No entanto, o avarento pai passou a cobrar-lhe o aluguel do pequeno cômodo que ocupava na casa, sendo ela obrigada a recorrer a seus benfeitores para pagá-lo e assim atender a sua família.

Êxtases e profecias eram-lhe familiares. Vivia já das coisas sobrenaturais, incompreendida, perseguida, tratada como visionária foi submetida a exames por parte das autoridades eclesiásticas. Em 7 anos de duro martírio suportou tudo com inalterada mansidão.

Em 1763, Santa Maria Francisca conheceu, por revelação divina, que o reino de Nápoles seria desolado por uma grande fome seguida por terrível epidemia. Ela mesma foi atingida pela enfermidade chegando às portas da morte, tendo recebido os últimos Sacramentos.

Assistida por muitos religiosos fiéis, fortalecida pela Eucaristia, morreu serenamente no seu quarto no dia 6 de outubro de 1791, aos 76 anos. Seu corpo foi sepultado na igreja de Santa Lucia do Monte, onde é venerada ao lado do túmulo de São João José da Cruz.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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Homilia Dominical – 23º Domingo do Tempo Comum – 06 Setembro

Aos Surdos faz ouvir e aos mudos falar

Mc 7,31-37

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A palavra distingue o ser humano dos animais. O homem nem sempre é o que fala, mas sempre se torna aquilo (ou aquele) que ouve. O homem é a palavra à qual dá atenção e presta ouvidos. O ser humano é, primeiro, ouvidos, e, só depois, língua. Deus é palavra, comunicação, dom de Si. À medida que O ouve, o ser humano torna-se capaz de responder-lhe. Entra em diálogo com Ele e se torna Seu parceiro. Unido a Ele, torna-se semelhante a Ele.

Anúncio do Evangelho (Mc 7,31-37)

O Senhor esteja convosco.

Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole.

32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão.33Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!”

35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade.

36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam.

37Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

A religião judaica e a religião cristã são, em parte, religiões de livro. Mas não só um fetichismo da letra. Amam o livro, mas não o adoram. São religiosos – isso sim – da palavra e da escuta, isto é, da comunhão com Aquele que fala (cf. Hb 1,1; 1Jo 1,1ss.). Por isso, ser surdo-mudo é o pior dos males. “Falar alguma coisa” (v.32) já é alguma coisa, mas é muito pouco para quem é definido como “palavra”, comunicação, diálogo.

O diálogo do surdo-mudo é o penúltimo da primeira parte do evangelho de Marcos. O último será a cura de um cego, o de Betsaida (cf. Mc. 8, 22-26). É  preciso, primeiro, ouvir a palavra, só depois vem a iluminação da fé. Quem continua surdo não pode “ver”; só o coração pode “ouvir a verdade” daquilo que se vê (Fausti).

Esse milagre mostra tudo o que o Senhor quer realizar em cada ouvinte da Palavra.  Somos todos ouvintes seletivos de sua Palavra.  Como criaturas, damos só o que recebemos e dizemos só o que ouvimos.  Jesus é o médico – o otorrinolaringologista! – que nos devolve a capacidade de ouvi-lo e de dialogar com Ele. Jesus assim realiza o desejo de Deus e o sonho da humanidade, uma sociedade sem marginalizados.

Na celebração do batismo, essa cura corresponde ao exorcismo que conclui a liturgia da palavra e precede a liturgia sacramental. Inclui uma oração (o Ritual oferece duas opções)  a possibilidade do ministro soprar sobre o rosto do batizado e a unção do peito (o centro do sistema cardiorrespiratório), acompanhada de uma imposição das mãos. O exorcismo exprime a difícil luta que a graça precisa enfrentar para nos libertar dos maus espíritos que habitam nosso coração.

O milagre do surdo-mudo ilustra nossa trajetória de fé: Jesus separa-nos da multidão (a fé é um passo absolutamente pessoal e intransferível); Jesus toca-nos com suas mãos (para expressar sua solidariedade e transmitirmos seus poderes e Suas capacidades); Jesus toca nossos ouvidos pois somos aquilo (aquele) que ouvimos (somos ouvintes de Jesus); Jesus toca nossa língua com a saliva (a saliva é uma concreção do sopro, símbolo do Espírito); Jesus intercede ao Pai da Palavra, geme, grita, ordena (salvar/curar é muito mais difícil que criar) cada um é chamado, por isso, a percorrer o caminho do povo de Israel, o  caminho do surdo-mudo…para que Jesus possa passar por sua vida “como benfeitor” (cf. At 10,38); fazendo “os surdos ouvir e os mudos falar” (cf. 7,37).


