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Santoral Franciscano: 26 de julho – Bem-Aventurado Arcanjo de Calatafino (1390 – 1470)

Bem Aventurado Arcanjo de Calatafino

Sacerdote, ermitão da Primeira Ordem (1390-1470). Aprovou seu culto Gregório XVI no dia 9 de setembro de 1836.

 

Arcanjo nasceu em Calatafimi, na província de Trapani, na Sicília, no extremo oeste da ilha, em torno de 1390. Nesta pitoresca cidade de origem árabe, nasceu na nobre família Piacentini, ou Piacenza e ainda era muito jovem quando, deixando a casa da família foi criado em uma caverna nas montanhas. Permaneceu escondido durante algum tempo em solidão, mas depois a fama das suas virtudes e sua austeridade cada vez mais atraíram muitas pessoas do bairro ao seu abrigo, ansiosas para conhecê-lo e consultá-lo.

Para recuperar a solidão, Arcanjo deixou aquele lugar e foi para Alcamo, onde novamente se refugiou em um só eremitério. Mas não pôde fugir por muito tempo dos habitantes da região. Estes foram mais hábeis para cercar seu ermitão devoto e atraí-lo para sua cidade: pediram a ele para que dirigisse um hospital em Alcamo, que estava abandonado e que cidade sentia muito a sua necessidade.

Assim, Arcanjo foi pressionado entre sua vocação de eremita e o dever da caridade. E é claro que ele não podia recusar. Colocou-se no trabalho organizando o hospital para que tudo corresse bem, com total respeito ao dever da caridade para os necessitados. Quando o hospital começou a ir bem, Arcanjo retornou à sua solidão predileta, entrou em uma nova caverna. Desta vez, o fez sair fora da caverna um decreto do Papa Martinho V, no qual eram suprimidos os eremitérios da Sicília.

Arcanjo, obediente, deixou sua caverna novamente, mas não retornou para o mundo. Ele foi para Palermo, onde moravam os Frades Menores e aí recebeu o hábito da pobreza nas mãos do Beato Mateus de Agrigento. Depois do noviciado, foi enviado para Alcamo, onde fundou um convento franciscano, ao lado do hospital que já havia dirigido.

Para a austeridade com que ele viveu na mais estrita regra franciscana por sua sabedoria e prudência, ele foi ordenado sacerdote. Mais tarde, ele foi eleito Ministro Provincial da Ordem, e se destacou como um administrador e organizador. Mas ele preferiu a pregação nas várias cidades e vilas da Sicília para o governo dos religiosos; por meio da evangelização converteu muitos pecadores.

Ele morreu em Alcamo no dia 10 de abril de 1460 no convento de Santa Maria de Jesus, que ele fundou. Ele tinha 70 anos. Sua memória e o eco de muitos milagres perduraram entre Alcamo e Calafatimi.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola

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Da Pureza do Coração

Por Frei Edson Matias, OFMCap

pureza de coração

A pureza do coração foi refletida intensamente na escola Franciscana. A pureza trata de uma atitude diante de Deus, de si e do mundo. Pode-se pensar que tal ideia seja a de deixar de ter fantasias, desejos, afetos, etc. Entretanto a proposta possui uma profundeza significante. Disse São Francisco:

“Bem-aventurado os puros de coração porque verão a Deus. São verdadeiramente puros os que desprezam as coisas terrenas, buscam as celestiais e não deixam de adorar sempre e ver o Senhor Deus, vivo e verdadeiro, de ânimo e de coração puro” (Adm 16).

As “coisas terrenas” são tudo aquilo que nos prende. Podem ser bens materiais, posse afetiva de pessoas, nossas próprias verdades, etc. Aquilo que enche o coração de preocupação. Quando o coração está assim, não existe espaço para Deus. E dando um passo a mais em nossa reflexão, as próprias imagens errôneas que fazemos de Deus é um embaraço para nossa vida espiritual. Quando estamos cheios não vemos o fundo do coração. Como a água turva de um rio. A pureza pode ser comparada a um riacho límpido, que segue seu caminho. Olhamos nele e conseguimos ver o fundo. A pureza do coração revela como ele é. Não se esconde, é gratuito, segue seu caminho.

Quem consegue desprezar as coisas terrenas? Como ficar livre dos apegos que acabam preenchendo (tentando) nosso vazio? A angústia parace ser um caminho para todos que querem despertar o olhar para essa via. Falamos angústia, pois não se refere a uma escolha puramente racional, como se de uma hora para outra dissesse: “vou começar agora… vou fazer isso e aquilo”. Entretanto, se tal desejo não for acompanhado pelos afetos, de uma atração pela busca divina, a mudança verdadeira não ocorre. O que pode acontecer é construir uma fantasia. Neste caso, os frutos serão a tristeza, o moralismo, o desapontamento e por fim, desistência do objetivo.

