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Santoral Franciscano: 9 de julho – São Nicolau Pick (1543-1572)

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Santoral Franciscano: 9 de julho
São Nicolau Pick (1543-1572)

Sacerdote e mártir en Gorcum, da Primeira Ordem (1543-1572). Canonizado por Pio IX no dia 29 de junho de 1867.

As guerras religiosas do século XVI provocaram muitos mártires. Entre os 19 santos mártires que foram enforcados, a 9 de Julho de 1572, em Brielle, junto ao rio Mosa, na ilha de Voorne (Holanda do Sul), estava Nicolau Pick. Na maior parte, vinham da cidade vizinha de Gorcum.

Nicolau Pick nasceu em Gorcum no dia 29 de agosto de 1543 de família nobre, filho de João e Érica Calvia. Seu pai era apegadíssimo à fé católica e em várias circunstâncias se distinguiu por seu zelo contra os erros do calvinismo que invadia a Holanda. O futuro mártir foi enviado a estudar em um colégio em Bois-le-Duc. Apenas havia terminado os estudos pediu e foi aceito na Ordem dos Frades Menores, recebeu o hábito, fez o noviciado, professou e logo foi enviado à célebre universidade de Lovaina, para completar os estudos de Filosofia e Teologia, merecendo os mais altos elogios de seus professores, em especial do reitor, Padre Adan Sasbouth.

Em 1558, foi ordenado presbítero. De imediato se dedicou à pregação da mensagem evangélica, recorrendo às principais cidades da Holanda e Bélgica, combatendo em todas as partes as heresias, fortalecendo os fiéis na fé católica, reconduzindo a Deus uma verdadeira multidão de pecadores e à Igreja Católica muitos calvinistas. Por todos, era estimado e venerado como autêntico apóstolo de Cristo. Foi eleito guardião do Convento de Gorcum.

Em Junho de 1572, os calvinistas, adversários dos espanhóis, tomaram Gorcum, invadindo o convento dos franciscanos.

A 5 de julho, veio uma ordem do almirante supremo, Barão de Marck, de transferir os presos para Brielle. Lá desembarcaram às 7 horas, seminus, e foram objeto chacotas da população. Depois, jogaram e prenderam eles num calabouço subterrâneo, pouco iluminado, pouco ventilado e cheio de imundícies. Ouviam-se ministros protestantes falar de libertação possível, para quem renunciasse ao dogma da presença real na Sagrada Eucaristia.

Os religiosos persistiram com coragem na verdadeira fé, foram sujeitos a cruéis sofrimentos. Finalmente morreram enforcados, tendo seus corpos totalmente esquartejados. Foram 19 as vítimas: onze franciscanos, em particular o guardião do convento de Gorcum, Nicolau Pick, que não tinha ainda 38 anos. Foram beatificados em 1675 e canonizados em 1867.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 21 de junho – São Nicásio Jonson (1522-1572)

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SANTORAL FRANCISCANO:
21 de junho – São Nicásio Jonson (1522-1572)

Nicasio Jonson nasceu no castelo de Heeze em 1522. Seu pai, Adriano, era ilustre por sua honestidade de vida e, sobretudo, por sua inflexível fé. Nicasio foi enviado por ele uma vez terminados seus estudos e alcançada a idade, à célebre universidade de Lovaina, onde por seus rápidos progressos no estudo, obteve o bacharelado em Filosofia e Teologia.

Depois de ter meditado seriamente sobre suas possibilidades e uma vez formado, decidiu fazer-se religioso. Ingressou na Ordem dos Frades Menores, onde se distinguiu por sua piedade e mortificação. Consagrado sacerdote, se dedicou ao apostolado da evangelização e do ensino. Foi um pregador persuasivo e assíduo.

Sofreu o martírio em Gorcum quando tinha 50 anos de idade.

Os Mártires Gorcumienses (ou mártires de Gorcum) foram um grupo de dezenove religiosos católicos mortos em 1572 na cidade holandesa de Gorcum.

Em 1572, durante a guerra dos oitenta anos que os rebeldes holandeses mantinham contra a Espanha para realizar sua independência, a iconoclasia se estendia pelas dezessete Províncias dos Países Baixos; a luta entre luteranos e calvinistas mantinha o país em um estado de intransigência com a liberdade de culto religioso. Em abril de 1572, os mendigos do mar, corsários holandeses de confissão calvinista, tomaram Brielle, Flandres e outras cidades da zona, até então em poder da coroa espanhola. Em junho, Dordrecht e Gorcum caíram também em suas mãos.