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Santoral Franciscano: 01 de setembro – Bem-Aventurado João Francisco Burté (1740-1792)

Sacerdote e mártir da Primeira Ordem (1740-1792). Beatificado por Pio XI no dia 27 de outubro de 1926.

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João Francisco Burté nasceu no dia 21 de junho de 1740 em Rambervillers, Lorena, filho de João Batista e Ana Maria Colot. Aos 16 anos, solicitou ingresso entre os Irmãos Menores Conventuais do convento de Nancy. Ele iniciou o noviciado em 24 de maio de 1757, e depois de um ano totalmente dedicado ao Senhor, ele professou. No mesmo convento continuou seus estudos. Havia ali numerosos religiosos preparados em diversas disciplinas. Quando em Nancy foi instituída a Faculdade de Teologia, bom número dos Frades Menores Conventuais foram chamados para ensinar. João Francisco, que havia se distinguido pelo aproveitamento nos estudos, com apenas quatro anos de sacerdócio foi chamado para ensinar teologia, primeiro no convento, e logo na faculdade diocesana, depois de um brilhante exame.

Em 1775, ele foi nomeado guardião do convento. Depois de três anos, ele foi responsável por representar sua Província religiosa em Paris. Ele foi escolhido como um pregador do rei, porque todos o consideravam um religioso doutor, piedoso, eloquente e modesto. Por sua destacada cultura, o recomendaram ao trabalho de Bibliotecário no grande convento em Paris, onde foi nomeado guardião de mais de 60 religiosos.

Em 1789 veio o desastre da Revolução Francesa. Em 1790 foram suprimidas as ordens religiosas, e os edifícios da Igreja foram declarados de propriedade do Estado. O que se viu em seguida na França foi a luta aberta à oposição, à dispersão e ao assassinato. João Francisco e seus religiosos manifestaram sua adesão à fé, rechaçando o juramento da lei emanada do Estado contra a Igreja.

Em 12 de agosto de 1792, o bem-aventurado João Francisco, juntamente com seus religiosos foi preso, levado para o convento dos Carmelitas, transformado em cárcere. Ali foi interrogado, investigado, assim como os bispos e outros sacerdotes. Frei João se mostrou, nestas situações terríveis, sempre como um autêntico sacerdote, franciscano genuíno, rico em zelo e caridade, sobretudo com os sacerdotes perseguidos. A Igreja do Carmo estava repleta de presos, mas não se ouvia um só lamento, a Missa estava proibida e os detentos se uniam em constante oração diante do altar-mor. Entre os presos também havia três bispos. Eles prepararam um grande massacre. A guilhotina parecia demasiada lenta para cortar 500 ou 600 cabeças por dia…

Era domingo, 2 de setembro de 1792. Duas dezenas de homens armados com lanças, espadas, machados e armas de fogo atacaram João e os 180 sacerdotes prisioneiros. Eles foram barbaramente assassinados. As vítimas serenamente rezavam ou realizavam atos de heroísmo. E assim a vida do bem-aventurado João Francisco foi heroicamente imolada por sua profissão de fé. No momento do martírio tinha 52 anos.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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Santoral Franciscano: 25 de agosto- São Luís de França IX (1215-1270)

Rei da França. Protetor da Ordem Terceira (1215-1270). Canonizado por Bonifácio VIII no dia 11 de agosto de 1297.

São Luís de França IX

Luís IX, rei da França nasceu aos 25 de abril de 1215. Foi educado rigidamente por sua mãe Branca de Castela e por ela encaminhado à santidade. Começou a ser rei da França em 1226. Casado com Margarida de Provença, ele impôs-se por toda vida exercício diário de piedade e penitência em meio de uma corte elegante e pomposa. Viveu na corte como o mais rígido monastério e tomou a todo o país como campo de sua inesgotável caridade. Quando o qualificavam de demasiado liberal com os pobres, respondia: “prefiro que meus gastos excessivos estejam constituídos por luminoso amor de Deus, e não por luxos para a vã glória do mundo”.