São bem-aventurados os puros de coração porque deixam que Deus seja. Estão abertos as inspirações divina, não denominam de seus os dons que possuem. São desapegados, pois sabem que não podem fabricar deuses para si. Sabem também do perigo do orgulho e não confiam em si mesmos. Mais isso não é inferioridade, como se poderia pensar. Se tais fossem, andariam tristes, cabisbaixos, entretanto, demonstram a alegria da espontaneidade, do encontro. No Abismo insondável que é Deus, os ‘puros’ são mansos de coração e conseguem carregar o peso da Cruz. T

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Santoral Franciscano: 22 de julho – Santa Cunegunda da Polônia (1224 – 1292)

Santa Cunegunda

Virgem e religiosa da Segunda Ordem (1224-1292). Aprovou seu culto Alexandre VIII no dia 11 de junho de 1690. Canonizada por João Paulo II em 1999.

 

Santa Cunegunda nasceu a 5 de março de 1224. Foi uma alta expoente da nobreza húngara. Era sobrinha de Santa Edwiges e de Santa Inês de Praga; irmã das Bem-aventuradas Iolanda e Margarida; prima de Santa Isabel de Portugal; prima e cunhada da Bem-aventurada Salomé de Cracóvia; tia de São Luís de Tolosa.

Muito trabalhou para a canonização de Santo Estanislau e Santa Edwiges. Nasceu em 1224. Casou-se com Boleslau V, o Casto, príncipe de Cracóvia, em 1239, vivendo com ele durante 40 anos em virgindade: durante a vida do casal, o casamento nunca foi consumado por decisão do casal, para servir melhor a Jesus Cristo.

Cunegunda dedicou muita atenção aos pobres e desafortunados. Uma lenda associa-a à descoberta das minas de sal de Wieliczka, na Polônia e é representada nas mesmas minas de sal de Wieliczka como em visita com a família real. Após a morte do marido, em 1279, tornou-se Clarissa, no Mosteiro de Stary Sacz, fundado por ela e o marido em Sandeck, decidindo não querer ter qualquer papel na governação do reino e desfazendo-se de todas as suas posses materiais.

Ali, porém mais tarde, precisou aceitar o cargo de abadessa. Passou o resto da sua vida em oração contemplativa, não deixando ninguém referir-se ao seu papel anterior como rainha da Polônia. Morreu em 24 de julho de 1292, aos 68 anos. Foi declarada padroeira da Polônia e Lituânia pelo Papa Clemente XI em 1695. Foi beatificada em 1690 pelo Papa Alexandre VIII; e canonizada pelo Papa João Paulo II em Stary Sacz no dia 16 de Junho de 1999.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola.

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Santoral Franciscano: 19 de julho – Bem-aventurado Nicanor Ascánio (1814 – 1860)

Bem - aventurado Nicanor Ascanio

Sacerdote e mártir da Primeira Ordem (1814-1860). Beatificado por Pio XI no dia 10 de outubro de 1926.

Nicanor Ascanio  nasceu no Vilarejo de Salvanés, província de Madrid, em 1814. Aos 16 anos tomou o hábito dos Frades Menores, continuou seus estudos e foi ordenado sacerdote. Ele foi diretor das Irmãs Concepcionistas e pároco em sua terra natal. Muito devoto, penitente, zeloso, desejava se consagrar por inteiro às missões. Essa vontade fez dele um sacerdote modelo.

Na sua juventude, ele tinha sonhado com a vida apostólica, o sacrifício e o martírio, mas em 26 anos, esses desejos não passaram de meros sonhos. A venerável Irmã Maria das Dores, morta com a fama de santidade em 27 de janeiro de 1891, tinha assegurado a ele que Deus queria que ele fosse à Terra Santa, como missionário e mártir na pátria de Jesus. O Bem-aventurado Nicanor, obediente à voz celestial, muitas vezes ouviu, em suas longas horas de oração, o chamado para partir à Terra Santa, uma terra que seria o palco de seu apostolado dinâmico, de lutas, sacrifícios e martírio.

Chegando a Jerusalém, orou intensamente no Santo Sepulcro, no Calvário e no Getsêmani, na gruta de Belém e em todos os outros santuários. Ele foi enviado a Damasco para aprender a língua árabe sob a direção do bem-aventurado Carmelo Volta, quando a perseguição religiosa estava por vir.

Em 10 de julho de 1860, os muçulmanos ordenaram a ele renunciar ao cristianismo e abraçar a religião de Maomé para salvar sua vida. Nicanor, ainda não muito familiarizado com a língua árabe, não compreendeu imediatamente o que lhe foi perguntado, mas como ele conseguia entender, respondeu enfaticamente: “Eu sou um cristão, matem-me. Eu acredito em Cristo e não no profeta Maomé”. Foi imediatamente morto por decapitação. Assim se cumpriu a profecia de Irmã Maria das Dores.