Nesta última cidade prenderam vários religiosos: Nicolás Pieck, franciscano; Jerónimo de Weert, vigário; Teodoro de Eem, de Amersfoort; Nicasio Janssen, de Heeze; Willehald da Dinamarca; Godofredo de Melveren; Antônio de Weer; Antônio de Hoornaert; Francisco van Rooy; Padre Guillermo; Pedro de Assche; Cornelio de Wyk de Duurnstende; Fray Enrique; João de Oisterwljk, agustinho; Pontus van Huyter, administrador da comunidade.

A estes quinze se aderiram mais tarde outros quatro: João de Hoornaer, chamado João de Colônia, dominicano; Jacobo Lacops de Oudenaar, norbertino; Adriano Janssen de Hilvarenbeek e Andreas Wouters de Heynoord.

Após serem torturados na prisão de Gorcum entre 26 de junho e 6 de julho foram trasladados a Brielle. No dia seguinte, Guilherme II de la Marck, líder dos mendigos do mar, ordenou o interrogatório do grupo.

Foram instigados a abandonar a fé católica e a retirar sua obediência ao Papa, ao que eles se recusaram; só Pontus van Huyter e Andreas Wouters aceitaram, liberando-se assim da morte; Guilherme de Orange enviou uma carta em que pedia às autoridades competentes liberar os religiosos, mas a mesma chegou depois que tinham sido torturados e executados no dia 9 de julho de 1572.

Foram beatificados pelo papa Clemente X em 1673 e canonizados por Pio IX em 29 de junho de 1865. Sua festividade se celebra em 9 de julho, data da morte do grupo.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 20 de junho – São Willehad da Dinamarca (1482-1572)

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SANTORAL FRANCISCANO:
São Willehad da Dinamarca (1482-1572)

Sacerdote e mártir em Gorcum, da Primeira Ordem (1482-1572). Canonizado por Pio IX no dia 29 de junho de 1867.

Willehad da Dinamarca nasceu em 1482, tinha 90 anos quando sofreu o martírio, depois de ter fugido uma vez da perseguição dos luteranos na Dinamarca. Muito jovem se consagrou ao serviço do Senhor tomando o hábito e seguindo a Regra de São Francisco de Assis da Ordem dos Frades Menores.

No século XVI os Frades Menores da Dinamarca tinham 15 conventos e numerosos religiosos. O protestantismo se abateu como um raio sobre os católicos e em parte sobre o clero. Os franciscanos defenderam valentemente a fé católica, alguns deles sofreram perseguições e prisões, outros enfrentaram o martírio, outros foram expulsos brutalmente de seus conventos e tomaram o caminho do desterro, fixando-se na Noruega, Suécia, Finlândia, Lapônia e outras regiões nórdicas, onde exerceram um difícil ministério apostólico.

Willehad se refugiou na Holanda, onde Deus o preparava para um novo campo de batalha e reservava a palma do martírio. Foi acolhido no Convento de Gorcum, onde viveu uma vida de penitência e oração. Vivia a “pão e água” e só tinha como bem o breviário para rezar o ofício divino.

São Willehad era o mais antigo dos mártires de Gorcum.
Os Mártires Gorcumienses (ou mártires de Gorcum) foram um grupo de dezenove religiosos católicos mortos em 1572 na cidade holandesa de Gorcum.

Em 1572, durante a guerra dos oitenta anos que os rebeldes holandeses mantinham contra a Espanha para realizar sua independência, a iconoclasia se estendia pelas dezessete Províncias dos Países Baixos; a luta entre luteranos e calvinistas mantinha o país em um estado de intransigência com a liberdade de culto religioso. Em abril de 1572, os mendigos do mar, corsários holandeses de confissão calvinista, tomaram Brielle, Flandres e outras cidades da zona, até então em poder da coroa espanhola. Em junho, Dordrecht e Gorcum caíram também em suas mãos.

Nesta última cidade prenderam vários religiosos: Nicolás Pieck, franciscano; Jerónimo de Weert, vigário; Teodoro de Eem, de Amersfoort; Nicasio Janssen, de Heeze; Willehald da Dinamarca; Godofredo de Melveren; Antônio de Weer; Antônio de Hoornaert; Francisco van Rooy; Padre Guillermo; Pedro de Assche; Cornelio de Wyk de Duurnstende; Fray Enrique; João de Oisterwljk, agustinho; Pontus van Huyter, administrador da comunidade.