Sensível e justo, concedia audiência a todos debaixo do célebre bosque de Vincennes. Admirava-lhes sua serena justiça, objetiva supremo de seu reinado. A seu primogênito e herdeiro lhe disse uma vez: “preferiria que um escocês viesse da Escócia e governasse o reino bem e com lealdade, e não que tu meu filho, o governasse mal”. Toda sua vida sonhou em poder liberar a Terra Santa das mãos dos turcos. Por uma primeira cruzada promovida por ele terminou em fracasso. O exército cristão foi derrotado e dizimado pela peste. O rei caiu prisioneiro, precisamente a prisão de Luís IX foi o único resultado da expedição. As virtudes do rei impressionaram profundamente os muçulmanos, que o apontaram “o sultão justo”.

Em uma segunda expedição ao oriente, ele mesmo morreu de tifo em 1270. Antes de expirar mandou dizer ao Sultão de Túnez: “Estou resoluto a passar toda minha vida de prisioneiro dos sarracenos sem voltar a ver a luz, contanto que tu e teu povo possais fazer-se cristãos”.

Os terceiros franciscanos festejam neste dia 25 de agosto a seu patrono, São Luís, rei da França, ilustre coirmão na terceira Ordem da penitência. Foi sua mãe Branca de Castela que o encaminhou à santidade. Foi um terceiro franciscano que teve de Deus o encargo de exercitar a caridade em terras da França. Na história da França se recorda como um soberano sapientíssimo e também enérgico. O vemos praticar todas as obras de misericórdia convencional, traduz sua fé em ação e buscou no solo viver, e também governar segundo os preceitos da religião. São Luís IX, rei da França, morreu em 25 de agosto com a idade de 55 anos.

Os cruzados voltaram para a França trazendo o corpo do rei Luís IX, que já tinha fama e odor de santidade. O seu túmulo tornou-se um local de intensa peregrinação, onde vários milagres foram observados. Assim, em 1297 o papa Bonifácio VIII declarou santo Luís IX, rei da França, mantendo o culto já existente no dia de sua morte.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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Santoral Franciscano: 20 de agosto – Bem-Aventurado Francisco Galvez (1576-1623)

Sacerdote e mártir no Japão, da Primeira Ordem (1576-1623). Beatificado por Pio IX no dia 7 de julho de 1867.

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Francisco Galvez, mártir no Japão, nasceu em Utiel, não muito longe de Valência, Espanha, filho de Tomás e Mariana Pellicer, em 1576. Após a graduação em filosofia e teologia e a ordenação diaconal, ele tomou o hábito franciscano no convento de São João Batista de Ribera.

Em 1612, depois de três anos nas Filipinas, chegou como missionário no Japão, mas foi expulso em 1614, no início da grande perseguição. Então, refugiou-se em Manilla, nas Filipinas, onde compôs e publicou as obras “Flos Sanctorum” em três volumes, contendo as vidas dos Santos, traduzidas para o japonês. “A explicação da doutrina cristã” e outros opúsculos.

Dois anos mais tarde, tingindo seu corpo para parecer um marinheiro negro, pôde novamente desembarcar no Japão e retomar com zelo a evangelização. Enquanto isso, procurava não ter residência fixa para fugir dos seus perseguidores. Mas foi traído por um renegado cristão e foi preso na cidade de Yedo.

Com ele estavam 50 confessores da fé, condenados a serem queimados vivos em uma colina perto da cidade. Em 4 de dezembro, os executores conduziram amarrados os religiosos pelas ruas da cidade até o local da execução. Ao longo do caminho, o bem-aventurado Galvez e o bem-aventurado Gerônimo dos Anjos pregaram a fé a muitos cristãos e pagãos que os rodeavam.