Foi um episódio triste, principalmente devido ao fanatismo e à crueldade dos drusos, que na noite entre 9 e 10 de julho, em Damasco, invadiram o convento dos franciscanos no bairro cristão, centro reconhecido e florescente. Também se refugiaram dentro do convento três cristãos maronitas, martirizados juntamente com os oito franciscanos. Nicanor tinha 46 anos.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola

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Santoral Franciscano – 18 de julho – São Simão Lipnica (1435 – 1482)

São Simão de Lipnica

Sacerdote da Primeira Ordem (1435-1482). Aprovou seu culto Inocêncio XI no dia 24 de fevereiro de 1685. Foi canonizado no dia 3 de junho 2007, no átrio da Basílica do Vaticano, pelo Papa Bento XVI.

O Beato Simão nasceu em Lipnica, Murowana, na Polônia meridional, entre os anos de 1435-1440. Seus pais, Gregório e Ana, souberam dar a ele uma boa educação, inspirada nos valores da fé cristã e, apesar de sua modesta condição, preocuparam-se em assegurar uma adequada formação cultural. Simão cresceu com um caráter piedoso e responsável, uma natural predisposição à oração e um terno amor à Mãe de Deus.

Em 1454, viajou a Cracóvia para assistir à famosa Academia Jagellonica. Nesse tempo São João de Capistrano entusiasmava a cidade com a santidade de sua vida e o fervor de sua pregação, atraindo à vocação franciscana um numeroso grupo de jovens. Em 8 de setembro de 1453, o santo italiano havia também fundado, na Cracóvia, o primeiro convento da Observância, com o nome de São Bernardino de Sena. Por esse motivo, os frades menores daquele convento foram chamados pelo povo de “bernardinos”.

Em 1457, também o jovem Simão, fascinado pelo ideal franciscano, preferiu seguir o Evangelho, interrompendo uma carreira de sucessos. Para tanto, pediu para ser aceito, com outros dez companheiros de estudos, no convento de Stradom.

Sob a orientação do Mestre de noviços, P. Cristóforo de Varese, religioso eminente por sua doutrina e santidade de vida, Simão recorreu com generosidade à vida humilde e pobre dos frades menores, alcançando o sacerdócio em 1460. Exerceu seu primeiro ministério no convento de Tarnów, onde foi guardião da fraternidade. Em seguida, se estabaleceu em Stradom (Cracóvia), dedicando-se incansavelmente à pregação evangélica, com palavra limpa, plena de ardor, de fé e sabedoria, que deixava entrever sua profunda união com Deus e o prolongado estudo da Sagrada Escritura.

Como São Bernardino de Sena e São João de Capistrano, Fr. Simão estende a devoção ao Nome de Jesus, obtendo a conversão de inúmeros pecadores. Em 1463, primeiro entre os Frades Menores, ocupou o ofício de pregador na catedral de Wawel. Por sua entrega à pregação evangélica das fontes antigas, ganhou o título de “Pregador Fervorosíssimo”.

Desejoso em render homenagem a São Bernardino de Sena, inspirador de sua pregação, em 17 de maio de 1472, junto a outros frades poloneses, chegou a Aquitania para participar da solene transladação do santo para o novo templo erguido em sua honra. Novamente foi à Itália, em 1478, por ocasião do Capítulo Geral em Pávia. Nessa ocasião pode satisfazer um desejo profundo de visitar as tumbas dos Apóstolos, em Roma, e prosseguir depois sua peregrinação à Terra Santa. Viveu a feliz experiência em espírito de penitência, de verdadeiro amante da Paixão de Cristo, com a oculta aspiração de derramar o próprio sangue pela salvação das almas, agradando assim a Deus.

Imitador de São Francisco em seu amor pelos lugares santos, na eventualidade de ser capturado pelos infiéis, antes de viajar memorizou todo o texto da Regra da Ordem “para tê-la sempre diante dos olhos e da mente”.

O amor de Simão pelos irmãos se manifestou de maneira extraordinária no último ano de sua vida, quando uma epidemia da peste devastou Cracóvia. De julho de 1482 a 6 de junho de 1483, a cidade esteve sob o flagelo da enfermidade. Na desolação geral, os franciscanos do convento de São Bernardino se doaram incansavelmente no cuidado aos enfermos, como verdadeiros anjos de consolo.

Fr. Simão tomou aquele como um “tempo propício” para exercitar a caridade e para levar a cabo a oferenda da própria vida. Por todas as partes passou confortando, prestando ajuda, administrando os sacramentos e anunciando a consoladora Palavra de Deus aos moribundos. E acabou também contagiado. Suportou com extraordinária paciência os sofrimentos da enfermidade e, próximo da morte, expressou o desejo de ser sepultado no umbral da igreja, para que todos pudessem pisoteá-lo. No sexto dia da enfermidade, a 18 de julho de 1482, sem temer a morte e com os olhos fixos sobre a Cruz, entregou sua alma a Deus.