A estes quinze se aderiram mais tarde outros quatro: João de Hoornaer, chamado João de Colônia, dominicano; Jacobo Lacops de Oudenaar, norbertino; Adriano Janssen de Hilvarenbeek e Andreas Wouters de Heynoord.

Após serem torturados na prisão de Gorcum entre 26 de junho e 6 de julho foram trasladados a Brielle. No dia seguinte, Guilherme II de la Marck, líder dos mendigos do mar, ordenou o interrogatório do grupo.

Foram instigados a abandonar a fé católica e a retirar sua obediência ao Papa, ao que eles se recusaram; só Pontus van Huyter e Andreas Wouters aceitaram, liberando-se assim da morte; Guilherme de Orange enviou uma carta em que pedia às autoridades competentes liberar os religiosos, mas a mesma chegou depois que tinham sido torturados e executados no dia 9 de julho de 1572.

Foram beatificados pelo papa Clemente X em 1673 e canonizados por Pio IX em 29 de junho de 1865. Sua festividade se celebra em 9 de julho, data da morte do grupo.

Sua história foi reconhecida por Guillermo Hessels van Esten em sua “Historia Martyrum Gorcomiensium”, publicada en Douai en 1603.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 14 de junho – São Francisco de Bruxelas (1548-1572)

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Santoral Franciscano:
14 DE JUNHO: SÃO FRANCISCO DE BRUXELAS

Sacerdote e mártir de Gorcum, da Primeira Ordem (1548-1572).

Canonizado por Pio IX no dia 29 de junho de 1867.

Francisco Rhodes nasceu em 1548 em Bruxelas, capital da Bélgica. Muito jovem entrou para a Ordem dos Frades Menores. Depois do noviciado, e da profissão realizou seus estudos filosóficos, literários e teológicos e foi ordenado sacerdote depois de uma intensa preparação espiritual. Apenas ordenado Ministro do Senhor, associou-se ao seu confrade Santo Antônio Hoornaert para evangelizar a população rural. Havia muita esperança no futuro desses jovens, quando começou a perseguição calvinista em Gorcum. São Francisco Rhodes tinha apenas 24 anos quando sofreu o martírio junto com os seus confrades.

Os Mártires Gorcumienses (ou mártires de Gorcum) foram um grupo de dezenove religiosos católicos mortos em 1572 na cidade holandesa de Gorcum. Em 1572, durante a guerra dos oitenta anos que os rebeldes holandeses mantinham contra a Espanha para realizar sua independência, a iconoclasia se estendia pelas dezessete Províncias dos Países Baixos; a luta entre luteranos e calvinistas mantinha o país em um estado de intransigência com a liberdade de culto religioso.

Em abril de 1572, os mendigos do mar, corsários holandeses de confissão calvinista, tomaram Brielle, Flandres e outras cidades da zona, até então em poder da coroa espanhola. Em junho, Dordrecht e Gorcum caíram também em suas mãos. Nesta última cidade prenderam vários religiosos: Nicolás Pieck, franciscano; Jerónimo de Weert, vigário; Teodoro de Eem, de Amersfoort; Nicasio Janssen, de Heeze; Willehald da Dinamarca; Godofredo de Melveren; Antônio de Weer; Antônio de Hoornaert; Francisco van Rooy; Padre Guillermo; Pedro de Assche; Cornelio de Wyk de Duurnstende; Fray Enrique; João de Oisterwljk, agustinho; Pontus van Huyter, administrador da comunidade. A estes quinze se aderiram mais tarde outros quatro: João de Hoornaer, chamado João de Colônia, dominicano; Jacobo Lacops de Oudenaar, norbertino; Adriano Janssen de Hilvarenbeek e Andreas Wouters de Heynoord. Após serem torturados na prisão de Gorcum entre 26 de junho e 6 de julho foram trasladados a Brielle.

No dia seguinte, Guilherme II de la Marck, líder dos mendigos do mar, ordenou o interrogatório do grupo. Foram instigados a abandonar a fé católica e a retirar sua obediência ao Papa, ao que eles se recusaram; só Pontus van Huyter e Andreas Wouters aceitaram, liberando-se assim da morte; Guilherme de Orange enviou uma carta em que pedia às autoridades competentes liberar os religiosos, mas a mesma chegou depois que tinham sido torturados e executados no dia 9 de julho de 1572. Foram beatificados pelo papa Clemente X em 1673 e canonizados por Pio IX em 29 de junho de 1865. Sua festividade se celebra em 9 de julho, data da morte do grupo. Sua história foi reconhecida por Guillermo Hessels van Esten em sua “Historia Martyrum Gorcomiensium”, publicada en Douai en 1603.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.