Um incidente memorável levou à comoção o povo na praça. No momento da execução, se apresentou na praça um senhor, seguido de numerosos servos: os juízes, crendo se tratar de um portador da mensagem imperial, pediram para o povo dar passagem a ele. Ele desceu do cavalo e, dirigindo-se ao chefe de justiça, perguntou por que aqueles homens estavam sendo cruelmente executados. A resposta foi simples: por serem cristãos. O senhor, disse, então: “Eu também sou cristão como eles, e peço para me associar ao grupo”. Os juízes consultaram o Imperador e o intrépido herói foi associado aos santos mártires. Trezentos cristãos comovidos por aquele heroico exemplo correram para ajoelhar-se perante os juízes e proclamar a sua fé, implorando a graça do martírio. Foram retirados à força. O santos mártires mostraram heroísmo no meio das chamas, enquanto seus olhos se voltaram para o céu e não cessaram de falar com a multidão e glorificar a Deus.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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Santoral Franciscano – 19 de agosto – São Luís de Anjou (1274-1297)

Bispo da Primeira Ordem (1274-1297). Canonizado por João XXII no dia 7 de abril de 1317.

São Luís de Anjou

Ludovico de Anjou, embora de descendência francesa, nasceu na Itália, provavelmente na Sardenha, em 1274. Era o mais velho entre os quatorze irmãos. Sua mãe era Maria, sobrinha de santa Isabel da Hungria e irmã de três príncipes que também chegaram a ser reis e santos: Estêvão, Ladislau e Henrique. Seu pai era Carlos II de Anjou, rei de Nápoles, Sicília, Jerusalém e Hungria, e filho do papa Inocêncio II. Ludovico também era sobrinho-neto de são Luiz IX, rei da França.

Em 1284, começou a crise da Casa Real de Anjou, na Itália meridional. O pai de Ludovico tornou-se prisioneiro dos reis de Aragão da Espanha, e sua liberdade foi concedida, depois de três anos, mediante troca de reféns. O rei espanhol Afonso III exigiu que esses fossem os três sucessores diretos do rei Carlos II: Ludovico, Roberto e Raimundo.

Eles foram muito maltratados e Ludovico em especial, pois era o mais velho e tinha treze anos de idade. Tratado com aspereza e crueldade, pagando pelo rancor que o rei de Aragão nutria pela política do papa e do rei de Anjou. Motivo que o levou a quebrar todos os acordos firmados antes da troca dos reféns. O cativeiro dos príncipes durou sete anos.

Ludovico aceitou a longa prisão com abnegação e paciência. Mas já estava acostumado com a vida de penitência. Desde pequeno, ele não dormia na sua cama real, preferindo o chão duro e frio. Assim, aquele período no cárcere só cristalizou a santidade do jovem príncipe. Era tratado cruelmente e deixado junto com os leprosos, os quais cuidava com zelo e carinho. Não temia o contágio, que seria motivo de felicidade, pois poderia sofrer um pouco e imitar o sofrimento de Cristo.

Esse seu período de cativeiro foi acompanhado pelos frades da Ordem de São Francisco, principalmente pelo frei Jacques Deuze, depois eleito papa. Foi ele que presenciou e registrou as curas prodigiosas feitas por intercessão de Ludovico. Também acompanhou o jovem príncipe quando ele adoeceu gravemente, testemunhando a sua milagrosa cura e a decisão de tornar-se um simples frade franciscano.

Finalmente, a paz voltou entre as famílias reais de Aragão e Anjou. Em janeiro de 1296, os três príncipes foram libertados Assim que chegaram a Nápoles, Ludovico renunciou ao trono real em favor do seu irmão Roberto.

Ingressou na vida religiosa no Convento de Ara Coeli, dos franciscanos, em Roma. Em maio do mesmo ano, voltou para Nápoles, onde recebeu as sagradas ordens. Mas foi chamado pelo papa Celestino V, que o queria bispo da diocese de Toulouse, na França, que estava vaga. Ludovico, devendo obediência, aceitou.

Porém, sendo um frade franciscano, dispensou a luxuosa residência episcopal, preferindo a pobreza dos conventos da irmandade. Todavia, muito enfraquecido, pegou tuberculose. Apesar disso, foi a Roma assistir à canonização de Luiz IX, rei da França, seu tio-avô. A fadiga da viagem agravou a doença e ele acabou morrendo, no dia 19 de agosto de 1297, aos vinte e três anos de idade.

O bispo Ludovico de Toulouse foi proclamado santo em 1317 pelo papa João XXII, frei Jacques Douze, que presenciou sua penitência e suas curas milagrosas durante o cativeiro. As famílias da realeza de Anjou e de Aragão, unidas, presenciaram a cerimônia.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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Santoral Franciscano: 17 de agosto – Santa Beatriz da Silva (1424-1490)

Virgem religiosa da Segunda Ordem (1424-1490). Fundadora das Monjas Concepcionistas Franciscanas, canonizada por Paulo VI no dia 3 de outubro de 1976.