A causa de sua canonização, retomada pelo Papa Pio 12, em 25 de junho de 1948, chegou a bom termo com o reconhecimento de um milagre na cidade de Cracóvia em 1943 e decretada pelo Papa Bento 16, em dezembro de 2006.

São Simão de Lipnica soube harmonizar admiravelmente o compromisso da evangelização e o testemunho da caridade, que brota de seu grande amor à Palavra de Deus e aos irmãos mais pobres e que mais sofrem.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola

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Santoral Franciscano: 24 de Junho – Santa Vicência Gerosa (1784-1847)

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Santoral Franciscano
24 de Junho – Santa Vicência Gerosa (1784-1847)

Virgem da Terceira Ordem (1784-1847). Fundadora da Congregação Nossa Senhora Menina. Canonizada por Pio XII no dia 18 de maio de 1950.

Catarina Gerosa nasceu em 29 de outubro de 1784, em Lovere, no norte da Itália. Reservada e tímida, viveu um período da sua infância atrás do balcão do pequeno comércio da família. De saúde muito débil, não podia estudar. Modesta e caridosa, vivia uma espiritualidade simples, desenvolvida na missa, que frequentava todos os dias.

Os anos seguintes à invasão napoleônica da Itália mudaram sua vida. A crise econômica levou à morte primeiro seu pai, depois sua irmã Francisca e, por último, em 1814, também sua mãe. Apesar da tragédia pessoal, com ânimo e fé inabalável, Gerosa aceitou tudo com resignação. Confiante em Deus, sofreu no silêncio do seu coração, encontrando forças na oração e na penitência.

Teve o grande amparo de seu confessor e orientador espiritual, que pediu ajuda a Gerosa nas atividades religiosas desenvolvidas pela paróquia às jovens carentes. Com zelo, ela organizou um oratório feminino com encontros de orações e palestras religiosas.

Foi lá que, em 1824, conheceu Bartolomeia Capitanio. Era uma jovem professora de dezassete anos, nascida também numa família humilde, em Lovere. Desde menina, pensava em dedicar-se a praticar a caridade aos pobres e aos doentes. Por isso se diplomou professora no colégio das clarissas de sua cidade natal.

Conheceram-se por meio do pároco, porque ele queria que Gerosa criasse alguns grupos de orações para jovens. Ele sabia que Bartolomeia havia criado uma escola para instruir e dar formação religiosa às meninas pobres e abandonadas. Lá, Gerosa daria orientação nas práticas das atividades domésticas. A escola tornou-se um centro de encontro para jovens e muitos grupos de orações também foram criados.

Estavam tão empenhadas em auxiliar os pobres e enfermos que foram chamadas para ajudar no hospital de Lovere. Na oportunidade, tiveram a inspiração de dar vida a uma comunidade religiosa feminina do tipo das irmãs de caridade vicentinas. A situação política, entretanto, era desfavorável, não permitia essa interdependência. Um pouco antes, ingressou na Terceira Ordem Franciscana e absorveu um profundo espírito evangélico.

Com muita dificuldade, junto com a companheira, Gerosa fundou, em 1827, um novo instituto religioso regular, para dar assistência aos doentes, instrução gratuita às meninas abandonadas, fundar orfanatos e dar assistência à juventude. Foi chamado de Instituto das Irmãs de Maria Menina, com sede em Lovere e com as regras escritas por Bartolomeia. Para evitar objeções de caráter político, o instituto foi fundado autônomo. E assim independente ele permaneceu, cresceu e se difundiu nos anos subsequentes. Catarina Gerosa emitiu os votos, vestiu o hábito e tomou o nome de Vicência, sendo eleita madre superiora.

Em 1840, uma carta apostólica de Gregório XVI aprovou o Instituto de Lovere. A morte de Vicenta, aos 63 anos de idade, em 20 de junho de 1847, aconteceu quando já existiam 24 casas das “Irmãs de Maria Menina” espalhadas por todo o mundo, da Palestina até a América. Isso também motivou o Papa Pio XII na sua canonização em 18 de maio de 1950.

Morreu depois de uma longa doença, em 28 de junho de 1847, e foi sepultada ao lado da co-fundadora, no santuário da Casa-mãe, em Lovere. Atualmente, o Instituto das Irmãs da Caridade das Santas Bartolomeia Capitanio e Vicência Gerosa, ou Irmãs de Maria Menina, atua em toda a Europa, África, Ásia e nas Américas.

Fonte: “A vida dos Santos”, de Butler, Editora Vozes.

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