Santa Beatriz da Silva

Dona Beatriz da Silva nasceu na vila de Campo Maior, em Portugal, por volta de 1437. Ela foi da linhagem dos reis de Portugal, filha de Rui Gomes da Silva, alcaide-mor de Campo Maior, e de sua mulher dona Isabel de Meneses, filha natural de dom Pedro de Meneses, 1.º conde de Vila Real e 2.º conde de Viana do Alentejo. Teve pelo menos doze irmãos: Pedro Gomes da Silva (alcaide-mor de Campo Maior); Fernando da Silva de Meneses (alcaide-mor de Alter do Chão), dom Diogo da Silva de Meneses (aio do rei dom Manuel de Portugal, que o fez 1.º conde de Portalegre e senhor de Gouveia), Afonso Teles (alcaide-mor de Campo Maior), João de Meneses (chamado frei Amadeu Hispano ou Beato Amadeu, secretário e confessor do papa Sisto IV, e fundador da Congregação dos Amadeítas, da Ordem de São Francisco), Aires da Silva (cavaleiro em Ceuta, falecido com fama de santo de e mártir), dona Branca da Silva (donzela da corte régia), dona Guiomar de Meneses, dona Maria de Meneses (donzela da rainha dona Isabel, mulher do rei dom Afonso V de Portugal), dona Mécia de Meneses (donzela da infanta dona Joana, mulher do rei dom Henrique IV de Castela), dona Leonor de Meneses (donzela de Santa Joana Princesa) e dona Catarina de Meneses.

Ainda pequena, dona Beatriz da Silva partiu para a corte régia de Castela, em 1447, como donzela da rainha Isabel, segunda mulher do rei João II de Castela. A presença de dona Beatriz na corte não passou despercebida. Sua formosura cativante encantou a todos. A rainha, dominada por uma mistura de ciúme e inveja, fechou dona Beatriz em um cofre, mas uma invisível proteção da Virgem Maria a salvou. Após este triste episódio deixa Tordesilhas, onde a corte régia então estava instalada, e vai para Toledo, onde se recolheu no Mosteiro de São Domingos, o Real, de monjas dominicanas. Por devoção, decidiu manter sempre seu rosto coberto com um véu branco, de forma que, enquanto viveu, nenhum homem e nenhuma mulher viu seu rosto. Permanece neste mosteiro por cerca de 30 anos.

Em 1484, a rainha dona Isabel, a católica, doa-lhe os Palácios de Galiana onde existia uma Igreja antiga que tinha o nome de Santa Fé. Dona Beatriz, passada a esta casa, começou a adaptá-la para a forma de mosteiro. Levou consigo dona Filipa da Silva, sua sobrinha e outras onze mulheres, todas de hábito religioso e honesto embora não pertencessem a Ordem alguma. E, uma vez instalada na nova casa, querendo dar fim à sua determinação, estabeleceu a maneira de viver que queria e enviou-a a Roma, numa súplica conjunta com a rainha. Foi tudo aprovado e outorgado pelo Papa Inocêncio VIII pela bula “Inter Universa” em 1489. O Mosteiro já estava fundado e tudo já fora preparado para entregar o hábito a ela e às monjas que ela havia instruído, quando Nosso Senhor quis chamá-la. Morreu no ano de 1492. Na hora de sua morte, foram vistas duas coisas maravilhosas. Uma foi que, quando lhe levantaram o véu para administrar-lhe a unção foi tal o esplendor de seu rosto que todos ficaram admirados. A segunda, foi que em sua fronte viram uma estrela, que lá ficou até que ela expirou, e que emitia uma luz e um esplendor igual à luz quando mais brilha. Faleceu com fama de santidade.

Em 1511 o Papa Júlio II atribui à ordem nascente Regra Própria.

Dona Beatriz foi beatificada pelo Papa Pio XI em 26 de julho de 1926 e solenemente canonizada em 03 de outubro de 1976 pelo Papa Paulo VI. Sua Festa é celebrada no dia 17 de agosto.

Santa Beatriz da Silva se destacou por sua fé inquebrantável, por sua pureza, que lhe permitiu ser Lírio Alvíssimo escondida no coração de Jesus no Canteiro da Imaculada, por sua paciência alicerçada na esperança, por sua caridade, por sua simplicidade, pobreza, humildade, generosidade em oferecer um perdão sincero, enfim, adornada de todas as virtudes indica-nos o caminho mais curto, fácil e seguro para chegar a Cristo: Maria.

Nota: A expressão “Dona Beatriz da Silva” é um título usado na época, por ser ela descendente de reis e de condes. Era o costume da época. “Dona” não era qualquer mulher, como hoje nós chamamos a qualquer senhora. “Dona” eram apenas algumas de entre as mulheres nobres. As que possuiam esse título possuíam desde o batismo e jamais deixavam de o usar fazia parte do seu nome.


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Santoral Franciscano: 15 de agosto – Bem-Aventurado Claúdio Granzotto (1900-1947)

Religioso da Primeira Ordem (1900-1947). Beatificado por João Paulo II no dia 18 de setembro de 1994.

Bem-aventurao Claudio Granzotto

Claudio Granzotto (Ricardo no batismo) nasceu em S. Lucia di Piave (Treviso) em 23 de agosto de 1900, filho de Antônio Granzotto e Joana Scotta. Até 17 anos era um pedreiro, em seguida, durante três anos, foi militar, depois, por 7 anos, estudante na Academia de Belas Artes de Veneza, onde se especializou em escultura. Desde 1939, ao se tornar um franciscano, viveu nos conventos do Veneto. Ele morreu de um tumor cerebral na manhã da Assunção de 1947, no hospital de Pádua. Seu corpo repousa em Chiampo (Vicenza), ao lado da Gruta da Imaculada construída por ele.

Quando brilhava em sua mente uma ideia elevada, nunca a deixava, agarrava-a e já a transformava em mármore. Aos 22 anos, levado por um instinto profundo, teve a coragem de se aprofundar na arte. Abandonou seus instrumentos de pedreiro e se matriculou na Academia de Belas Artes de Veneza, deixando de lado qualquer inclinação juvenil. Dedicou-se ao estudo durante sete anos até que em 1929 recebeu o diploma de escultor com qualificação máxima. Tornou-se um escultor conhecido e ganhou muitos prêmios, ajudando com seus ganhos os mais necessitados.

Da mesma forma se comprometeu no campo da fé. A Ação Católica foi o primeiro terreno fértil: o incentivou várias iniciativas, como a comunhão frequente, a leitura de bons jornais, adoração noturna, várias formas de penitência, dormindo em terra e, finalmente, o voto privado de castidade.

Assim, arte e virtude, ótimas irmãs, empreenderam juntas o caminho para realizar uma obra-prima. Aos 33 anos, em pleno vigor físico, gozando de fama, dinheiro, fortuna e amor terreno, tomou uma decisão: ingressou no convento de São Francisco do Deserto (Veneza). E ele se tornou um artista diáfano e um religioso de sua vocação.

A arte sagrada se tornou para ele um meio de ação com todo o valor religioso de um apostolado espiritual. Construiu quatro Grutas de Lourdes, altares belos, anjos em adoração, santos em êxtase.

Como um frade, de acordo com seu espírito corajoso de humildade, renunciou ao acesso proposto para o sacerdócio. Ele escolheu os ofícios humildes e escondidos, exercitou-se em fervorosas orações e penitências, dando especial atenção aos pobres e necessitados, especialmente durante a guerra. Passou para a eternidade na aurora da Festa da Assunção de 1947.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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GARIMPANDO ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE FRANCISCO DE ASSIS

Sem dúvida, São Francisco, é o Santo que mais ocupa o mundo dos ensaios, artigos, textos e teses. É o Santo presente nas artes plásticas e em debates de diversos setores de assuntos religiosos ou não. Conhecido dentro e fora do cristianismo tem o respeito e a admiração de protestantes, anglicanos, ortodoxos. Atravessa a fronteira do ocidente e é conhecido na Índia, China e Japão. Um pastor calvinista, professor em Strasburgo, o grande Paul Sabatier, o trouxe para o mundo das Fontes Franciscanas com um sério estudo histórico-crítico de seus Escritos e Biografias. Personalidades conhecidas da política e dos espaços acadêmicos se referiram a ele, como por exemplo Lênin e Renan.

Francisco é seguido por muitos discípulos e discípulas nas suas Três Ordens, das Terceiras Ordens Regulares, das muitas famílias religiosas e leigas que brotaram da sua inspiração e Regra de Vida. Irrompeu desde os Concílios de Latrão em 1216, como seu espírito estava presente em tantas  propostas, mesmo a partir  do Vaticano II que gritou pelo retorno às Fontes, quando  Francisco já era uma Fonte consolidada. Sua cidade, Assis, atrai peregrinos de todas as partes do mundo. Buscar Francisco é entrar no modo de ser de Jesus Cristo. Um Santo de ontem, de hoje e do futuro. Os jesuítas Lippert, Von Galli  e Van Doornik o consideram um profeta de nosso tempo. O fato é que este Poverello de Assis abre trilhas de seguimento natural de Cristo. Um Santo com jeito ecumênico, interdisciplinar, holístico e inter-religioso, da unicidade e da reconciliação, da paz e da sonhada fraternidade universal.

“A santidade de um só superava a multidão dos imperfeitos”

“Mas Francisco era consolado abundantemente pelas visitas de Deus, que lhe davam segurança de que as bases de sua Ordem haveriam de permanecer firmes. Recebeu até a promessa de que os escolhidos haveriam de substituir sempre, garantidamente, os que fossem indo embora. Numa ocasião em que estava sofrendo por causa dos maus exemplos e se apresentou perturbado na oração, recebeu do Senhor esta interpelação:” Por que te perturbas, homenzinho? Será que eu te coloquei como pastor da minha Ordem para desconheceres que o patrono principal sou eu? Foi para isto que eu te escolhi, homem simples, a fim de que siga quem quiser as obras que eu fizer em ti e que devem ser imitadas por todos os demais.  Eu chamei, guardarei e apascentarei. Para reparar a queda de uns colocarei outros, de maneira que, se não vierem ao mundo, eu mesmo os farei nascer. Por isso, não te perturbes, mas cuida da tua salvação porque, mesmo que a Ordem ficasse reduzida a três frades, permanecerá sempre firme pela minha proteção”. A partir daí, dizia que a santidade de um só superava a multidão dos imperfeitos, porque são inumeráveis as trevas que se dissipam com um só raio de luz” (2Cel 158)

Tudo foi colorido e florido na vida de Francisco? Não! É só conferirmos 2Cel 157 e  sentiremos suas crises sobre si mesmo, crises ao ver o mau exemplo dos que o seguiam: “Dizia que os bons frades são confundidos pelas ações dos maus frades e, mesmo não tendo pecado, são postos em julgamento pelo exemplo dos perversos. Por isso estão atravessando com uma cruel espada, que enterraram o dia inteiro em meu coração.”

Afastava-se às vezes dos frades “para não ter sua dor renovada por ouvir alguma coisa má contada a respeito de alguns deles” ( 2 Cel 157). E dizia: “Tempo virá em que esta Ordem, amada por Deus, vai ser difamada pelos maus exemplos, a ponto de ficarem envergonhados de sair em público. Mas os que entrarem na Ordem neste tempo serão trazidos unicamente pela ação do Espírito Santo, não terão mancha alguma da carne e do sangue, e serão verdadeiramente abençoados por Deus. Em seu meio, não haverá grandes ações meritórias, pelo resfriamento da caridade, que faz com que os santos ajam com fervor, mas terão provações imensas, e os que forem aprovados nesse tempo serão melhores que seus predecessores” (idem).

Podemos pesquisar muitos autores e o grande apreço que se tem por São Francisco de Assis. Embora cada um tenha o seu ponto de vista, todos convergem para uma mesma verdade: Francisco irradia Cristo, mostra de um modo transparente o Espírito do Senhor e o seu santo modo de operar, o Evangelho vivido a partir de virtudes evangélicas encarnadas, a identificação com a Senhora Dama Pobreza,  a nítida humildade, a vivência indiscutível do amor fraterno, a pequenez, a simplicidade, a filiação divina, a liberdade de espírito, a disponibilidade, o espírito cortês-cavaleiresco, a nobreza de alma, a alegria, a liberdade e a responsabilidade, a grande presença e compreensão de estar entre os pobres e os pequenos, os acenos de uma nascente compreensão de gênero no modo de chamar tudo e todos de irmãos e irmãs, seu modo de tratar as mulheres, os pecadores, as plantas, os animais, os vermes da estrada e a verdade contida nos sinais e símbolos. Francisco é um grande ser humano e santo que nos provoca, interpela, vai fundo no pisar o chão da existência, um ser medieval e global. Um santo de ontem, de hoje e do nosso futuro.

Podemos consultar as Fontes Franciscanas e Clarianas, os Escritos de São Francisco, as Legendas, as Biografias Hagiográficas, o que ele disse, o que disseram sobre ele, a opinião de seus companheiros, há a prova de tudo o que falamos acima, e nos remete a conhecer seu espírito, sua vida, seu jeito, seu tempo, seu modo de compreender e resgatar a eclesiologia da época, de ser um sinal para o mundo de então, e para os tempos de agora.

Francisco de Assis é uma fonte inesgotável de palavras e interpretações, porque tem o manancial dos segredos do Evangelho. Um humano santo que soube escutar, ler e praticar uma inspiração divina e fazer dela uma honesta e profunda convicção e uma prática saudável e eficaz. Nele a Palavra de Deus, especificamente do Evangelho, se funde com sua escolha e vida.

Para Francisco Jesus Cristo não é um ser histórico descrito em letras, mas a mais eloquente encarnação de Deus na terra dos humanos. Ele não se apegou literalmente a trechos do Evangelho, assim como fizeram os valdenses, cátaros e “umiliati”. Não é um inovador fanático que repete versículos apenas por repetir e moralizar. Não representa o poder que exalam  alguns pregadores  de se apegarem  a esta ou aquela palavra do texto evangélico e se descuidam da vivência.

Ele é a maior prova de que assumir o Espírito  vivifica, como dizem João e Paulo; mas a letra mata. Francisco não morre nas palavras, mas funde-se nelas para espiritualizar-se primeiro antes de falar.

Fonte: Blog Carisma Franciscano – Frei Vitório Mazzuco Filho, OFM
É natural de Campo Limpo Paulista, São Paulo. Nasceu no dia 28 de abril de 1953 e ingressou na Ordem dos Frades Menores no dia 20 de janeiro de 1973. Fez a profissão solene no dia 2 de agosto de 1977 e foi ordenado sacerdote no dia 7 de julho de 1979. Estudou Filosofia e Teologia de 1974-1979 no Instituto Teológico Franciscano, Petrópolis. Fez Mestrado em Teologia com especialização em Teologia Espiritual Pontificium Athenaeum Antonianum, Roma, Itália.

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Santoral Franciscano: 14 de agosto – São Maximiliano Maria Kolbe (1894-1941)

MaximilianoMariaKolbemedalha da imaculada

 

Religioso da Primeira Ordem (1894-1941), canonizado dia 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI.

Raymond Kolbe, filho de Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, nasceu aos 8 de janeiro de 1894, em Zdunska Wola, perto de Lódz, na Polônia. Sua família era pobre, de humildes operários, mas muito rica de religiosidade. Ingressou no Seminário franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais aos treze anos de idade, logo demonstrando sua verdadeira vocação religiosa.

Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado ‘Milícia da Imaculada’. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia.

Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte, sendo que um, desesperadamente, caiu em prantos:

“Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: “Sou um Padre Católico”.

Os 10 prisioneiros, despidos, foram empurrados numa pequena, úmida e totalmente escura cela dos subterrâneos, para morrer de fome. Durante 10 dias Frei Maximiliano conduziu os outros prisioneiros com cânticos e orações, e os consolou um a um na hora da morte. Após esses dias, como ainda estava vivo, recebeu uma injeção letal. Era o dia 14 de agosto de 1941.

O corpo de Maximiliano Kolbe foi cremado e suas cinzas atiradas ao vento. Numa carta, quase prevendo seu fim, escrevera: “Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”.

Ao final da Guerra, começou um movimento pela beatificação do Frei Maximiliano Maria Kolbe, que ocorreu em 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI. Em 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores do campo de concentração, São Maximiliano foi canonizado pelo Papa João Paulo II, como mártir da caridade. Por seu intenso apostolado, é considerado o patrono da imprensa.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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